domingo, 1 de julho de 2007

Tetos

1 - eu acho que tenho inveja de uma pessoa. uma só. não verdade não chamaria de inveja, mas enfim. como temporariamente eu tenho que justificar meu descontrole emocional e não estou a fim de repensar atitudes passadas eu me prendo, vergonhosamente, nessa idéia. 2 - por orgulho e falta de argumentos até para me acusar de invejosa eu gostaria de retirar o número 1. 3 - apesar de estar dizendo coisas aparentemente bem ruins, eu me sinto muito bem. muito mesmo. poderia dizer, sem ressentimentos, que é o melhor momento da minha vida e blá. 4 - tenho dormido pouco, por ficar pensando demais - mas estou gostando disso. 5 - tenho que baixar umas 3 músicas, sendo que esqueci uma delas. 6 - tenho que escrever sobre parada's gay's. é, tenho sim. 7 - no fundo, gostaria de reescrever meus inícios de histórias antigas. especialmente a dos cogumelos. 8 - eu li o livro Nove Estórias, também do Salinger e de fato quero falar dele. 9 - lendo muito sobre serial killers e psicoses e blá. 10 - pretendo transformar isso tudo em texto com mais umas coisas que eu esqueci depois. só pra não esquecer. e não escutem 'stereobox' cantando ao vivo, eles são muito ruins. e eu vi um filme e quero comentá-lo. tchau.

de moral, eu dei 'enter' em tudo, mas fudeu quando eu fui colocar a figura. então sei lá.
ah é, estou me saindo bem nas provas - eu acho.
simulado semana que vem. ouch!

terça-feira, 19 de junho de 2007

A injustiça das Redomas de ferro.

Ela sugeriu que, como várias pessoas, eu esteja buscando uma tentativa de auto-análise ao desejar algo com tanta ansiedade. Claro que era de se esperar uma atitude assim... por mais diferente que achamos que somos não podemos esquecer que nosso conteúdo se limita ao que o lado externo de nosso corpo é capaz de transmitir. Isso pode soar como uma característica completamente de caráter negativo, porém não é: faz parte do personagem de cada um por em jogo ou esconder determinadas características. É péssimo encarar a tal mulher e ter de concordar com suas afirmações apenas para não parecer excessivamente teimosa ou coisa que o valha. A partir do momento em que os sintomas apontados são relacionados com a puberdade, torna-se um grande empecilho desviar esse caminho a fim de apontar para uma nova direção... quem sabe falar de outras pessoas hoje?
Eu não saberia muito o que falar dos meus amigos. Tudo o que eu digo é entendido como uma crítica preconceituosa. Os pontos que tornam as pessoas que eu gosto queridas para mim - ou, simplesmente, diferentes da massa - são coisas que, no fundo, não importam senão para mim. São pessoas como as outras, porém especiais porque souberam se posicionar na minha vida sem pretensão, apenas fazendo-me abrir os olhos, conhecer novos mundos - e, através de uma ampla área de importância, permaneceram intocáveis com o passar do tempo. E se eu dissesse que tenho amigos com quem não mantenho nenhum tipo de contato físico? Não ver uma pessoa significa não conhecê-la? Sendo assim, todo cego seria solitário. É preciso convivência? Logo a principal causadora de problemas? Talvez... mas porque não abrir sua vida para uma pessoa que manterá o mesmo laço de sinceridade que você? Tão mais seguro, mais simples e não menos bonito.
Ela lá citou esse blog em um de seus monólogos intermináveis. Sua risada é do tipo que pode tanto gerar prazer quanto raiva, talvez até um misto dos dois. A preocupação com o meu "público", com o que eu procuro foi tão elevada. Fez-me parecer uma colunista de uma revista importante, um jornal ou alguma coisa parecida. São pessoas normais, algumas como eu, que passam por aqui. Apenas isso. Não é preciso esconder nem escancarar fatos, apenas seguir meus próprios padrões de textos. Ela insistiu na idéia de que eu modifico as coisas para ser melhor compreendida. Não poderia negar isso, visto que a linguagem humana é baseada nisso, na necessidade de compreensão (na verdade, qualquer linguagem), porém impedi que ela continuasse suas insinuações de que eu tenho uma segunda personalidade apenas para o mundo virtual. Incrível como gente de outras gerações implica com a Internet.
Se fosse perguntado, sequer um instante, sobre o porquê de escrever, eu responderia de maneira egoísta que um dos fatores que mais auxiliam é a autoridade que a escrita manifesta. Não, você não entendeu bem. Assim... eu escrevo e você lê. Você não pode cortar minhas palavras, apenas condená-las em seu pensamento ou após um breve espaço de tempo, oralmente ou comentando no link abaixo. É ótimo falar sem que vozes mais altas interrompam o som da sua. Simplesmente isso já é algo bem satisfatório... Mas, claro, o deleite de escrever não vem exatamente daí. Enfim, cada um sabe o que o leva a gostar de certas coisas. Trata-se de uma resposta puramente individual.
Ah, sim!, eu falei pra ela da minha redoma. Fiquei feliz de encontrar - mais precisamente ontem - algumas interpretações que complementem a formação dessa idéia. Um vidro transparente que abriga uma vida. A criatura, dentro de sua imaginação, pode ser um daqueles clássicos peixes laranjas, um guerreiro nórdico, seu pai ou que for - ainda que não passe de uma criança. A mesma inocência que pode trazer um daqueles risos jovens que cortam o silêncio dos grandes também tem o dom de perturbar algumas almas. Já dizia uma música: "nada é tão cruel quanto uma criança". Com a mesma ingenuidade que essas descobrem partes do corpo, são capazes de alimentar a mais fina camada de apreensão.
Você olha para o mundo sem saber onde está, afinal o que o separa da realidade é uma barreira incolor, que por vezes reflete seus olhos arregalados. É tudo novo, tudo mágico. Tantas perguntas silenciadas com as mais vazias respostas... Nada é preocupante, dá-se um passo atrás do outro. A distância entre a queda e a dor é o choro. E, pronto, eis o intervalo! De repente o vidro se racha, com ou sem motivo. O Sol agora queima. A película branca que rondava a redoma se mostra gelada. Passa a ser frustrante tentar qualquer espécie de brincadeira - se você crescesse um pouco mais, continuasse a intolerar estas regras malucas, possivelmente seria escoltado até algum lugar bem diferente das florestas coloridas dos seus antigos sonhos. Aliás, sonho é algo que não cabe no mundo adulto. Talvez apareçam em alguns daqueles livros de auto-ajuda para mulheres gordas de quarenta anos, aqueles livros que tentam ensinar as pessoas a ser feliz em troca de algumas notas de dinheiro.
O que leva uma pessoa a vestir pantufas e aposentar as nádegas em frente a um monitor para inventar receitas de falsos sorrisos temporários? Talvez o cristianismo e todo o seu capitalismo esteja por trás disso. Ou não. Talvez o cara esteja escrevendo tudo o que aprendeu errando, dizendo coisas do tipo "não fume, não beba muito, aproveite os pequenos momentos, compre uma lingerie preta". Esses livros para mulheres de meia idade geralmente dizem para elas curtirem seus filhos e se aproveitarem da sua rica experiência de vida. Ah claro, você que está lendo o livro na privada está seriamente pensando em todas as lições que aprendeu... No fundo, livros de auto-ajuda só servem para deixar o leitor irado e aprender que não são essas porcarias que ditarão o que fazer ou não para se obter uma boa qualidade de vida nos poucos - ou muitos - anos que restam.
Alguns psicólogos parecem se graduar apenas para alimentar a idéia de que seus livros com monólogos otimistas e repetitivos serão bons. Todo mundo quer vender a idéia de que é o melhor. Eu, sinceramente, adoraria ler um livro que o próprio autor apontasse como uma merda. Mas, claro, seria alguma estratégia de marketing... Enfim, eu ando meio desiludida com a crítica das pessoas. O ruim é que meus argumentos são realmente fracos, do tipo "pessoal", onde eu sei o valor que têm e coisas assim. Seria infeliz eu colocar algumas idéias aqui para vir um ou outro jogar baldes d'água sobre a minha redoma de cacos colados. Diante de toda a enrolação eu me vejo pensando nos cara que estão em prisão perpétua. Hum, isso tem relação com o ambiente infantil de vidro...
Pois bem. É contra os direitos humanos condenar alguém a morte e todas essas coisas. Enjaular pessoas já é uma atitude um tanto quanto ignorante. Mas tudo bem, eu sou uma garota de dezessete anos sem voz e sem uma idéia melhor. Literalmente sem voz, porque eu estou com a garganta defeituosa. É bonitinho ver que alguns "apenados" - como eu vi no jornal e achei a maior graça - estão tendo a oportunidade de aprender algum ofício e essas coisas todas. Só que, enfim, eu não sei quem inventou isso de você cometer certos crimes e ser recompensado com uma cela gelada para o resto da vida. É puramente injusto em vários casos. Nessas condições, você encontra desde algum infeliz que abusou sexualmente de crianças e mulheres e enfim, executou alguns gestos agressivos com facas e afins até um doente que deu tiros em um homem famoso. Porra, eu odeio isso. Não que eu vá dedicar a minha vida defendendo os esquizofrênicos (hahaha agora imaginei uma passeata bem besta no centro, com uns amiguinhos de jaleco e uns pacientes de alguma clínica psiquiátrica local...) ou, sei lá, impondo que Jesus era um bissexual assexuado (ok, poupe-me de explicações)... mas, puxa vida, eu odeio pensar que o cara está lá até hoje porque matou um músico.
Sei lá. Mistura de Salinger com a infelicidade da Yoko Ono.
Eu já disse que se aparecer na televisão uma garota invadindo a casa desse cara serei eu. Talvez alguma garota infeliz e drogada ou um Mark Chapman da vida estejam comigo.
Enfim, tetos.
Ah, droga. Eu comecei a escrever muito feliz, porém me exaltei e estraguei tudo.
Quero conversar depois.
(desenho feliz que eu fiquei fazendo no Paint ontem. sim, a intenção era ficar bem infantil)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Flor de Lótus

Eu tenho um caderno bem bonito até, com uma flor de lótus na capa e tals. Há uns dois anos, por aí, eu usei ele para escrever coisinhas que eu lia nos livros, pensamentos, músicas e coisas assim. Tri que eu dizia que era meu caderno de filosofias. Tá... com o tempo eu preenchi ele com matéria da aula de química e coisas assim, mas ele chegou a ficar bem gordinho. E, sim, eu gosto um monte de pegar ele do nada e dar uma olhada. Daí, como eu não estou afim de ficar falando de mim hoje, vou postar uns pensamentos. Na verdade, a proposta desse blog era ser diferente do anterior, falar de outras coisas, tentar se concentrar mais na parte estrutural da coisa do que ficar só na sentimental... mas sabe como é, essas Ivy's que se empenham em começar uma coisa mas nunca seguem a idéia... enfim. Vou citar umas coisinhas do caderno.
Enjoy!

"Para encontrar um amigo, devemos fechar um olho. Para observá-lo, devemos fechar os dois."
"Liberdade é o que você faz do que foi feito de você." (Sartre)
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." (Max Frisch)
"A beleza é um acordo entre o conteúdo e a forma." (Henrik Ibsen)
"Aquele que conhece seus defeitos está próximo de corrigí-los." (Aristarco)
"Nunca é demasiado tarde para ser aquilo que sempre se quis ser." (George Eliot)
"Há sempre um pouco de loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura." (Friedrich Nietzsche)
"O amor são duas solidões protegendo-se uma à outra." (Rainer Rilke)
"O maior inimigo da criatividade é o bom senso." (Pablo Picasso)
"Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez." (Jean Coeleau)
"Não deixe a escola atrapalhar seus estudos."
"Quem tem por que viver é capaz de suportar qualquer como." (Friedrich Nietzsche)
"As coisas valem pelas idéias que nos sugerem." (Machado de Assis)
"Procure o ridículo em tudo e o encontrarás." (Jules Renard)
"Ninguém consegue escapar da sua individualidade." (Arthur Schopenhauer)
"O outro lado tem sempre um outro lado."
"O essencial é invisível aos olhos." (Saint Exupéry)
"Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim." (Millôr Fernandes)
"Quanto mais te revelas, mais te rendes ao poder dos outros." (Merlim)
"Muitos homens passam por sábios graças à ignorância dos outros."
"Tenha certeza de suas dúvidas." (São Tomás de Aquino)
"Não há fraqueza, senão a incapacidade de acreditar." (*)
"Mais vale uma teta na mão do que duas no sutiã." (Mamonas Assassinas)
"Faça aquilo que você mais teme." (Ralph Waldo Emerson)

"Palavras só ligam pessoas que têm sinfonia." (Max Frisch)
"Não estou mal e nem estou bem. O preocupante é que não estou." (Melissa Panarello)
"A distância mais longa é entre a cabeça e o coração." (Thomas Merton)
"Sejam como são, ou deixem de ser."
"Pouca sinceridade é perigoso. Muita sinceridade é absolutamente fatal." (Oscar Wilde)
"Adolescentes têm o desejo de serem diferentes vestindo-se da mesma forma."
"Perdoa a teus inimigos: nada os chateia tanto." (Oscar Wilde)
"Meia verdade é sempre uma mentira inteira."
"Não se sinta capaz de enganar quem não engana a si mesmo." (Crime Perfeito - Engenheiros do Hawaii)
"Vivo, era uma peste. Morrendo, serei tua morte." (Edgard Allan Poe)
"Eu não tinha medo de olhar as coisas horríveis, mas ficava apavorado à idéia de nada ver." (Edgard Allan Poe)
"Os meus sonhos não são tão vazios quanto a minha consciência parece ser." (Behind Blue Eyes - Limp Bizkit) 


 

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Sintonia. ^^

- Ellen?
- Eu conheço seus olhos.
- Como?
- Eu conheço seus olhos.
- Conhece, é? Intuição feminina?
- Destino. Sonhei com eles ontem.
- Mas... eu não sei nada sobre você. Fomos apresentados há tão pouco tempo...
- Tempo é uma coisa que realmente não importa.
- Você parece gostar de chá de canela.
- Viu, você conhece parte de mim. Eu não estava errada, você é mesmo especial.
- Mas várias pessoas gostam de chá...
- Me diz então que eu sou uma estranha, uma desconhecida. Diga que não sentiu nada.
- Mas eu... eu não quero dizer isso.
- Não seja por isso, eu sou forte.
- Mas...
- Não é verdade, né?
- Não sei. Eu achei que fosse só comigo isso...
- Olha, eu também estou apavorada. Mas é você, é você mesmo. Você é o cara do sonho.
- E como era esse sonho?
- Real.
- Você está com medo?
- Não sentirei medo, desde que você diga que está comigo.
- Mas eu não sei quem você é...
- O que importa, Eric? O tempo não importa...
- Não sei o que dizer, já não entendo o que é isso.
- Mas, pelo menos, concorda que existiu uma atração..?
- Ei, isso é pedir demais.
- De quanto tempo você precisa para pensar?
- Quanto tempo você está disposta a esperar?
- A eternidade.
- E seus medos?
- Você está comigo.
- Você sente?
- Sinto tudo o que você sente.
- Então me ajude a entender. Eu tenho medo.
- Você também sonhou?
- Com seus olhos. No sonho eles pareciam tão ingênuos e pacíficos... agora só me causam frio, me deixam nervoso.
- Isso é ruim?
- Não, é incrível. Parece tão contraditório, mas é uma sensação boa.
- Eric, você tem certeza?
- É tudo o que tenho.
- Talvez você tenha bem mais do que isso...
- O que eu quero são mais do que palavras.
- Você tem certeza?
- Acho que sim... sim, estou certo.
- E o medo?
- Talvez, se fechássemos os olhos, o frio passasse...
- É, você me conhece bem.
- Isso é um sonho?
- Realidade.
- Você gosta do que sente?
- Gosto de você.
- Estranho... você nem me conhece.
- Temos todo o tempo do mundo para nos conhecermos.
- É verdade... É, sim. Eu sei disso.
- Ei, o que você está fazendo?
Cala a boca.
...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Literatura

Na verdade eu estou longe de ser um bom exemplo - talvez até por isso eu não me importe em cometer certos erros. Nesse momento, minha mãe deve estar conversando com minha psicóloga, enquanto eu suspiro pelo fim das provas da escola e coisas assim. Na verdade tem Simulão sábado e eu vou estudar alguma coisa daqui a pouco, mas senti bastante votnade de escrever. Eu não gosto de como esses textos daqui andam longos e subjetivos, mas enfim. Existe um considerável número de pessoas especiais que já se interessaram por um post ou outro, o que me deixou bem feliz na verdade.
Eu ando sem paciência para ler livros - ainda mais de ficção - do início ao fim, até por isso tenho procurado alguns livros que são estruturados de modo diferente... Tipo um de pensamentos soltos, do Pascal. Sim, o carinha das fórmulas matemáticas. Matemáticos são caras muito legais, por sim. Eu adorova as aulas filosóficas de matemática do ano passado (ou retrasado)... e é uma matéria que - cortando a parte de gráficos relacionados com circunferências - me interessa horrores. E eu nem sou uma aluna exemplar nisso, mas eu me emociono um monte. Por mais que eu saiba que Baskarah será inútil no resto da minha vida, eu acho super importante a evolução do raciocínio que a matemática oferece.
Eu lembro de umas pessoas falando de matérias interligadas, da Tusnelda justificando que as notas baixas em português provém do mau desempenho em matemática... e lembro, sei lá, de personagens obsessivos. Desde que eu aprendi que 6:3 = 2 eu conto tábuas, azulejos, bolinhas e todo o tipo de coisa pelos cantos, vejo se é divisível por 5, se o número de sílabas da frase de uma música se encaixa e por aí vai. Bem coisa de quem não ter o que fazer parece, mas sei lá. Eu adoro, na verdade, quand me pego sem nada para afzer em algum lugar onde eu sou semi-obrigada a ficar sem nada para fazer, tipo a fila do caixa do banco (tudo bem, eu não vou no banco porque a minha mãe trabalha em um, mas não é o caso).
Eu gosto de sentar no sofá e olhar para os lados, pois sempre acho que nunca vi o suficiente. Isso é ruim, meio sintoma de dona de casa na hora da faxina, porque depois de um tempo tua atenção tá canalizada pro fio de cabelo no chão ou na mosquinha da parede... Mas eu nem reclamo. Se não posso ouvir música eu brinco com os dedos, fico pensando no que vou escrever no próximo post (sim, eu sou fanática), no que vou comer quando chegar em casa, sei lá...
Eu não gosto de me passar por culta ou ficar naquelas crises de underground, onde tudo o que é pop é recusado com nojo. Na verdade isso é parte do todo e, se é toda a verdade ou todo o conhecimento o que queremos, devemos absorver o máximo de tudo. Eu lembro do meu professor de teatro falando de como uma meia verdade deixa de ser verdade, em outras palavras... Você filma um acidente de trânsito, filma o cara ensangüentado, edita o filme e corta essas cenas, pois acha que são 'muito fortes'. Pronto. Você mostra o acidente pela metade... não mostra a verdade por inteiro.
E, como o Pascal (eu acho) estava dizendo, verdade é uma coisa muito particular. Sempre vai haver interferência do observador (ah, não era Pascal, era aula de literatura), uma opinião... O que ele disse é que o valor das coisas mesmo, o especial - o plus - está naquilo em que não vemos, onde está contido. A graça seria essa: não supervalorizar o momento tornando-o algo público, simplesmente vivendo-o. Porém, quando descobrimos de onde vem toda a magia, quebramos a condição disso de ser especial, então se torna uma coisa banal e sem brilho, como outra qualquer.
Eu ia postar esse pensamento no flog outro dia, mas ficou tão depressivo que postei uma coisa que me chamou mais a atenção, sobre pequenas ações e tal. Eu estava lendo agora que o que faz o homem ceder diante do Demônio e da morte é a vontade fraca. Sei lá, eu gosto dos contos de terror do Edgar Allan Poe. E gosto de mais um monte de coisa de muita gente. Eu ando lendo sobre como são formulados testes psicológicos de personalidade, critérios e tal. O que eu encontrei nesses livros são símbolos, matemática e muitos gráficos. Mas são interessantes pacas. Casualmente esse assunto anda coincidindo em vários pontos...
Eu pensei bem e, sinceramente, o Amor romântico é um saco. Algo totalmente idealizado, platônico, sofrido, triste. Corta todo o clima de realização que o Amor deveria trazer. Até por isso o Realismo é bem mais apropriado para isso... sem esconder nada, sem tirar nem por... Ver a pessoa e gostar dela pelo que ela é, não apenas pelo que ela representa. Trata-se de um bem para ela e para você, pois nenhum dos dois deve mudar seu jeito de agir, sentir... Não é preciso linguagem figuração, imaginação (que resulta da interação do sonho com o raciocínio) - existe por si só, sem precisar se estruturar por pensamentos terrenos.
Eu peguei as notas na escola ontem e fiquei bem feliz com o resultado. Me arrependo de não ter nerdiado em anos anteriores. Comprei sapatilhas, balas, fui para a aula de dança. Enfim, tem umas coisas que eu nem gosto de falar porque, sei lá, realmente não são construtivas. Eu espero que a novata realmente deseje participar das aulas, caso contrário acho que a turma afunda. As poucas mulheres que estão "dançando" vão passar um tempo na Europa e, as que vão ficar em Porto Alegre, pretendem ficar bem longe da minha cara de bunda. Eu não fico mal por isso, realmente não fico.
Mas então seguem aquelas típicas encenações sem moral nenhuma, onde 'todos contam com sua presença' e você não vê a hora de tudo acabar. Eu ouvi minha mãe falando umas coisas e juntei com o que eu li em uma Zero Hora por aí e é bem verdade: a gente é bem masoquista mesmo, porque filmes de terror nos deixam tensos e até fazem mal para o organismo. Eu fico tri nervosa com qualquer coisa, de apresentações orais e campeonatos até, sei lá, ter de puxar a cordinha do ônibus. Certo que eu teho que curar minhas neuroses. Falando nisso, roí minhas belas unhas crescidas. E, sinceramente, vou tentar seguir minha rotina de usar menos Internet, evitar pensar em fenêmenos sobrenaturais... só não queria perder o quê de astrologia. Muitos psicólogos perdem isso ao longo de seus estudos.
No mais, sei lá... continuo me irritando com pessoas que sentam do meu lado no ônibus quando existem mil possibilidades de lugar. Eu quero ter filhos com nomes antigos, ph, essas coisas... mas não sei quando terei paciência o suficiente para aturar 'crianças normais'. Na verdade um outro assunto invade a minha cabeça... mas enfim, eu seria arrogante demais se comentasse isso por aqui, então fica tudo assim. Eu abandono o romantismo, o Alvares de Azevedo e as poesias, mas o subjetivismo fica. Que coisa...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O Apanhador No Campo De Centeio


Fazendo uma pesquisa, de leve, pelo Google (tudo começou no setor de imagens, depois sim foi para a busca de artigos mesmo) encontrei alguma coisa realmente satisfatória sobre The catcher in the rye (O Apanhador no campo de centeio). A maioria dos sites trazia sinopses e resenhas muito ruins, que limitavam a interpretação do livro, sugerindo apenas que o protagonista - e o livro é narrado em primeira pessoa) - é um adolescente inconformado, " que leva bomba na escola" e é incapaz de largar suma máscara pessimista, que chama por Realismo.
Eu acho esse tipo de afirmação ridícula. São pessoas que lêem um livro sem emoção nenhuma, como se isso fizesse parte de uma rotina bem mecânica e chata. Óbvio que existem alguma "leituras obrigatórias" ou de assuntos desinteressantes, que por vezes temos que fazer por algum bom motivo... Mas, por favor, isso não impede o leitor de tentar se aprofundar na leitura, buscar intensidade. Já que você 'tem que ler' algo, então leia com vontade.
Li uns comentários bem argumentados, demonstrando opiniões bem diferentes das minhas e, como toda pessoa teimosa e fã de alguma coisa, confesso que fiquei meio desapontada. Mas tudo bem, de fato se eu gosto tanto assim desse livro melhor para mim... pois nem todos podemos compartilhar da mesma visão de mundo e isso, no fundo, é um previlégio. Não me importo que gostem de outras coisas, contanto que respeitem meu gosto. Pelo menos essas pessoas se expressaram de forma bacana, ao contrário de uns internautas bem troxas que conseguem se achar superiores grifando informações erradas... quer xingar, tudo bem, mas pesquisa... é muito chato lidar com críticas mal intencionadas e formuladas. É, digamos que eu levo algumas coisas para o lado pessoal, ainda que eu não tenha direito disso...
Há uns três anos, por aí, eu li cerca de duas vezes o título desse livro em flogs de amigos. E, como a maioria das pessoas que eu conheço, julguei o 'O Apanhador no Campo de Centeio' como sendo algo totalmente chato, aparentemente descritivo e naturalista - é, eu não gosto de coisas naturalistas. "Campo de centeio" eu achei o fim da picada. Tratei de imaginar um romance bem brega, com uma mulherzinha guardada pelo pai fazendeiro ou coisa que o valha. Enfim, me parecia no máximo a biografia simbolizada de algum cara do campo bem entediante.
Me disseram que o Holden (Caufield, o personagem principal) era bem - mas bem - parecido comigo e, gerada a curiosidade, eu fui atrás do maldito livro. Não é grande, sabe, é bem gostosinho de ler. Linguagem bem informal, humor negro, mensagens subliminares. No fundo, gostei também dos vários pontos de vista que ele pode retratar... você pode chamar o Holden de homossexual (o que eu não concordo, mas enfim), carrancudo, Arthur Rimbaud, garoto inocente e covarde, herói dos jovens (que brega isso), vilão dele mesmo, cara pessimista e ranzinza ao extremo ou, sei lá, riquinho vagabundo. Nenhuma das afirmações está totalmente errada, nem totalmente certa.
Eu acabei de ler bem maravilhada com toda a história, que é do tipo que narra pequenos acontecimentos com toda a cobertura de pensamentos misturados do personagem. Ele tem uns dezesseis, dezessete anos, "estudava" em uma escola só para garotos, mantinha uma admiração pelo irmão falecido e pela irmã mais nova. Não é uma história narrada como uma aventura, é algo totalmente parado no tempo, bem mórbido. É tudo muito triste, como também é tudo muito verdadeiro. Eu compartilho da mesma visão de mundo do Holden, então eu me senti mega depressiva com toda a história. Ele acaba em uma clínica de recuperação.
Eu não quero isso, eu não sou nenhuma louca. Ou eu sou, mas do mesmo jeito, eu não quero isso. O cara que matou John Lennon justificou o assassinato com o livro... eu gostaria de ter conhecido esse sujeito. Problemas mentais a parte, eu sinceramente gostaria de presenciar o que ele sentiu e coisas assim... É verdade que o livro, apesar de te confortar, te deixa pensando sobre várias coisas... mudar, fazer alguma coisa, buscar um sentido, dar valor para as coisas pequenas, saber observar as pessoas, aprender com elas, lidar com elas, não provar do veneno delas... simplesmente não se corromper.
O livro foi escrito há um tempão e continua sendo super atual. A não ser algumas questões mais filosóficas, que eu particularmente adorei ("Para onde vão os patos desse lago quando chega o inverno?"), são abordados temas diversos... desde o modo como o universo masculino interage com o feminino até pequenos detalhes, como as atitudes irritantes e que nos fazem sentir pena - ou diversas outras emoções - sobre determinado alguém. Bebida, música, fortões sem conteúdo, prazeres e desprazeres... a maneira como tudo é padronizado, como somos levados a seguir a tendência e nos sentirmos culpados com o contrário. Enfim, pela vigésima vez, só posso dizer que o livro é muito bom.
Eu conheci, nas férias, um cara igual ao Holden (não, eu não me apaixonei por ele, fiquei apenas na admiração). Certo que eu pentelhei muito ele para ler 'O Apanhador...' e, feito isso, a gente passa grande parte do tempo - até hoje - utilizando o livro ao compararmos nossas visões - praticamente iguais - de mundo. Eu conheci outro sujeito que até tinha algumas características do Holden, quando eu dava umas assistências bem trouxas no Orkut, do tipo aceitando no Msn pessoas que desejavam conversar sobre elas mesmas e buscar a análise de outras pessoas. Eu concluí que esse último cara, daqui uns três anos, apareceria numa foto no jornal de Minas Gerais, sob algum título de assassinato ou sei lá. Eu disse isso pra ele e, a partir dessa conversa estranha, viramos 'grandes amigos por um período'. A gente nem mantém muito contato agora... talvez eu tenha perdido a paciência, talvez seja pela dificuldade em conciliar horários... enfim.
O 'cara igual ao Holden' me mandou uns três scraps discutindo algumas coisas de caráter religioso que eu postei em uma comunidade de Ateus (eu saí da comunidade, pois aquilo parecia um concurso de xingamentos e não uma central de discussões. Fora que, espiritualmente falando, eu evoluí muito.). Inicialmente a gente não teve uma impressão boa um do outro - ele achava que eu era uma crente ignorante por não postar lá como a maioria dos ateus e eu não sabia o que ele pensava da vida, porque foi tudo realmente agressivo e do nada.
Um dia ele excluiu um dos scraps que ele tinha me mandado, quando eu estava respondendo ainda... isso me deixou bem irritada, porque eu estava prestes a retrucar tudo o que ele me disse com enorme prazer. Começamos a nos falar por Msn, justo num período de extrema bagunça na vida dos dois. Historinhas de desencontros amorosos, pés-na-bunda, música, química, marcenaria, comida, escola e muitas semelhanças no nosso mundo anti-social por opção. Sei lá, a gente tinha ficado um tempo sem se falar e, num dia desses, de repente, conversamos um monte e foi muito emocionante ver o quanto mudamos, o quanto a vida dá voltas e coisas assim. De um lado, muita maturidade, segurança, autonomia, novos obejtivos... do outro, dúvidas novas, estabilidade emocional, mais seriedade. Ui!
Agora nem sei porque fiquei falando isso tudo. Na verdade minha mãe me perguntou o que era "The Catcher In The Rye" entre as minhas comunidades... Daqui uns tempos eu explico pra ela, em forma de tatuagem (hahaha)... Enquanto isso eu me limito a sugerir o livro para as pessoas legais. Mas meu tempo acabou por aqui. Minha vida nerd me chama. Falando nisso, tem Simulão sábado - com o Gui! No mais, só digo que eu tenho estado melhor do que nunca - agora com noção e certeza do que eu falo. De fato, é realmente ótimo quando você se esforça para algo dar certo e tem bons resultados... e, sabe, o final de semana foi perfeito.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Plural de singulares.

Freud diz - mais ou menos assim - que, a princípio, a base dos nossos medos, o modo como agiremos em frente a sociedade, o modo como lidaremos com nossos desejos... enfim, tudo isso já é predefinido na infância. Como me disse um alguém outro dia - embora fosse outro assunto - e, de fato, é verdade: as crianças não têm vergonha. No fundo elas não deveriam nem ter medo - visto que a vergonha provém deste - e sabe-se que tudo isso é imposto pelos pais e pelo mundo que as rodeia. Elas vão teimar em puxar o rabo do cachorro até que ele se revolte e morda alguma mãozinha indefesa.
O que acontece é que a maior parte da repressão que os 'adultos' acaba se voltando como culpa que, com o passar do tempo e o desenvolvimento da pessoa, só se acumula de uma forma desentendida. Você aprende que fazer tal coisa é proibido, é feio, que não pode. A partir do momento que algo te é negado ou você simplesmente é privado de algum prazer sem entender porquê - o que há de mal - tudo o que você herda, juntamente com algumas lembranças desprazerosas, é uma malinha cheia de preocupações que, ainda que não te atordoem todo o tempo, vão interferir no resultado final.

Não se trata - só - de medo de escuro, insegurança de uma maneira geral: é a personalidade que vai sendo formada através de experiências da qual muitas vezes não obtemos conclusão alguma. Você sabe que é proibido, mas sabe também que é o que deseja. Vai desafiar as palavras para ver até onde essa teoria não se faz prática? Vai tentar ultrapassar as barreiras entre você e seu 'sonho'? Grande parte das pessoas se culpa por não compreender o que se passa, pois sabem o quão 'erradas' estão em insistir num desejo impuro. Ou não insistem - apenas vivem na amargura de não tentar. A vida rotineira pode ser realmente fácil quando não temos lembranças.

Existem aqueles que, de alguma forma, buscam explicação no passado, buscam contrariar o inevitável ou, ao menos, tentar substituir sonhos antigos por novas realizações - mas nem sempre conseguem. O comum é se ocupar com outros pensamentos, outras ações que condizem com o que é 'certo', com o que é aceito pela maioria. É como se o capitalismo, de repente, existisse em nosso organismo também, sabe. O importante é o sucesso, a velha história dos funs justificam os meios. Só que nem sempre é lembrado que tais fins são apenas o começo, pois não saciarão a vontade que o tempo só agravou.

Num livro do Paulo Coelho, Veronika decide morrer, existem várias frases para descrever os loucos. Uma das que eu mais gosto diz que "louco é quem vive em seu próprio mundo" e, de fato, isso me lembra bastante alguns personagens esquisofrênicos de outros lugares - não exatamente desse livro. No fundo a realidade é isso, totalmente individual. As pessoas são reprimidas, medrosas, sentem culpa por desejarem o diferente, são preconceituosas até com elas mesmas. Ser único, ímpar, diferente ou 'normal' é de uma enorme responsabilidade se formos pensar que temos não só que suprir nossas necessidades pessoais como também apresentar uma boa imagem àqueles que nos rodeiam.

Eu sempre gostei dessa explicação freudiana, que justifica nossas características atuais por ações passadas, de quando não tínhamos total consciência sobre nossos atos. Éramos tão ativos e descarados. Por isso eu gosto de crianças diferentes das que correm e berram o tempo todo: elas, certamente, têm algum problema. Pessoas sérias tendem a ser até mais verdadeiras, pois se fecham com tanta intesidade que não necessitam de nenhuma máscara. Talvez, por isso, sejam mais maduras ou já tenham aprendido a superar ou consertar erros do tal pretérito. Mas isso não é uma afirmação de que são melhores.

Assumir uma personalidade, uma cara que não é sua exige tanta coragem e dedicação que, quando se torna uma habilidade, é algo realmente admirável. Sim, é verdade que necessitamos de uma pausa, de um momento totalmente verdadeiro; parar de brincar de mentir. Aí sim: é preciso muito mais coragem. Enfrentar tudo aquilo que foi adiado, ouvir as velhas e novas críticas, adquirir novos traumas, se aventurar pelo famoso reconhecimento da sociedade, que deve te julgar como 'um dos deles' ou 'um perdido por aí' - um alguém que, segundo eles, não está certo da cabeça, não sabe o que é o bom da vida, não pode ser normal... Quem são eles? Eu, você, todo mundo. Qualquer pessoa capaz de fazer um julgamento, ainda que não exista um porquê para isso.

Vivemos disso. Quando nascemos somos ensinados - quase adestrados - a seguir um padrão, a sentir aflição e vergonha quando não alcançamos os resultados esperados, a sermos simplesmente educados com o próximo e mantermos o velho caráter falso com ele. Encontrar um vizinho no elevador, dizer 'oi, tudo bem?!', não ouvir sua resposta e ignorá-lo o resto do tempo, cada um olhando para uma direção diferente da incrível máquina cor-de-creme que é a cabine de um elevador.

Ser programado para aceitar a imposição de idéias é algo realmente estranho. Faz sentido, a partir do momento em que vivemos sob a mesma Constituição e devemos respeitar a natureza em todas as suas formas e essa coisa toda. O que não deixa de ser uma contradição: para ser respeitado, você deve ser aceito. Para isso acontecer, damos a mão, o braço, sorrisos amarelos, vestimos roupas não tão frescas no verão e somos obrigados a aturar todo o tipo de fofoca e injustiça, como se tudo fosse simplesmente 'normal'. Normal...

Porém, se formos todos pensar que cada um que nos dirige o olhar na rua também tem seus momentos de dúvida, de fraqueza, também não se sente satisfeito com o que vê no espelho, sente frio e vontade de ir à casa dos avós tomar chá e todas essas coisinhas dos 'prazeres' - a la Amélie Poulain - deixamos de nos sentir tão sozinhos e passamos a compreender que a deficiência está na maneira como as coisas são encaradas. Chegamos em um ponto onde a 'liberdade de expressão' é uma expressão banalizada, modismo. Não existe a tal da liberdade, a não ser dentro da nossa concepção - quando estamos sozinhos no quarto e ninguém pode questionar as caras abobadas que fazemos quando estamos absortos em nossos pensamentos. Fugir não adianta, não podemos viver num refúgio para sempre, fingindo que somos felizes por agirmos como a maioria.

Assumir a loucura faz parte do crescimento, é o caminho para a realização e a borracha necessária para reconstruir linhas tortas.


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