Eu meio que me apaixonei por Magnetic Fields. Recomendo muito! E também recomendo "Doze homens e uma sentença" (o original) para os que ainda não viram. Usei esse ar de autoridade, mas eu vi há umas duas semanas na aula. Ok, sem fraudes. Algumas pessoas deixaram comentários aqui ou me procuraram aleatoriamente, estou devendo respostas (como sempre). Mas gostei bastante disso e tal. Eu vi uma edição de "Nine Stories" do Salinger que saiu com o nome de uma das nine stories, não com o título original. Eu fico meio irritada com essa mania de pegar uma obra de um artista e escolher o que é, de fato, importante. Eu tendo a gostar mais das coisas menos famosinhas. Talvez por eu ser meio implicante... mas eu vejo uma lógica nessa teimosia. E essa mania me faz pensar numa cena do início de "Sociedade dos Poetas Mortos", em que o professor novo mostra o quão ridículo pode ser tentar classificar um poema e compará-lo com outros a partir de um gráfico besta. Eu acho que me choco, às vezes, com o "excesso de racionalização" das coisas. E considero meio ofensivo esse vício por estereotipar tudo. E também acho desnecessário transformar tudo que é livro em filme. Mas aí eu reconheço que é exagero mesmo. Enfim, não pretendo mais falar nisso. Todas as referências que usei sobre esse assunto devem ter sido sobre tentar reproduzir "O Apanhador no Campo de Centeio" (ou trechos dele). Ou Harry Potter. Mas Harry eu até entendo. O que me irrita na saga Crepúsculo (ok, não sei se o nome da "saga" seria bem esse), entre outras coisas, é a pretensão de romantizar tudo. Eu falei romantizar no sentido de usar eufemismos e querer colocar casais apaixonados em todos os contextos. Eu sei que o amor não sai de moda e essa coisa toda, mas sei lá. Eu prefiro coisas mais unissex... Prefiro livros que pareçam agradar mais garotos e garotas, simultaneamente. Não quero julgar o jeito que os livros foram escritos, mas sei lá... Esses livros "para garotas" tendem a ser ótimos de ler, mas são tão vazios. Não creio que eu viva minha vida em função de roupas e "meninos". Eu sei que é isso que alimenta a vontade de ver o final previsível dessas histórias, mas eu não suporto esse clima comum de amor platônico ou impossível. Ok, empecilhos... Dificuldades são necessárias. São bem-vindas e talvez realmente tenham grande importância no conjunto da conquista ("conjunto da conquista", Ivy?), mas eu sou mais a favor de dilemas mais instrospectivos, de problemas mais subjetivos e menos generalizáveis. As relações humanas são tão ricas, não entendo como as barreiras físicas sempre (sempre!) servem de exemplo para as histórias. Gosto de tentar entender o sentimento de "incapacidade" (no sentido de "impotência" mesmo, daí sim algo geral e não tão pessoal), só me incomodo com a freqüência com que isso é exposto como conseqüência de eventos externos ao indivíduo. Isso me lembrou de um texto que eu achei num marcador de páginas, há mil anos atrás, na praia. Eu gosto de como ele me faz pensar o quanto uma pessoa é diferente das demais a partir de suas motivações, suas fraquezas e enfim. E o quanto estamos sujeitos a coisas que parecem contradições, mas que não necessariamente são - depende da visão de cada um sobre o assunto. Quanto a isso, falo especificamente do trecho "não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua propria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.". Vendo esse texto, vejo que se passaram muitos anos e a minha admiração por essas palavras persistiu. Espero não ser nem parecer ser um poço de oposições. E paradoxos também não ajudam muito. Em todo o caso, música boa é sempre uma grande companhia. Escutem as 69 love songs de Magnetic Fields, vale muito a pena. É um som empoeirado e calmo e relativamente bonito e sonolento. Nebuloso. Acho ótimo.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
The Magnetic Fields.
Eu meio que me apaixonei por Magnetic Fields. Recomendo muito! E também recomendo "Doze homens e uma sentença" (o original) para os que ainda não viram. Usei esse ar de autoridade, mas eu vi há umas duas semanas na aula. Ok, sem fraudes. Algumas pessoas deixaram comentários aqui ou me procuraram aleatoriamente, estou devendo respostas (como sempre). Mas gostei bastante disso e tal. Eu vi uma edição de "Nine Stories" do Salinger que saiu com o nome de uma das nine stories, não com o título original. Eu fico meio irritada com essa mania de pegar uma obra de um artista e escolher o que é, de fato, importante. Eu tendo a gostar mais das coisas menos famosinhas. Talvez por eu ser meio implicante... mas eu vejo uma lógica nessa teimosia. E essa mania me faz pensar numa cena do início de "Sociedade dos Poetas Mortos", em que o professor novo mostra o quão ridículo pode ser tentar classificar um poema e compará-lo com outros a partir de um gráfico besta. Eu acho que me choco, às vezes, com o "excesso de racionalização" das coisas. E considero meio ofensivo esse vício por estereotipar tudo. E também acho desnecessário transformar tudo que é livro em filme. Mas aí eu reconheço que é exagero mesmo. Enfim, não pretendo mais falar nisso. Todas as referências que usei sobre esse assunto devem ter sido sobre tentar reproduzir "O Apanhador no Campo de Centeio" (ou trechos dele). Ou Harry Potter. Mas Harry eu até entendo. O que me irrita na saga Crepúsculo (ok, não sei se o nome da "saga" seria bem esse), entre outras coisas, é a pretensão de romantizar tudo. Eu falei romantizar no sentido de usar eufemismos e querer colocar casais apaixonados em todos os contextos. Eu sei que o amor não sai de moda e essa coisa toda, mas sei lá. Eu prefiro coisas mais unissex... Prefiro livros que pareçam agradar mais garotos e garotas, simultaneamente. Não quero julgar o jeito que os livros foram escritos, mas sei lá... Esses livros "para garotas" tendem a ser ótimos de ler, mas são tão vazios. Não creio que eu viva minha vida em função de roupas e "meninos". Eu sei que é isso que alimenta a vontade de ver o final previsível dessas histórias, mas eu não suporto esse clima comum de amor platônico ou impossível. Ok, empecilhos... Dificuldades são necessárias. São bem-vindas e talvez realmente tenham grande importância no conjunto da conquista ("conjunto da conquista", Ivy?), mas eu sou mais a favor de dilemas mais instrospectivos, de problemas mais subjetivos e menos generalizáveis. As relações humanas são tão ricas, não entendo como as barreiras físicas sempre (sempre!) servem de exemplo para as histórias. Gosto de tentar entender o sentimento de "incapacidade" (no sentido de "impotência" mesmo, daí sim algo geral e não tão pessoal), só me incomodo com a freqüência com que isso é exposto como conseqüência de eventos externos ao indivíduo. Isso me lembrou de um texto que eu achei num marcador de páginas, há mil anos atrás, na praia. Eu gosto de como ele me faz pensar o quanto uma pessoa é diferente das demais a partir de suas motivações, suas fraquezas e enfim. E o quanto estamos sujeitos a coisas que parecem contradições, mas que não necessariamente são - depende da visão de cada um sobre o assunto. Quanto a isso, falo especificamente do trecho "não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua propria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.". Vendo esse texto, vejo que se passaram muitos anos e a minha admiração por essas palavras persistiu. Espero não ser nem parecer ser um poço de oposições. E paradoxos também não ajudam muito. Em todo o caso, música boa é sempre uma grande companhia. Escutem as 69 love songs de Magnetic Fields, vale muito a pena. É um som empoeirado e calmo e relativamente bonito e sonolento. Nebuloso. Acho ótimo.terça-feira, 1 de julho de 2008
O Mesmo Erro
Então enquanto eu me reviro nos lençóis
E, mais uma vez, não consigo dormir
Saio porta fora e subo a rua,
Olho as estrelas sob os meus pés
Relembro coisas certas que eu transformei em erradas
E aqui vou eu
Olá, olá
Não há nenhum lugar onde eu não possa ir
A minha mente está turva mas
E, mais uma vez, não consigo dormir
Saio porta fora e subo a rua,
Olho as estrelas sob os meus pés
Relembro coisas certas que eu transformei em erradas
E aqui vou eu
Olá, olá
Não há nenhum lugar onde eu não possa ir
A minha mente está turva mas
Meu coração está pesado, não se nota?
Eu perco a trilha que me perde
Assim aqui vou eu
E então eu mandei alguns homens à luta,
E um deles voltou na calada da noite,
Disse que tinha visto o meu inimigo
Disse que ele se parecia comigo
Então eu me preparei pra me ferir
E aqui vou eu
Eu perco a trilha que me perde
Assim aqui vou eu
E então eu mandei alguns homens à luta,
E um deles voltou na calada da noite,
Disse que tinha visto o meu inimigo
Disse que ele se parecia comigo
Então eu me preparei pra me ferir
E aqui vou eu
Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda a força da minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha,
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez
E talvez um dia nós nos encontremos
E talvez possamos conversar e não apenas falar
Não acredite nas promessas porque
Não há promessas que eu cumpra,
E minha culpa me inquieta
Assim aqui vou eu
Enquanto me reviro em meus lençóis,
E mais uma vez não consigo dormir,
Ando para fora da porta e subo a rua
Olho as estrelas
Enquanto me reviro em meus lençóis,
E mais uma vez não consigo dormir,
Ando para fora da porta e subo a rua
Olho as estrelas
A música é daquelas calmas que te fazem enjoar de ouvir tanto, mas eu gostei tanto da letra. Exceto pelo que se entende no contexto - do lado amorzinho - eu me identifiquei e tals. Ok, eu adoro músicas dramáticas. Enfim. Cara, não fui exatamente mal nas provas do concurso. Quer dizer, eu tenho um cérebro. Se pá voltarei a ter fotos novamente. Tenho que responder um scrap do Gui e seguir baixando músicas. Depois organizo minha lista "Filmes/Seriados/Animes/Etc. que eu tenho que ver" (sugestões aceitas). Aliás, eu aceito qualquer coisa. Livros também. Um dia eu ainda sigo essas listas. Ah, acordei tão meiga hoje. E eu estou na fase de auto-avaliação, onde eu fico pentelhando conhecidos por análises, então é o período certo para me jogarem tomates (a princípio estou mansinha). Tá, eu tô meio besta, então estou escrevendo essas coisas. Contando os dias para estreiar o esmalte preto (y). Kisses.
Eu gosto da temática amorzinho, por influências de filmes e diálogos imaginários e eu não gosto do que algumas coisas aparentam ser. Nem de idosos em filas... enfim.
Eu gosto da temática amorzinho, por influências de filmes e diálogos imaginários e eu não gosto do que algumas coisas aparentam ser. Nem de idosos em filas... enfim.
sábado, 28 de junho de 2008
Não é você.
"Eu deveria distribuir bulas, como se eu fosse um remédio com caixinha tarja-preta. Seria mais fácil para eu e todo mundo conviver em harmonia, sem esses dramas corriqueiros. Não que o egocentrismo tenha tapado meus olhos a ponto de impedir-me de aceitar a existência de outras pessoas, mas eu realmente penso que é mais complicado comigo - como a maioria deve pensar... Acontece que é tudo previsível. Veja, que legal!, nós nos beijamos. Sabe, nem sempre beijo é tudo na vida. É deprimente ficar entediada e desejar estar sozinha. Ainda bem que isso não parece acontecer com os outros habitantes desse planeta. No fundo, é até meio covarde aceitar ser um pedaço de alguma coisa para alguém que não tem nada, sabe. Quer dizer, é como alimentar vampiros com sangue de cadáver, sabe? E não existe isso de dizer que não sabia, porque a gente sempre sabe quando é importante - ou pelo menos tem um pouco de noção. É tão trágico pensar nessa relação de que mesmo 'sozinhos e felizes' existe a impressão ou curiosidade de como seria se fôssemos nós e mais um ou outro. E você liga a tv, assiste um filme, vai no supermercado e se depara com todo esse sentimento de que 'ok, você está sobrando, baby' - porque não tem ninguém para chamar de baby ou algo mais brega. A minha intenção não é seguir repetindo o que já se sabe, mas enfim, tentar jogar um balde de água fria nessa merda toda de construir e desmoronar. Nos outros animais essa relação macho-fêmea é tão mais objetiva, que inveja! Existe gente por toda parte, gente procurando qualquer coisa, gente sonhando com algo específico, gente ocupada demais com alguma coisa que perto da idéia de amor não é tão importante (tipo a cura da Aids), gente ocupada com qualquer outro pensamento. E, então, eu penso: onde eu me coloco? Porque eu não estou procurando ninguém, não sou exatamente ocupada com nada e metade das coisas que eu digo eu invento na hora. A idéia da bula não é original, mas realmente não é má idéia. Acabaria com a mágica da coisa, mas seria tão mais eficiente aceitar e recusar paixonites alheias como se faz com contatos do Orkut. Não é querer promover a libertinagem, mas o apego emocional inibe tantas sensações. Cruzar a linha é algo tão simples e perigoso quando se fala em relacionamentos - depois que algo começa isso só tende a acabar. Ótimo, renovação! - você pensa, mas a conseqüência chega em uma mala de problemas que te tiram o sono. Pensando na Clementine, na Claudia e numa outra personagem de um outro filme, da linha "que toda adolescente acha meigo", não parece horrível não autorizar alguém a alimentar sentimentos por mim. Isso pode ser encarado como uma sinceridade fria e resumiria muita coisa. "Oi, não quero ter nada com você pois sei que vou ficar entediada" - dizer isso e resistir àquelas frases de efeito comuns, onde a pessoa promete que vai agir de um jeito diferente - isso é triste, uma vez que ela vai pensar em alguma história comum de relacionamento que fracassou entre você e outro alguém. A primeira coisa é pensar que te traíram, a segunda é perto disso - e nunca chegam no real problema. Até por isso eu não acho um crime o típico suspiro de "não é você, sou eu". Afinal, sou eu que escondi todo esse emaranhado de coisas que você me fez ou não sentir. Ou não escondi, como pode acontecer, mas, enfim, você não viu - e isso não é motivo para mais drama e músicas com a letra "mas você não viu...", tipo Pitty. Realmente, perderia a graça escrever um manual... dizer que eu visto cinza nos dias cinzas e preto nos momentos de raiva, comentar que verde ajuda a destilar veneno e rosa é sinônimo de insegurança. O processo de decadência faz parte da evolução, sabe. Eu falo disso, de saber ouvir, entender e crescer. O problema maior é que as pessoas simplesmente trocam as duplas e se esquecem das vezes em que foram ridículas, seja por fazerem ou não alguma coisa. O que me faz agir como um tabuleiro de xadrez é pensar que as jogadas são previsíveis, uma vez que se percebe quem são os jogadores por trás das peças. Mas eu queria dizer que comigo é mais complicado, não é? Então talvez não adiante muito concluir com "não é você, sou eu" como justificativa. Que se foda."
Laurah.

Laurah.
(Sem mais posts com a temática 'amorzinho' pela frente - eu espero.)
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Pensado por
Ivy
às
17:35
1 comentários
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
ah, as portas...
as paredes que me perdoem, mas as portas são muito mais participativas. eu fiquei pensando nisso hoje, quando eu fechei a porta pra faxineira. nada contra ela (quer dizer...), mas eu fico tão feliz em saber que vou ficar em paz, sozinha em casa, que eu não posso disfarçar uma careta de "yeaaah" (às vezes acompanhada de algum gesto das mãos) quando eu rodo a chave. daí eu fiquei pensando que essa porta, se tivesse um cérebro ou outro meio de criar pensamentos, acharia previsível a minha reação - e seria uma ampla conhecedora de expressões (tipo um drew, do filme elizabethtown, em sua análise dos últimos olhares. ou tipo uma amélie poulain, embora eu não lembre direito o que ela faz).
as portas, reunindo os dados que coletam, devem ser realmente boas em prever situações (só observando, já que o sentido da audição é de exclusividade das paredes...). imagina uma enciclopédia disso! o olhar ansioso, quando se está esperando alguém vir com uma notícia ou quando se está com saudade, a cara de tédio quando você percebe que quem tocou a campainha é seu vizinho gordo que veio devolver alguma coisa ou o zelador querendo checar o treco do gás, a cara de surpresa quando chega uma encomenda, as mil faces que o efeito de uma pizza na porta pode produzir (desde flerte com o entregador até fome ao cubo, mau-humor pela demora, dúvida em relação ao paradeiro do dinheiro), enfim...
as portas servem de suporte para pessoas que choram desesperadamente escoradas em alguma coisa (pelo menos em filmes), para guirlandas natalinas e plaquinhas meigas de 'bem-vindo' ou 'lar doce lar', para aqueles que se sentem mais seguros se encostarem seus traseiros nas malditas depois de chegar em casa - depois de um dia cansativo, um quase assalto na rua, um vendaval. ah, as portas... *suspira* tão necessárias para se manter a privacidade, seja em qual peça se encontram.
as portas de banheiro, é claro, são as mais compreensíveis: não se importam se são maltratadas devido ao seu stress-pré-cagada (?) (veja, a sigla disso é SPC \o/), com o cheiro nem com o bafo after-banho. as portas dos quartos selam sons indesejáveis, tipo gemidos (alheios) e roncos, além de favorecer o sono lindo, leve e solto (em outras palavras, você pode dormir pelado). tudo bem, todas as portas auxiliam do seu jeito e evitam que sua música ligada no volume máximo incomode tanto sua mãe, que está vendo tevê... mesmo que, às vezes, você tenha desentendimentos com o sr. vento por ficar embalando suas queridas portas. coitadinhas, rangem de dor - quando não se torturam se jogando contra a parede.
valorize sua porta, afinal nunca se sabe o quanto ela pode dizer sobre você.

as portas, reunindo os dados que coletam, devem ser realmente boas em prever situações (só observando, já que o sentido da audição é de exclusividade das paredes...). imagina uma enciclopédia disso! o olhar ansioso, quando se está esperando alguém vir com uma notícia ou quando se está com saudade, a cara de tédio quando você percebe que quem tocou a campainha é seu vizinho gordo que veio devolver alguma coisa ou o zelador querendo checar o treco do gás, a cara de surpresa quando chega uma encomenda, as mil faces que o efeito de uma pizza na porta pode produzir (desde flerte com o entregador até fome ao cubo, mau-humor pela demora, dúvida em relação ao paradeiro do dinheiro), enfim...
as portas servem de suporte para pessoas que choram desesperadamente escoradas em alguma coisa (pelo menos em filmes), para guirlandas natalinas e plaquinhas meigas de 'bem-vindo' ou 'lar doce lar', para aqueles que se sentem mais seguros se encostarem seus traseiros nas malditas depois de chegar em casa - depois de um dia cansativo, um quase assalto na rua, um vendaval. ah, as portas... *suspira* tão necessárias para se manter a privacidade, seja em qual peça se encontram.
as portas de banheiro, é claro, são as mais compreensíveis: não se importam se são maltratadas devido ao seu stress-pré-cagada (?) (veja, a sigla disso é SPC \o/), com o cheiro nem com o bafo after-banho. as portas dos quartos selam sons indesejáveis, tipo gemidos (alheios) e roncos, além de favorecer o sono lindo, leve e solto (em outras palavras, você pode dormir pelado). tudo bem, todas as portas auxiliam do seu jeito e evitam que sua música ligada no volume máximo incomode tanto sua mãe, que está vendo tevê... mesmo que, às vezes, você tenha desentendimentos com o sr. vento por ficar embalando suas queridas portas. coitadinhas, rangem de dor - quando não se torturam se jogando contra a parede.
valorize sua porta, afinal nunca se sabe o quanto ela pode dizer sobre você.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Gravando!
Sexed Up (Sexualmente envolvidos) - Robbie Williams Loose lips sunk ships Falar bobagem só piora as coisas I'm getting to grips with what you said Estou me acostumando com o que você disse No, it's not in my head Não, isto não é imaginação minha I can't awaken the dead day after day Eu não posso fazer milagres o tempo todo Why don't we talk about it? Por que não conversamos sobre isso? Why do you always doubt that there can be a better way? Por que você sempre duvida de que possa existir uma saída melhor? It doesn't make me wanna stay Isto não me faz querer ficar Why don't we break up? Por que a gente não termina de uma vez? There's nothing left to say Não há mais nada pra dizer I've got my eyes shut Estou de olhos fechados Praying they won't stray Rezando pra que eles não espiem And we're not sexed up Nós não sentimos mais atração pelo outro That's what makes the difference today E hoje em dia é isso que importa I hope you blow away Eu quero que você desapareça You say we're fatally flawed Você diz que estamos destinados a falhar Well, I'm easily bored Bem, eu fico entediado facilmente Is that ok? Tudo bem? Write me off your list Risque meu nome do seu caderninho Make this the last kiss Faça deste o nosso último beijo I'll walk away Eu vou embora Why don't we talk about it? Por que não conversamos sobre isso? I'm only here, don't shout it Eu estou bem aqui, não precisa gritar Given time we'll forget Com o tempo a gente esquece Let's pretend we never met Vamos fingir que nunca nos conhecemos Why don't we break up? Por que a gente não termina de uma vez? There's nothing left to say Não há mais nada a ser dito I've got my eyes shut Estou de olhos fechados Praying they won't stray Rezando pra que eles não espiem And we're not sexed up Nós não sentimos mais atração pelo outro That's what makes the difference today E hoje em dia é isso que importa I hope you blow away Eu quero que você desapareça Screw you Vá se catar I didn't like your taste Eu não gostava do seu gosto mesmo Anyway, I chose you De qualquer maneira, eu havia escolhido você And that's all gone to waste E agora tudo se foi It's Saturday: Hoje é sábado: I'll go out Eu vou sair And find E encontrar Another you outra como você Why don't we? Por que não terminar? Why don't we break up? Por que a gente não termina de uma vez? There's nothing left to say Não há mais nada pra dizer I've got my eyes shut Estou de olhos fechados Praying they won't stray Rezando pra que eles não espiem And we're not sexed up Nós não sentimos mais atração pelo outro That's what makes the difference today E hoje em dia é isso que importa I hope you blow away Eu quero que você desapareça I hope you blow away Eu quero que você desapareça I hope you blow away Eu quero que você desapareça I hope you blow away Eu quero que você desapareça Blow away Desapareça Away Pra bem longe
_
Eu sempre confundo o cara que canta essa música - que, por sinal, eu realmente adoro e me faz pensar coisas - com o ator, que tem o nome parecido (Robin), e confundo o cantor com um ator lá, que faz propagandas de perfume e protagoniza "The Tudors" (que é tri legal e eu perdi os dois últimos episódios). Enfim. Essa música é de alguma novela e eu nunca entendia o que o cara falava, porque eu estou acostumada com músicas meigas, não um tio dizendo que perdeu o tesão. Mas, ok, isso acontece. Daí colei essa tradução do Vagalume.
Sabe, hoje na Casa de Cultura, mais precisamente no elevador, aconteceu algo engraçado. É que houve uma inversão da minoria, só naquele instante, e isso foi algo bom para se pensar. Ok, filosofia de boteco à moda Ivy. E, olha, o psiquiatra do Big Brother é gay. Ando ouvindo tanto sobre a ligação de psic-profissões com coisas assim... do tipo manifestações de diferenças. A minha psicóloga fala um monte nisso de que muita gente busca a auto-análise cursando psicologia, que tem uns surtos no caminho, enfim, que busca nesse meio uma solução para seus problemas ou desencontros individuais.
Ah, eu fiquei pensando em tantas coisas por esses dias. Vontade de falar com gente que não vejo há muito tempo. Eu não gosto de quando as coisas ficam forçadas, principalmente porque existe algo pendente. E é difícil ser natural depois de uma situação extrema ou complicada, sei lá. Talvez eu não tenha o tato que eu desejo ter. Já me disseram isso, como também já ouvi o contrário. No fundo, é realmente delicado mesmo lidar com os outros. Todo mundo é tão infinitamente estranho - não no sentido de 'esquisito', mas de 'diferente'.
Eu não sei a hora de me preocupar. Porque às vezes eu olho e é tarde demais. Ou, quando é cedo, a cena vira um dramalhão. Não gosto de sentir a água passar por entre meus dedos sem que eu consiga ter noção na hora do que aquilo significa. Também não estou exatamente me arrependendo de algumas coisas. É só que cada um sente diferente. Sente os efeitos e sente as ações que deve fazer. Eu acho incomum eu não me explicar. Talvez eu goste de (tentar) parecer uma pessoa estável, pelo menos em relação a mim. É, não acho que eu consiga.
Eu adoro ouvir música e lavar louça. Nossa, adoro mesmo. Eu peguei chuva por uns poucos minutos, caminhando da rua da Anita até aqui, e foi tão legal. Lembrei de um post que eu li outro dia. Sabe, banho de chuva é realmente bom naquele dia em que você está pensativo e feliz, ou não necessariamente alegre, mas sei lá. Eu adoro dias cinzas. Eu gosto de pensar que existe sempre uma câmera por trás das coisas, que certas cenas poderiam ser editadas e ir para os filmes. De novo a frase "Ivy, Ivy, a vida não é um filme de duas horas"... mas, sabe, podia ser um desses filmes gigantes e legais. Ok, deleto a hipótese. A moral não é viver de forma cínica ou dramatizando tudo, mas eu gosto desses pequenos momentos que me fazem pensar nessa coisa da câmera. Também não é válida a idéia de ser algo exposto. É um filme com capa monótona, desses que tu não espera ver na tevê e que, talvez, encontre em VHS nessas locadoras mais velhas.
Eu acho muito engraçado me ver chorando. Muito mesmo. Aquilo de ir pro banheiro e pensar "puta merda, olha essa cara vermelha. Como tu tá torta, guria, olha teu olho. Fica um maior que o outro e o teu nariz fica fungando..." (ok, foi constrangedor expor minha meia dúzia de pensamentos). Eu não sei o que eu queria falar. Eu estou com uma sensação tão ... desde o início do post. Ainda não consegui dizer o que eu pretendia. Talvez se as pessoas não comprassem tanto a idéia geral as coisas fossem realmente melhores. Se eu fosse uma dessas adultas de novela, engoliria essas palavras e ia comprar sapatos no shopping. Odeio sandálias em mim.
Sabe, hoje na Casa de Cultura, mais precisamente no elevador, aconteceu algo engraçado. É que houve uma inversão da minoria, só naquele instante, e isso foi algo bom para se pensar. Ok, filosofia de boteco à moda Ivy. E, olha, o psiquiatra do Big Brother é gay. Ando ouvindo tanto sobre a ligação de psic-profissões com coisas assim... do tipo manifestações de diferenças. A minha psicóloga fala um monte nisso de que muita gente busca a auto-análise cursando psicologia, que tem uns surtos no caminho, enfim, que busca nesse meio uma solução para seus problemas ou desencontros individuais.
Ah, eu fiquei pensando em tantas coisas por esses dias. Vontade de falar com gente que não vejo há muito tempo. Eu não gosto de quando as coisas ficam forçadas, principalmente porque existe algo pendente. E é difícil ser natural depois de uma situação extrema ou complicada, sei lá. Talvez eu não tenha o tato que eu desejo ter. Já me disseram isso, como também já ouvi o contrário. No fundo, é realmente delicado mesmo lidar com os outros. Todo mundo é tão infinitamente estranho - não no sentido de 'esquisito', mas de 'diferente'.
Eu não sei a hora de me preocupar. Porque às vezes eu olho e é tarde demais. Ou, quando é cedo, a cena vira um dramalhão. Não gosto de sentir a água passar por entre meus dedos sem que eu consiga ter noção na hora do que aquilo significa. Também não estou exatamente me arrependendo de algumas coisas. É só que cada um sente diferente. Sente os efeitos e sente as ações que deve fazer. Eu acho incomum eu não me explicar. Talvez eu goste de (tentar) parecer uma pessoa estável, pelo menos em relação a mim. É, não acho que eu consiga.
Eu adoro ouvir música e lavar louça. Nossa, adoro mesmo. Eu peguei chuva por uns poucos minutos, caminhando da rua da Anita até aqui, e foi tão legal. Lembrei de um post que eu li outro dia. Sabe, banho de chuva é realmente bom naquele dia em que você está pensativo e feliz, ou não necessariamente alegre, mas sei lá. Eu adoro dias cinzas. Eu gosto de pensar que existe sempre uma câmera por trás das coisas, que certas cenas poderiam ser editadas e ir para os filmes. De novo a frase "Ivy, Ivy, a vida não é um filme de duas horas"... mas, sabe, podia ser um desses filmes gigantes e legais. Ok, deleto a hipótese. A moral não é viver de forma cínica ou dramatizando tudo, mas eu gosto desses pequenos momentos que me fazem pensar nessa coisa da câmera. Também não é válida a idéia de ser algo exposto. É um filme com capa monótona, desses que tu não espera ver na tevê e que, talvez, encontre em VHS nessas locadoras mais velhas.
Eu acho muito engraçado me ver chorando. Muito mesmo. Aquilo de ir pro banheiro e pensar "puta merda, olha essa cara vermelha. Como tu tá torta, guria, olha teu olho. Fica um maior que o outro e o teu nariz fica fungando..." (ok, foi constrangedor expor minha meia dúzia de pensamentos). Eu não sei o que eu queria falar. Eu estou com uma sensação tão ... desde o início do post. Ainda não consegui dizer o que eu pretendia. Talvez se as pessoas não comprassem tanto a idéia geral as coisas fossem realmente melhores. Se eu fosse uma dessas adultas de novela, engoliria essas palavras e ia comprar sapatos no shopping. Odeio sandálias em mim.
quinta-feira, 1 de março de 2007
Vento no Litoral
A viagem foi boa. Sabe que estava frio na praia? Frio de usar casaco e tomar banho de chuva. De fato, pra mim veio em boa hora esse 'afastamento' do mundo. Não que lá seja um lugar total primitivo... mas é ótimo para desestressar. Na verdade, nem tão ótimo assim... se é que você procura algo realmente bom para fazer.
Trilhas e restaurantes mega naturebas... teatro do Fernando Pessoa (eu já vi... veria de novo, mas só vi os cartazes um dia depois da apresentação.)... vacas que comem salgadinhos ElmaChip's. Enfim, eu passei o tempo olhando para as diversas paisagens maravilhosas e lendo. Lendo muito.
Sabe, eu sinto falta de ficar me balançando (beeem rápido) na rede e cantando, enquanto invento histórias malucas... senti muita vontade de escrever, mas as canetas e o caderno são inimigos das minhas palavras: eu sento para escrever e fico só desenhando. Mas isso é bom também... sentia falta disso. Fora que eu viajo muito quando desenho...
Sei lá. Eu encarnei num livro do Harry Potter (o do Príncipe Mestiço). Achei realmente muito bom. Fiquei uns quatro dias sem mexer o pescoço, só lendo... hahaha. Pode soar babaquinha ou infantil, mas realmente gostei do livro. O melhor da série, sem dúvidas. Os outros mostravam o lado mais 'turminha em ação', meio sessão da tarde, do menino Harry. Esse, sei lá, é bem mais forte. Bem mais maduro.
O início é um porre... comecei a ler umas sete vezes, até ir em frente e começar a babar pela história. Eu gostei de como esse livro foi mais equilibrado... tipo com ganhos e perdas... O Harry era sempre o fodão. Ok, isso não mudou muito... mas gostei. Snape, Snape...
Meu primeiro gato vai ter o nome de Sirius Black. Não porque eu amo o personagem, nada disso. Apenas acho o nome muito bom, muito mesmo. O certo seria ter um cachorrão preto, seria mais coerente. Mas cachorros têm cara de bobo, e o nome Sirius é total malicioso. Gatos são cretinos, é o instinto.
Eu não queria estar falando da praia, mas enfim. Acho que cresci um monte lá. Eu fiquei sem pc, sem música, nem vendo mais que uma hora de pc por noite. Ok, talvez duas. Mas fiquei pensando muito... o que fazer da vida, quem eu sou, quem vocês são e o que representam pra mim, sei lá. Fiquei pensando na minha loucura, admirando o Renato Russo, criando teorias e coisas a dizer.
Ontem eu me desculpei por não saber ser doce, para uma pessoa. Eu nunca sei o que sinto por ela. Talvez eu me sentisse comparada demais, e eu não gosto disso. Éramos muito parecidas. Ainda somos, muito mesmo. Mas, claro, existe uma certa polaridade. E umas fofocas no meio disso tudo. Mas enfim, ela é especial, eu não posso negar isso.
Eu sou muito grossa as vezes, sem perceber. O Dado falou algo do fogo uma vez, signos de fogo... por mais intencional que seja, por mais carinhoso que tenha que ser, o fogo sempre acaba ferindo. E eu fiquei pensando em Jesus e na história toda. Noticiários... Oh, acharam covas... Oh, Poltergaist.
Pensando bem, eu gosto de Jesus. Ele deve ter sido um cara muito bom de conversa... Gosto da idéia dele ser um homem comum. Mas não gosto da pose da Igreja, em relação a isso. Deus é outra história. No fundo, eu prefira voltar à Grécia Antiga e acreditar naqueles deuses todos, tão sedutores... O homem estraga tudo.
E eu pensei em coisas aleatórias interligadas, como opção sexual, cabelo, beijo e individualismo. Eu me sinto em um gueto às vezes. E eu fui consumida por uma depressão terrível. Sabe, tinha uma confeitaria lá que seria um belo cenário para filmes de terror, tipo A Casa de Cera. Tri que a casa de cera poderia ser um lugar de depilação. Seria um horror do mesmo jeito...
Eu comi uns queijos gostosos, sonhos e muitos pães fofinhos. Eu li sobre máscaras cremosinhas, para a pele e o cabelo. Eu vou fazer reeducação alimentar. Sabe, ando sempre com pirulitos agora, o que não é um bom sinal. Talvez seja coisa da idade... estou crescendo e não tenho um rumo. Sabe, eu daria uma boa empreendedora. Hoje me diverti muito com matemática. E eu preciso de uma análise... para saber se tenho capacidade de fazer isso com outras pessoas.
Estou doente por dentro. Mas não é nenhum remédio ou uma noite que vai curar. Senti uma puta saudade do Bruno, do Shaolin. E de mais algumas pessoas, mas principalmente esses dois. E eu achei um marca páginas que vale ouro... existem belas coisas escritas nele. Levei material para aprimorar rabiscos e entender astrologia, mas gastei esse tempo lendo o livro da Matrix. Que droga, meus livros não estão aqui em casa... Só a introdução desse aí é uma riqueza... e bem longa... ainda nem cheguei na história mesmo, de fato. Tenho tantas coisas a pesquisar... desde o funcionamento dos ovários até hare krishna e Rousseau.
Agora eu tenho um novo sutiã favorito. E agora o 'vento no litoral' me acompanha todo o tempo. "Tempo, tempo... falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio..."
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