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domingo, 23 de novembro de 2008

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"Antes de tudo, devemos esclarecer a essência da aura. Todos os pensamentos e atos humanos pertencem ao bem e ao mal. A espessura da aura é proporcional à quantidade de pensamentos bons e maus. Internamente, quando uma pessoa pratica o bem, sente uma satisfação na consciência. Esses pensamentos se convertem em luz, somando-se a luz do corpo espiritual. Quando, ao contrário, os pensamentos e atos sãos maus, estes se convertem em nuvens do corpo espiritual."
http://www.misteriosantigos.com/aura.htm


"Emoções conscientes tendem a modificar a cor da pele da pessoa observada, dando às vezes uma impressão de alteração da sua textura. Estados emocionais semi-conscientes teriam maior propensão a projetar um halo luminoso, de uma distância de alguns centímetros até um metro do corpo, o que cria um efeito de campo detectável por quem esteja próximo, uma explicação para produção de simpatias ou antipatias, aparentemente gratuitas, mas que são efeitos de um fenômeno similar à influência de um campo magnético.
Aura verde: Autoconfiança, capacidade de resolver problemas e de perdoar e de amar a paz; sensibilidade. É organizador, planejador e estrategista. A predominância da cor verde na aura das pessoas indica saúde e vigor. Esse tom costuma aparecer com grande intensidade na região da cabeça, pois está associado á atividade mental. Nos animais, a aura verde indica mansidão. Nas plantas, demonstra a emissão de fortes ondas de energia positiva, sendo muito comum nos vegetais dotados de propriedades curativas. Os objetos de aura verde são de uma autêntica fonte de positividade. Costumam apresentar esse tom depois de terem sido tocados por pessoas que estão de bem com a vida.
Aura amarela: Capacidade de dar e receber; ter esperanças; a saúde e a família desempenham um papel importante. Tem o dom de trabalhar em grupo harmoniosamente. O amarelo é uma das cores cinestésicas do espectro; isso significa que uma pessoa com aura desta cor tem uma reação física antes de ter uma resposta emocional ou intelectual. Quando ele entra numa sala cheia de gente, sabe de imediato se quer permanecer ou não. A predominância da cor amarela na aura das pessoas indica inteligência, facilidade para se comunicar e para aprender e supremacia da razão sobre a emoção. Nos animais, pode ser sinal de doença, debilidade física ou tristeza. Nas plantas significa falta de vitalidade, especialmente se a tonalidade do amarelo for muito fraca. Já os objetos de aura amarela costumam ser dotados de pouca energia ou emitir vibrações ruins.
Aura azul:Capacidade de cura através das próprias energias mentais e espirituais; age sobre os outros de modo agradável e calmante; altos ideais de vida; sinceridade. O Azul personifica as características do cuidado e do carinho. É a cor da aura que mais se preocupa em ajudar os outros. Predominância da cor azul na aura das pessoas indica paz interior, harmonia, saúde equilibrada. Bem estar, descanso e autoconfiança. Geralmente se manifesta com maior intensidade após um ato sexual satisfatório e durante o sono. Nos animais, a aura azul é sinal de felicidade e de satisfação com o tratamento que vêm recebendo do dono. Nas plantas, indica propriedades tranqüilizantes e analgésicas. Nos objetos, pode ser interpretadas como uma emanação de fluidos positivos.
Aura laranja: Sua busca espiritual é, na verdade, uma busca de um sentido de vida além de si mesmo. A predominância da cor laranja na aura das pessoas indica capacidade de realização, sensualidade, boa saúde, versatilidade e dinamismo. Nos animais é sinal de manifestação dos instintos (fome, sede, desejo sexual). Nas plantas, indica a produção de sementes ou o nascer das flores. Nos objetos, expressa um grande potencial energético (é comum na aura de sinos e de objetos religiosos em geral).
Aura dourada: Adora saber como e por que uma determinada coisa funciona, e lança mão de uma paciência infinita. A espiritualidade, para a pessoa de aura dourada, é o estudo da ordem superior do universo e de leis e princípios que o governam. Ele quer entender a organização mental, as leis ou as probabilidades que geraram a ordem no interior do caos espiritual. A predominância da cor dourada na aura das pessoas indica espiritualidade elevada e prosperidade. Ela surge com mais intensidade na região do tórax, pois está associada ao amor, qualidade inerente ao centro energético do coração. Nos animais, o dourado expressa felicidade. Nas plantas, simboliza suavidade e fluidos positivos. Nos objetos, mostra que foram tocados por uma pessoa bem intencionada.
Aura Vermelha: Ênfase no modo de vida material; sucesso alcançado através da dedicação pessoal completa; saúde física estável; tendência à irritabilidade quando contrariada. A predominância da cor vermelha na aura das pessoas indica vitalidade, excitação coragem e forte energia sexual. Porém se estiver muito concentrada num determinado ponto, pode ser sinal de um distúrbio. Nos animais, exprime instinto e vigor, ao passo que nas plantas está associado ao crescimento. Nos objetos, indica que eles foram tocados por alguém que estava entusiasmado ou ansioso e que os deixou impregnado dessa energia.
Aura violeta: Espiritualidade bem desenvolvida; inspirações criativas; capacidade de transformar os sofrimentos pessoais em fatores positivos para o próprio destino. O violeta é a cor do espectro mais próxima do equilíbrio psíquico, emocional e espiritual em vigor no planeta neste momento. A predominância dessa cor na aura das pessoas é expressão de poderes mediúnicos, capacidade de compreensão, saúde e mentes equilibradas.Quando surge nos animais, a aura violeta significa satisfação e fidelidade. Nas plantas, é sinal de uma força positiva tanto que as violetas e as flores de lótus que simbolizam a espiritualidade, costumam ter a aura dessa cor. Nos objetos, indica uma forte concentração energética, e, geralmente se manifesta depois que o objeto foi tocado por uma pessoa espiritualmente evoluída.
Aura prateada: Um curandeiro, médium natural. Utiliza energia para transformar luz em raios que curam, seu maior desafio é aprender a se conhecer e descobrir seus dons especiais.
Aura Anil Índigo: A aguda perspicácia intelectual é um dos aspectos mais gratificantes e mais exasperantes, é brilhante e inquiridor, com uma inteligência que vai muito além dos conceitos mais tradicionais.
Aura cristal: A predominância dessa cor (uma espécie de névoa brilhante e branca) na aura das pessoas indica dons telepáticos, poder de cura, para normalidade, pureza e bondade. Costuma se manifestar com maior força nas mãos de massagistas e outras pessoas que lidam com cura. Nos animais é sinal de capacidade de adaptação. Nas plantas, a aura cristal tanto pode significar positividade quanto falta de vigor e vulnerabilidade. E, nos objetos, a aura cristal, expressa o poder de receber e emanar energias."
wiki

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Pane

Ah, tô meio estacionada. Tipo aquela pessoa que sabe daonde veio, sabe para onde vai (quer ir), mas não sabe onde está ou o que fazer por enquanto - "enquanto o tempo não passa" seria algo péssimo a ser dito. Tudo bem, ultimamente falei coisas meigas, falei em ajudar pessoas, pensei como sempre na filosofia Carpe Diem e nas coisas que eu tenho que fazer, por 'dever' ou prazer. É estranho se definir ou responder com precisão algumas questões que exigem realmente o desapego a algumas (tantas) opções... A questão não é não querer se decidir, mas desconhecer os novos critérios. A minha cabeça muda, a minha visão sobre o mundo e as pessoas não fica estática. Sendo assim, porque eu não mudo algumas coisas também - intencionalmente, visando benefícios e coisas assim? Ah, tem gente que relaciona isso com falta de vontade, embora eu não concorde. É realmente estranho olhar pra frente e só ver neblina. Sabe, algum dia tu vai ter que mexer o barco, seguir pelo mar e saber se virar... Isso em vários sentidos, não só pensando no fator independência em relação aos pais. É preciso se posicionar sempre: na hora de entrar numa loja e comprar alguma coisa, pedir uma informação, apresentar suas idéias, saber lidar com a indiferença e os insultos dos outros... isso é muito cruel. Ou não, dependendo de como cada um se conhece. Saber os próprios limites, os defeitos e as qualidades é fundamental. Eu me perdi nessa rota também. Que poder(es) eu tenho? É fácil encarar a vida com o olhar "relaxa e goza" por um ou dois segundos, mas na prática é diferente, é esquisito. Eu fico feliz com coisas "trouxas" e pequenas, fico mesmo. Talvez eu devesse me libertar de algumas coisas que me prendem demais ao chão, mas eu não gosto de como é imposto que a felicidade está nas besteiras. Ok, isso soa careta... mas besteira pode ser qualquer coisa. Claro que ninguém pode me dizer o que vai me fazer bem; isso é uma verdade minha. Eu não gosto de me sentir assim desiludida. Tem personagens de filmes com quem tu se identifica mas que, no fundo, são tristes. Pelo menos não são vazios, mas sei lá. Eu não consigo sair da cadeira de roteirista para sair dançando e cantando tipo a protagonista da história, é muito inseguro. Tudo bem, eu deveria correr atrás dos meus medos e enfrentá-los, mas se isso só servir de lição para não repetir a dose? "Ah, melhor tentar do que ficar na imaginação..." Será que todo mundo tem noção do que é isso e pára para pensar? Talvez eu recomece a viver de verdade, talvez eu leia todos os livros que eu quero, veja todos os filmes, conheça todos os lugares... mas é estranho começar por mim, pelo ponto inicial. "Vamos lá, Ivy, descreva a sua ilha." Pra começar eu não sei nem se algumas coisas eu digo meramente por impulso ou se realmente acredito nelas. Oh god, fui corrompida! Eu tinha medo de falar por falar e fazer por fazer e eu tenho feito isso tanto... acho que é falta de chocolate.




Mais do que nunca, os tic tac's do relógio parecem bombas.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ilha

Para onde a gente vai quando não está aqui? Não falo da morte, mas do ímã que atrai nossos pensamentos mais complexos - aqueles que nos transportam para outra dimensão, além da realidade. Não é difícil se perder de uma conversa e navegar até esse lugar misterioso, enquanto a pessoa a sua frente parece mover as mãos e a boca sem fazer som algum. E, então, você concorda com as idéias dela, que não ouviu, com um sinal positivo com a cabeça ou uma palavra qualquer. Por mais desprezível que esse ato pareça, isso deve acontecer com todo mundo.
Será que todos vão para o mesmo lugar? Para a mesma ilha isolada? Será que a gente só entra dentro do nosso corpo, ainda que inconscientemente, e fica preso nos nossos limites? Será que cada um tem sua ilha isolada? Eu dava o nome de 'other side' mesmo, pro meu cantinho. Até por isso a extrema identificação com a música da Kt Tunstall. Tá, fora o dramalhão todo da música. Eu sempre me senti daquele jeito, mas não era isso que eu pretendia falar.
Sabe, talvez exista aquilo de você encontrar uma ou outra pessoa que compartilha do mesmo pedacinho de terra. Sabe, que tem o olhar semelhante, ou sentimentos que completam a idéia do vazio. Não é estranho? Mesmo o vazio é composto de nada... Ok, não vou insistir nessas idéias sacanas... Eu acho engraçado isso, de encontrar pessoas com quem tu se sinta à vontade num nível diferente, porque tu sente que existe mesmo a tal da compreensão e tu não precisa falar em outra língua. Sabe, isso é tão bom... não precisar formular tudo e simplesmente sair falando e falando... tem o lance de ser espontâneo e, claro, te faz falar bem mais do que tu pensou que falaria.
Algumas pessoas dessas são tipo a Alice, do Closer, que tu encontra no meio da multidão e tu olha por um segundo e já sabe que elas são especiais. Como se elas tivessem auras da mesma cor, que destoassem do resto. É tri pensar assim. Pensando em músicas tipo Belos e Malditos (Capital Inicial) e papéis de possíveis filmes ou livros, que retratam aquela pessoa-semi-anjo, que faz as coisas melhorarem (ou pelo menos tenta), sem necessariamente usarem isso para se auto-promoverem, sabe? Eu li não lembro onde que 'a generosidade perde seu valor quando você espera um reconhecimento', algo do gênero. Achei bem verdadeiro.
Ah, vamos, eu não sei o meu papel. Eu pensei que a gente só descobria uns segundos antes de cruzar o outro lado - realmente para a morte... "Ivy, Ivy, a vida não é um filme de duas horas".


domingo, 30 de dezembro de 2007

retalhos

eu ia começar o post falando de algo aleatório, tipo a migração das lagartixas. mas eu não creio que elas migram e, se fosse o caso, contaria com detalhes o mistério da dona barata aqui de casa. ela morreu (quer dizer...) há uns dois dias, e seu suposto cadáver saiu andando e desapareceu. reapareceu hoje, pelas três da tarde, em frente ao lixo deitadinha e feliz. daí pensei em criticar terceiros, pela vigésima vez, ou falar do verão. que eu acho péssimo, mas tudo bem. fora essas festas de fim de ano e essa loucura toda. bem vindo ao capitalismo, aos falsos valores cristãos e blablablá. cara, tem gente tão cara-de-pau por aí. do tipo que faz uma rebelião por algo mínimo, que te põe no lixo, pisa e joga molho em cima e depois fica por aí bem alegre, te mandando convites para festas e se sentindo ótimo por tentar se meter no seu mundo. poxa, e tem gente que aceita isso. eu não entendo, não entendo mesmo. bah, eu fiquei feliz de não ter sido vítima daqueles depoimentos de fim de ano/ formatura ou enfim, que não passam daquelas correntes que todo mundo já decorou e que, apesar da mensagem bonitinha, falemos a verdade: são um porre. letras rosas são um porre. sei lá. eu acho tão legal palavras 'próprias' e sinceras, do tipo "não sei o que dizer, mas você até que é tri". ah, eu adoro pessoas nervosinhas e coisas assim, porque soa tão mais meigo e especial. mas ok. bah, vi um filme hoje tão afudeee. Adrenalina. tentei pegar o filme mágico do guri esquisofrênico - coelho, mas não fui feliz. ah, sei lá. muito boas as tiradas do filme, as cenas clássicas e as mega psicodélicas. muito afude. muita vontade de ter um dia desses, com armas e mafiosos e carros roubados e muita correria. no sentido filme, lógico. onde tu é gostoso, sai vivo ou, pelo menos, morre de um jeito legal. tá, talvez eu quisesse algo mais oriental, tipo um samurai. mas ah, eu não sou digna disso também. me contentaria em ser o pai do cara (Drew), do Elizabethtown, mas eu não quero ser cremada. ah, não mesmo. então que me deixem de cobaia para estudos, mas ah... tá, eu queria um daqueles clássicos: caixão, gente bonita de preto, óculos escuros e choro. haha como se eu fosse uma diva. tá, é que eu não fui em muitos velórios, então não tenho noção de como funciona a coisa. pensando bem, prefiro morrer sem saber. enchi o saco. vamos falar de... borboletas! cara, vi umas oito hoje. elas estão se multiplicando! bah, baixei um filme jurando que era legendado, mas as pessoas resolveram dublar quando eu cliquei 'play'. que broxante.

ok, eu fui pendurar meias. vou postar isso assim e depois escrevo algo realmente divertido.
bem feliz que eu estou com algumas coisas e tópicos de hoje. x)



sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

The Wall

"No meio de uma grande alegria, não prometa nada a ninguém. No meio de uma grande fúria, não responda a carta de ninguém."

INTJ:
"[...] Outras pessoas podem ter dificuldades em lhe compreender, achando que você é uma pessoa distante e reservada. Na verdade você realmente não demonstra muito o seu afeto, e não costuma oferecer às pessoas elogios ou críticas positivas o suficiente – ou pelo menos na quantidade que essas pessoas necessitam ou desejam. Isso não significa que você não tenha um afeto real ou que você não se importe com as outras pessoas, mas que você simplesmente não sente a necessidade expressar essas coisas. Outras pessoas podem erroneamente achar que você seja uma pessoa inflexível e que não tenha uma cabeça aberta para idéias diferentes das suas. Nada poderia estar mais longe da verdade, pois você se compromete a sempre encontrar, de uma forma objetiva, a melhor estratégia para implantar suas idéias. Assim, você está quase sempre aberto a ouvir sobre uma maneira diferente de fazer as coisas.
Quando sob um bocado de estresse, você pode se tornar obsessivo com atividades repetitivas sem sentido, como por exemplo, se preocupar ter bebido líquido demais. Você também pode tender a se focar em detalhes que você normalmente não consideraria importantes para seu objetivo maior. [...]"

Esses dois anexos aí são de posts-rascunhos anteriores. Escrever de madrugada nem sempre é uma boa idéia.

Ah, eu fiquei pensando num monte de coisas. Tipo aquilo de ser legal o tempo todo. Ou a velha história das máscaras - que podem destruir ou promover uma pessoa. No fundo, a gente sempre espera encontrar pedacinhos nossos em alguém(s). É natural querer deixar marcas, ser lembrado e - por que não? - querido. Ah, não sou só eu que tem sonhos heróicos e coisas do gênero. Difícil é sobreviver às distorções no sentido das ações. A interpretação alheia poder levar todo o trabalho ao chão. Falando e fazendo as coisas certas, se alcança o trono facilmente. E eu perdi o rumo do assunto, porque eu comecei a escrever e ficou chato. Parabéns, Ivy.
Pensando seriamente em como deixar de ser uma parede (paredes não se movem, apesar de sustentarem as coisas. elas ganham importâncias distintas se comportam quadros ou rachaduras, podendo ganhar extrema beleza ou não cumprirem mais do que seu papel, talvez numa salinha de escritório). Sabe, às vezes faz bem um pouco de tempestade. Ando tão ligada a alguns filmes. Sensação de que o tempo passa, as pessoas passam e eu fico. Ou aquela mistura de Claire, Jenny, Clem, Claudia. Pessoa substituta, no mínimo. Ou sabe, aquela que está sempre ali, sempre observando, sempre vendo as coisas acontecerem - e nunca vivendo. Tinha uma pergunta infeliz dessas, no teste do Jung: algo do tipo se você interpreta a vida ou se vive.
Eu gosto de quando as coisas ganham um ar melancólico, nostálgico. Talvez o meu papel seja realmente esse (?).


segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Oi, merda

puta merda. tô superirritada. cara, porquê vizinhos existem? segundo algum cara idiota, que provavelmente mora numa casa afastada no campo, para pedir açúcar emprestado ou se socorrer em casos necessários. acontece que reunir a família de manhã, naqueles pontos da casa que dão um puta eco, é a idéia mais infeliz que existe. crianças que não falam direito ainda, adultos que nem estimulam isso - porque falam como bebês - e, enfim, barulho por nada. daí eles acham que têm direito sobre os horários que eles não respeitam. querem ouvir música alta de madrugada? acho que sim. já fiquei em guerra nas outras férias e nem me importo de começar de novo. que saco, que saco.
ainda chega um merda no msn. porra, pra que raios uma pessoa sei lá, de Natal, adiciona uma que mora mega longe? ok, isso soa óbvio... e é tempo de natal mesmo, ho ho ho. daí tá. eu me presto, porque eu adoro discutir com esses estranhos quando eu estou irritada. eles falam coisas sem nexo e não entendem nenhuma pergunta que tu faz. poxa, existe tanto profile-pinto e profile-bunda, porquê raios eles não se encontram e ficam felizes para sempre? fora que eu realmente não entendo algumas coisas do universo masculino - e eu odeio dizer isso, odeio mesmo. gosto de me sentir do outro lado da coisa e não entender as mulheres, mas hoje eu estou no meio.
legal, eu estou aqui no computador e os vizinhos vão ficando quietinhos. agora que eles deveriam fazer escândalos de alegria, pular e bater palmas porque devem ter acordado a última pessoa que ainda conseguia dormir no prédio, eles ficam calmos e meigos. que ironia do destino, oh god! me senti bem de não ter bloqueado o cara - no sentido de ser bem grossa e chatona e fazê-lo desistir de falar comigo. putz, que merda, eu sou arrogante. mas, ah, a maioria das pessoas merece. agora lembrei aquilo, de "cotas para os bons", e no fundo não rola. porque os bons se tornaram os espertinhos. nem todos os bons são bons porque querem ser assim. ás vezes é acidente. sabe, pessoas inocentes demais ou pessoas que só conhecem o negativismo do outro lado, sem pensar que o equilíbrio é sempre melhor que qualquer extremo.
ok, nesse ponto os vilões se ferram, porque eles não são equilibrados. eu fiquei discutindo com o cara só porque ele tinha um desses nicks positivos e quase-religiosos. bem ranzinza e estraga prazeres que eu sou. claro que eu não cheguei a mencionar isso pra ele, porque ficamos entretidos enviando e recusando convites do tipo 'vamos escutar nossas vozes'. mudando de assunto, acho péssimo aquelas pessoas que divulgam sinal de luto na internet, tipo no msn, no orkut, essas coisas... o problema não é nem colocar, expor pra deus e o mundo - vejam, como ele é meigo e atencioso, vejam como ele está sofrendo tendo que ver quadradinhos pretos até em horário de lazer... -, mas continuar a agir normalmente (ou pior, forçar toda uma situação dramática) e, pouco tempo depois, trocar de novo os nicknames e fotos. que coisa fingida, fácil, temporária. vai levar uma for no cemitério e fica quieto. vai chorar num cantinho, ver tevê, mas não posa de sensível.
ah sim, me esqueci de mostrar minha insatisfação para com pessoas que necessitam de outras para resolverem seus casos amorosos e todos os tipos de pegações. a não ser que tu saiba que vai ficar de vela e não tenha condições de pensar em ninguém para você levar contigo, eu acho o fim pedir auxílio-biscate para os amigos. eu falo biscate porque, daí, o troço é garantido. ninguém vai levar um pé-na-bunda e todos saem felizes - ou não. que coisa fraca! concordo que é uma injustiça, que os homens tem que correr atrás e aguentar a manha feminina... só que as coisas não foram feitas para serem bonitinhas mesmo. a própria Eva já não era um flor. falando em flor, hoje é dia de amigo-secreto (?). cara, que coisa descoordenada aquilo... ainda bem que eu tirei a minha mãe. acho que, junto com a minha vó, é a única desse lado da família que eu gosto.
sei lá. eu fico pensando numas coisas... tem um cara - eu não gosto dele - que disse que um gay chegou nele, só porque ele sabia que o cara era gay e estava próximo. considere isso uma mentira. agora me diz porque raios as pessoas adoram essas coisinhas bestas? ou aquilo de fingir chegar no topo, no primeiro lugar, de fazer as coisas erradas e ganhar um glória que você não merece? tudo bem, talvez eu seja meiga nesse ponto, mas é uma coisa que eu não absorvo. o mundo gay está cada vez mais próximo de mim. são pessoas, lugares, uma merda duma alça de uma bolsa que tem estampa de arco-íris. e daí? sério, as pessoas têm um medo desgraçado de uma coisa tão besta. e eu odeio aquela figura drag queen, algo misturado com zorra total, que é criado em cima do assunto. que mal tem se o cara dá o cu? (daí a pessoa que tá lendo dá uma risadinha ou pensa que a resposta está na cara - "ou no olho do cu, hahaha") ok, pergunto de novo: que mal tem se o cara dá o cu?
e então as pessoas organizam aqueles 'supereventos' para reunir a família, os amigos, os colegas de trabalho, os queridos que conheceu na igreja, os guias de viagem, a tia que fez o parto do afilhado, e o diabo... que saco. que mania de juntar tudo. eu chamo isso de egoísmo. ninguém quer saber se as pessoas vão se sentir bem, só vão convidando. a moral é tu ir se se sente convidado. para comer e beber, que seja. que tédio, não tenho cabeça de penetra de festa nem nada do gênero. e hoje vou rezar com estranhos. já não chega o fato de ninguém perguntar se eu sou católica, terei que fazer isso com um falso afeto para com pessoas que conhecerei hoje e que, mesmo estando há pouco tempo dentro do círculo familiar, têm mais importância do que eu. isso é muito irritante. alguém sente vontade de brincar de amigo-secreto assim? fora que tu só gasta dinheiro e paciência, é incrível. bom, vou me retirando, porque eu tenho que lavar louça. adoro lavar louça. sem ironias. vou ouvir música, cantar e dançar ensaboando pratos (que lindo, minha gente!). pensando seriamente em chegar de madrugada e fazer um showzinho para os vizinhos (muahahaha)... me aguardem!
ok, odiei essa despedida.
*CORTA*


O que dizer da Ivy?

"Sempre que ensinares, ensina a duvidar do que ensinas." (Ortega y Gasset)

"Ao papel dá pra confiar tudo, desde que se queime o que a ele é confiado. O papel, como nós, não passa de um safado!" (Silvério R. da Costa)

Eu detesto essas coisas padronizadas que a gente costuma dizer. Desde "parabéns" no aniversário até, sei lá, início de depoimento do tipo "o que dizer do fulano?". "Continue sempre assim/ sendo essa pessoa blablablá" também é péssimo! Porque a pessoa mudaria de uma hora pra outra? Porque parabenizá-la por mais um ano? Ok, soa óbvio, mas não pra mim. Não vejo exatamente lógica nisso... como se fosse muito difícil sobreviver - desprezando as criancinhas africanas e afins. "O que dizer do fulano?" Não diz nada, porra. Que saco. No fundo ando me irritando facilmente com esse excesso de elogios. É aquilo do post anterior: as pessoas, nossos amigos e tal, não são perfeitas. Eu fico incomodada de receber elogios que eu não encontro.
Eu estava meio indignada com uma situação clássica, do tipo pessoas que criticam ao cubo uma coisa e uma pessoa, daí decidem experimentar a coisa para poder inventar coisas sobre a pessoa e ter "argumentos" a partir da experiência. O tempo passa, nada acontece e as pessoas resolvem pedir auxílio para a velha pessoa, para experimentar a coisa. Pode ter ficado confuso, mas não importa. Talvez eu seja ciumenta demais, possessiva, egoísta, o que for... mas eu não tenho cara de fazer uma merda dessas. Não é nem questão de orgulho, mas semancol.
Eu tenho tido dificuldade em fugir de programas de casais. Ui. Tá, sério: se as pessoas não se conhecem, não são do mesmo círculo de amigos ou não têm nenhuma inicial-grande-coisa em comum não rola. Eu fico tímida, todo mundo fica sem assunto, os casais ficam loucos para irem para seus cantinhos separadamente e, enfim, é um cartão de embarque para o famoso silêncio constrangedor. Cara... amigos para um lado, bofes para o outro. Simples, prático, não dói e todo mundo fica feliz.
Eu ia tetiar sobre 'quem sou eu', mas fiquei lendo históricos de msn e perdi a vontade. Tenho que fechar 9 posts até 2008 para seguir meus planos de simetria. Adiôs!



sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Xadrez

Talvez eu não devesse me importar. Mas é um saco ver que as pessoas sempre exigem mais - não necessariamente um saco elas quererem mais de você, mas o fato de nunca ser o suficiente. Eu vou dizer "Bom dia, meu nome é Ivy. Estranho, eu sei (risada marota)." Vou dizer que ando estudando, que gosto de desenhar e acrescentar alguma coisa besta. Elas não estão interessadas nisso. Você pode ser um V (V de Vingança) sem precisar de um nome. As coisas que a gente sempre diz são as que menos importam. Numa entrevista de emprego vão te perguntar o que você já fez, não querem saber se você acha que o mascote da loja tem uma cara realmente publicitária. O esquilo do Zaffari não tem cara de bobão, como aqueles animais animados estampados em caixas de nuggets. Mas não querem saber o que você acha disso. No fundo as melhores conversas são aquelas realmente espontâneas, onde você fala sobre o que lhe vier a cabeça e a pessoa do seu lado só te acompanha, não te olha com aquela cara de "ela não é normal". Essas caras são as mais idiotas. Dá muita vontade de não ser normal mesmo, só pra poder me sentir feliz e longe de ter uma cara dessas. Silêncio é legal. Fica constrangedor, de repente, quando você está acompanhado. Isso é relativo, mas é verdade na maior parte das vezes. O ruim é que as pessoas estão sempre catando umas as outras, isso tira a naturalidade da coisa. É estranho ter de conseguir sucesso dentro dos padrões capitalistas e, ainda assim, dar a mesma (ou maior) importância à vida emocional. Você têm x anos para encontrar a pessoa ideal. Você nasce e está dada a largada. E aí você pensa que tudo vai fazer sentido. Talvez sim, talvez não. Depende da sua visão. É estranho jogar a responsabilidade de achar a tal da felicidade em cima de outra pessoa. "Você não pode me desapontar, me fará rir e vai gostar de fazer tudo o que eu gosto." Eu fiquei pensando em toda a conversa... pensei no Holden. É fácil de se identificar com ele. Agora eu percebi. Me senti besta quando eu não tive nada a acrescentar. Só coisas abstratas. Eu me sinto compreendida, deprimida, como a maioria das pessoas deve se sentir quando lê. É legal aquilo do livro servir para várias gerações. Que droga! É disso que eu to falando! (Uma janelinha desconhecida do msn piscou, eu abri e o convite de webcam já tinha sido aceito automaticamente. Eu não sei o fascínio que os homens têm com seus pênis. Que saco. Tudo bem que é o que eles têm "pra fora", já que as mulheres têm seios e nádegas mais avantajadas. Enfim, que saco. Talvez eu preferisse quando ainda era moda casar virgem. Não existia webcam.) Agora me estressei. O dia foi incrível, incrível mesmo. Voltei pra casa de lotação. Ela demorou um tempo para sair, porque estava cheia de baratas e pessoas gritando dentro. Umas três desceram. Sei lá, foi uma situação nojenta, onde você fica irritada com as baratas, o serviço público, as pessoas porcas e as pessoas que gritam. Mas eu não quero falar disso. Eu parei de tentar fazer perfis legais no Orkut. Primeiro porque o site já é um erro. Exposição por nada. Daí você fica limitado a escrever coisas e tentar agradar os possíveis leitores. Ou não. A merda é que ninguém é verdadeiro. Seria melhor se todo mundo fosse franco. Os mais sensíveis sofreriam mais inicialmente, mas depois aprenderiam a equilibrar as diferenças também. Então você perde a vontade de chegar e dizer coisas aleatórias, que te fariam uma pessoa talvez única. Algumas coisas são realmente melhores quando só existem no nosso pensamento. A delícia das coisas está na nossa interpretação.
Pensando se eu sou branca, preta, cinza ou um jogo de xadrez.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Verdades chatas

"Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale." (Filtro Solar)

E existe a teoria de que explicar seus erros para alguém, num pedido de desculpas, é o mesmo que se livrar de parte da culpa - já que a responsabilidade agora não está só no que aconteceu, mas no então segredo ou enfim. Como se a formalidade obrigasse a existência do perdão a partir do instante em que uma verdade se escancarou.

"Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou um via um lado das coisas e outro um outro lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso dessa dupla existência de verdade." (Fernando Pessoa)

"Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles." (Sei Lá)

Tetiando. É mais difícil dizer que você gosta de uma pessoa ou que não gosta? No sentido de que o sentimento não é recíproco e lalalá. Cara, adoro choradeira. Não que eu pensasse que eu fosse viver minha vida sonhando e/ou vivendo um grande amor ou coisa do tipo. Sempre me preocupei mais com o lado capitalista da coisa. Acho o máximo aproveitar as famosas pequenas coisas, mas ainda não sei aceitar muito bem aquela filosofia de "morrer por amor" dos filmes antigos. Ok, não sei se foi isso que eu quis dizer. Só que eu acho que as grandes coisas, tipo esse assunto mais emocional, só são boas e grandes porque aconteceram repentinamente. É claro que você vai tentar fazer algo para melhorar a situação, só que antes disso houve uma ação espontânea. Ninguém precisou de poções estranhas do amor, nem fez o golpe da barriga ou coisa que o valha para isso acontecer. E já que eu pensei nisso: não não, sem intervenção divina, por favor!

Hoje eu estava tagarelando about. Religiões são um saco. Quer dizer, toda a história escrita e repassada por gerações e gerações, toda a cultura, a arte e a intenção é realmente boa e comum. No fundo, apesar dos códigos serem diferentes, a mensagem final é semelhante. Os deuses amam seus queridos filhos, odeiam as cagadas que eles fazem - e, para essas, há punições -, são egoístas e pregam a solidariedade. Tudo bem cada povo é um povo, mas essas diferenças ideológicas são coisas do passado. O que mais me irrita é a interpretação literal que é feita sobre a Bíblia, por exemplo. Que saco. Hoje em dia, as coisas estão diferentes. Vestido branco não significa pureza. Mesmo os mais "crentes" não seguem sua doutrina. Isso é muito, muito irritante. O batismo virou uma espécie de status, eu acho. Não é essa a palavra, mas é tipo isso... porque não importa o que o outro faça da vida, se ele não tem as mesmas crenças ele é realmente um imoral. Tá, esse conceito entra em vários fatores da sociedade.

A fé é para poucos. No fundo, toda a idéia de fazer coisas bonitinhas e não magoar seus coleguinhas é uma ilusão de que no final vai ser tudo melhor. Aquilo de poder ter razão em implorar pelo julgamento divino na hora da morte. Quer dizer, ninguém quer morrer sozinho. Não existe o depois. Ok, entramos nas suposições da Ivy... mas enfim, não existe depois. O ciclo tende ao infinito. Morrer, nascer e por aí vai.

E então você nasce e te enchem de novas idéias. É sério, as crianças realmente perdem a inocência logo após nascerem. Os valores das pessoas ficam competindo entre si. É uma batalha de pensamentos que deixa qualquer um zonzo. Ainda que você realmente pense que vai livrar seu filho do mal se ele aprender a rezar antes de dormir ou se deixar de comer carne, essas atitudes são extremistas para um pequeno ser que não teve a opção de escolher o que quer. Se a questão é a idade, respeitar isso seria a solução. Mostrar as correntes existentes, não impor barreiras na visão do pequeno... é claro que ele vai ser influenciado, só que é menos injusto. Tudo bem, isso pode vir a comprometer todo o conjunto cultural mundial - mas, pelo menos, ele não vai se tornar um pseudo-alguma coisa. Se optar por seguir a ideologia budista, ele irá atrás disso por livre e espontânea vontade. É muito mais bonitinho e dá menos trabalho para a família.

Ok, isso tá chato. Eu gosto de forma especial do trecho do Filtro Solar que eu colei lá em cima. E aproveitando alguns tetos mais recentes, sei lá. No fundo eu me indignei com umas coisas. Não me coloque na parede, please. Ser ouvida é uma coisa, mas exigir informações que não condizem com o que precisa ser dito é algo extremamente irritante. Confundir uma pessoa que fala bastante com uma que fala qualquer coisa é uma barbárie. Eu adoro perguntas, adoro mesmo - só que existe um limite. Se tem uma coisa que me intriga é o excesso de confiança que as pessoas depositam nas outras. E alguma contradições, do qual eu mesma compartilho. Do tipo achar incrível e mágico uma pessoa ser fechada, misteriosa e diferentona - sendo que o que eu quero é conhecer realmente ela. Tá, não é necessariamente uma contradição, é algo até que bem comum. Você encontra o mapa que o leva até o tesouro, é natural querer abrir um buraco no lugar do x vermelho.

Tudo bem, eu só queria dizer isso que eu disse. Não precisa ser encarado como um sermão só que, por mais feliz que eu me sinta em responder as coisas, eu ainda tenho minha intimidade e gostaria de guardá-la para mim - ou reservar as melhores palavras para as pessoas certas. Tudo bem, soou durão. Hmn... É só que eu gosto de falar complicado, porque essa é a minha maneira de disfarçar algumas emoções, camuflar algumas informações essenciais para compreender o todo e, enfim, modificar a história. Eu odeio ter que explicar cada coisa quando eu não queria nem ter tocado no assunto. Pensando bem, eu mesma me chamaria de mentirosa tendo em vista aquela idéia de que "meia verdade é uma mentira inteira", ou sei lá. Aquilo de que omitir e mentir podem ter o mesmo significado. Mas, pra isso, eu penso num trecho de música dos Engenheiros que, por sinal, eu adoro: "quem mente antes diz a verdade". Concluo dizendo para ignorar esse último parágrafo, porque eu me atrapalhei e pus em jogo a consistência do que eu digo.


quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"Tudo bem."

pelados somos todos iguais.
só pelados. e só nessa frase.

querem que a gente diga que é tudo bonito e engraçado porque está todo mundo acostumado a fingir que é assim que funciona mesmo. porque alguém um dia disse que assim era melhor e então começou a encenação. porque essa pessoa devia ser boa e de influência e porque a vida é vista como o lado bom e a morte como o lado ruim. porque ninguém sabe como é estar morto, então age como se estar vivo fosse o paraíso - sendo que você vive meigamente para ir para o paraíso na morte também. porque é mais fácil fingir não ver do que tentar mudar o quadro borrado. ou porque alguém disse que quadros borrados não vendem tão bem mesmo. (que povo mais capitalista...)


querem promover a união, sendo que ela só existe onde há plural. muitas minorias são feitas de singular. seria o plural das minorias? ou a singularização do plural? ok, só falei isso para brincar com as palavras... que sem graça.

só sei que não funciona.
política natalina de terceiro ano não rola.
porque no meu álbum as fotos são vazias. de gente e de emoção. e eu não acho que tenha que fazer muito mais do que isso e preencher tudo. as coisas só são boas se existem as ruins para servirem de experiência não repetitível.

quero poucos abraços, porque quero ir embora logo e comer algo gordo. porque eu gosto de comer e não gosto de pessoas. (também no sentido "pessoas") não espero realmente mais do qu
e desejo. vai ser bom me sentir uma mosca, entre as abelhas-rainha. não quero ter uma bunda listrada e amarela, não quero embuxar ninguém com mel e não pretendo me aglomerar nas árvores. vou só descer as escadas, sair e comer.

não tenho vontade de escrever o que me pediram, pois gosto de escrever coisas que eu gosto para dizer o que eu sinto. gastar tempo para fingir pertencer ao que eu não pertenço e posar de elegante não vai me tornar uma abelha, nem que eu quisesse. eu gosto de não pertencer. gosto porque fico livre para voar para onde eu quero, como as moscas são. elas são sujas e ninguém toca spray nelas. basta um gesto brusco e elas vão embora. e retornam. mas ninguém taca spray nelas.
tudo bem, isso parece desinteressante.
talvez se eu tivesse o cabelo azul minha vida parecesse mais poética. mas eu gosto de ter meu quarto de criança de seis anos e gosto de pensar que tenho cara de biscoito.
o que me deixa triste é pensar que quando a gente é espontânea algumas coisas mudam, algumas pessoas se afastam e fingem que está tudo bem.


terça-feira, 13 de novembro de 2007

Twain .

não gosto de olhar fotografias e me ver, sorrindo, ao lado de gente que não conheço. pessoas que estudam comigo, que freqüentam os mesmos lugares ou que, de uma forma ou de outra, se enquadram no meu campo de visão. e então me perguntam se eu me arrependo de ter feito poses, de ter abraçado quem não conhecia, de ter mostrado os dentes aos estranhos. a resposta é negativa. não poderia ser outra. sorrisos são espontâneos. se não são assim, não são exatamente sorrisos. a gente sai com cara de idiota, não sai com um ar de alegre.
não gosto de escutar determinadas músicas que me fazem lembrar de determinadas situações. não gosto de nomes estampados na memória - nomes que não dizem nada, mas que trazem infinitas recordações. não gosto de pensar que tudo poderia ser diferente. decepções são coisas estranhas, cara. por mais que você pense em soluções ou em atitudes que poderiam ter solucionado o problema antes desse tomar corpo, não se pode negar que o final de tudo não tardaria a chegar. pensar que não só aumenta a culpa. encontrar justificativas é um erro contínuo.
o ser humano é realmente egoísta. e tem razão em ser: se não vive para si, viverá para o quê ou quem? é claro que existem momentos em que nos deixamos levar pelo prazer de fazer bem a alguém. a divisão de coisas boas são, no fundo, sinônimo de multiplicação das mesmas. o equívoco está na hora de parar: caso a linha seja cruzada, o efeito pode ser péssimo e irreversível. a influência da emoção vai além da compreensão - ela é capaz de controlar pensamentos e ações. subestimá-la é mais perigoso do que parece.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Crise Tepeêmica

eu não vou marcar a escola. não fiz nenhum feito, não fui a melhor aluna. nem aprontei. fiz amigos lá. alguns vão continuar "lá", com essa idéia de passado mesmo. fiz inimizades. eu e todo mundo. não escrevi meu nome nas paredes, não quebrei nada. esvaziei um vidrinho do laboratório sem querer e quase colocaram minha cabeça à venda por isso. mas só por alguns segundos. nunca comi o cachorro quente do bar, pois ele tem cara de ser ruim - ainda que digam o contrário. a professora que eu mais gosto é uma filha da puta, que esquece o que diz e das mínimas noções de ética. esse ano eu não levei nenhum gol - porque esse ano eu não me arrisquei a ser goleira. não usei uniforme quando deveria, não lavei o cabelo o número de vezes que eu gostaria e não consegui estreiar meu esmalte pretão gostosão. eu vou escrever um texto com uma garota para um grupo de pessoas que provavelmente nem sabe minha idade, meu nome completo ou se eu tenho um sinal cabeludo e nojento na cara - é capaz de alguém dizer que sim. não gosto de coisas excessivamente geladas e, por mais que eu teime em dizer que gosto de coisas quentes, sempre assopro- as um pouco antes de beber. vejo maldade em tudo. até nas coisas mais bestas. poderia escrever pro Zorra Total. não tem nada que faça de mim um bom ou um mau exemplo. eu não sei dormir, ainda não aprendi a fazer isso na hora que eu quero e posso. me alimento mal - como só porcaria, duas vezes ao dia. não tenho paciência com meninas. nem com meninos, mas meninas exigem mais cuidado - o que é totalmente irritante. eu não sou gay, nem hetero. nem merda nenhuma. tenho preconceito contra gente preconceituosa e preconceito com um monte de gente que não merece - em relação a tudo, não ao fator opção sexual. digo que odeio essa perseguição do mundo arco-íris, onde o assunto se concentra nisso, mas também não fujo dessa rotina. pertenço ao sistema praticando a preguiça e a reclamação em volume baixo, porque não tenho coragem ou esperança de incentivar alguma mudança. falo demais e escrevo demais. me exponho demais e, ainda assim, consigo não ser ninguém.


quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Resposta

isso não é coisa para se postar num blog, mas eu não vou encher a guria de depoimentos e nem gosto de mandar e-mail. e não é nada que eu fosse esconder, só que enfim. como é destinado a uma garota x, provavelmente quem não for ela vai ficar boiando. :)

"eu ensaiei quinhentos discursos. pomposos, chorosos e raivosos. no final das contas, eu optei por nenhum. e agora eu não sei - de novo - o que dizer. é verdade que não nos conhecemos muito. e é verdade também que muito do tempo que passou de repente não foi bem aproveitado. isso não aconteceu devido a distância que se formou inevitavelmente, mas pela falta de procura mesmo, de ambas as partes. isso é natural. até porque eu não acredito exatamente que a convivência determine a força de uma amizade, se é que isso existe. até porque você é amigo ou não é. intensificar isso seria desmerecer algumas pessoas. até por isso, eu queria te corrigir (meigamente) quando li os nomes que você citou. a proximidade não muda a intensidade - não assim. nem sempre as pessoas ao nosso redor são as q
ue mais nos conhecem. eu não costumo correr atrás das pessoas. até porque eu raramente tenho o que dizer. eu falo sobre coisas no geral, mas falar de mim é estranho. não significa que eu não goste. e eu soube de muitas coisas referentes a tua vida, ao teu passado. coisas que eu gostaria de ter ouvido de ti, se algum dia eu fosse digna da tua confiança. e não quero dizer que isso vá ou não acontecer, só me senti estranha por não ter conversado sobre isso contigo. sobre isso de não correr atrás... sei lá, não é orgulho. no fundo é tipo aquela relação que os pais esperam ter com os filhos: "quando você precisar, saiba que eu estou aqui". de repente, meu erro foi não ser clara o suficiente. não só com palavras, mas sei lá. eu já sou meio grossa. eu sou sensível, mas não sei agir com delicadeza. e eu não gosto de pedir ajuda. por orgulho, por vergonha, por tudo que é troço. e porque, sei lá, eu gosto de ficar sozinha e essa história toda. mas isso não quer dizer que eu não goste de ouvir os outros ou participar da vida deles, dividindo experiências - e por aí vai. ah, no fundo a gente se conhece sim. eu vejo o gustavo todos os dias, mas isso não deixa de ser um detalhe. a gente já se desentendeu, já fez tempestade em copo d'água. já riu e já ficou em silêncio. a karol, sei lá. a gente não se fala todos os dias - no máximo um oi. mas, dentro das pessoas que eu trago da infância, ela é minha maior referência. e a gente não sai mais juntas - não com a mesma freqüência, não tem exatamente os mesmos gostos. a gente se fala pouco, se eu for pensar, mas é o suficiente para ver que estamos bem. eu sei que ela me considera, ela sabe que eu sinto o mesmo. talvez isso baste. não tem todos os privilégios de ter um parceiro a tiracolo mas, interior-filosoficamente falando, isso é realmente 'uma honra'. olha para a thays. eu posso ver ela todos os dias pela janela, na aula, sei lá onde. ela está sempre em todos os lugares - e nem por isso vivemos grudadas. na verdade, eu acredito que me relaciono melhor mesmo com aquelas pessoas que não estão na minha rotina. se pá todo mundo pensa assim. você acaba desvalorizando. ou não. mas simplesmente acontece aquilo que, a princípio, não deveria acontecer: você enjoa. não sei porque estou escrevendo tudo isso. não tem relação com o que você me disse. eu queria que você não pensasse que é "só mais uma", ou que está num nível inferior. sabe, no fundo nós nos fortalecemos com a situação toda. eu penso que sim - com o afastamento, a gente percebeu que algumas coisas estavam erradas, corrigimos os problemas e agora estamos vivendo nossas vidas. sim, eu quero estar mais presente. de verdade. e existem mil fatores que servem de empecilho. mas eu quero te mostrar que está tudo bem. quando eu te liguei, aquela vez, foi como o último depoimento: você fica meses em banho-maria, naquela ânsia de ir atrás ou não, do que dizer e todo o medo que isso envolve. não que eu quisesse te deixar na mão. sabe, aconteceram mil merdas contigo, comigo e a gente se ocupou - cada uma com seus problemas. no meio das nuvens, você percebe a claridade e aquilo fica te incomodando - naquele misto de chove, não chove - até que o sol surja. ok, exemplo péssimo. foi preciso que eu me tocasse que eu precisava de ti para me tocar que eu poderia te ajudar também. eu entendo muito bem quando você fala sobre determinado grupo de pessoas. se separar, perceber as intenções de cada um... é estranho. a sociedade toda está acostumada a julgar tudo. todo mundo faz parte disso, é inevitável. isso vira um problema mesmo quando pessoas queridas se mostram intolerantes, logo quando precisamos de uma palavra de força ou coisa parecida. eu não gosto de grupos por isso: todo mundo sempre pensa que tudo será lindo se todos concordarem sempre, mas para isso é preciso respeitar as diferenças, alcançar um senso comum que não agrida ninguém e que seja satisfatório para ambos... cara, isso não existe. eu não gosto dos teus amigos. aqueles em especial, que eu conheci e convivi. não gosto porque não foram bons pra mim. tu não teve as mesmas ações que eu, agiu diferente de acordo com as situações que tu teve que enfrentar. tu foi tu mesma e hoje tu tem pessoas maravilhosas ao teu lado. e provavelmente pessoas que te invejam, que não se sentirão felizes te vendo feliz e que, provavelmente, não valem realmente nada. eu não quis me meter mais na tua relação com essas pessoas. eu não tenho o direito, não faço parte disso, não sou nada além de um desses (teus amigos) dentro do todo. eu não vou negar minhas opiniões e meus insultos, mas não quero pensar que de alguma forma te influenciei com isso. até porque grande parte do que eu penso foi construída em cima de coisas bem relativas. eu me sinto bem sabendo que tu tá bem. é ótimo te ver namorando um cara legal, ou te ver nas fotos fazendo caretas - seja sozinha, comigo ou com outra(s) pessoa(s). eu me sinto meio coelho da páscoa dizendo isso. parece que eu sou uma banana. hahaha. tipo discurso de miss, que quer sempre a paz mundial. mas ok, eu sou boazinha. aquela ivy que não se importa com nada, que algumas pessoas estão acostumadas a enxergar, não existe. eu não sou malvadona como um dia eu quis, nem sou nenhuma flor de pessoa. tenho ataques de raiva, ódio platônico, arroto - mas também faço crochê e uso pantufas rosas. querendo ou não, dramatizando ou não, eu te vi crescer. bem mais do que isso. se existe alguém para mim que se pode comparar a uma fênix (pela história de renascer das cinzas, pela grandeza mesmo), essa pessoa é tu. porque eu te vi quietinha sofrendo e eu te vi forte e safadona um tempo depois. ok, esse safadona ficou estranho. mas enfim. eu não acho que tudo esteja 100%, mas eu me orgulho bastante de te ver assim. sabe, eu nunca duvidei de nenhuma palavra tua, eu sempre acreditei que tu fosse enfrentar todas essas coisas. e eu me amarro quando escuto tu me narrando os acontecimentos, por mais trágicos que eles pareçam. e eu realmente me sinto importante quando tu pede minha opinião. várias vezes eu fiquei sem ter o que dizer. eu penso em ti, penso sempre. não pensa que eu te considero menos. fotos de orkut e oi's na escola são coisas muito supérfluas. as minhas comunidades dizem coisas, de fato, mas toda aquela página é moldada. eu sou daquele jeito, mas também tenho uma vida offline, onde eu não sou mais ou menos humana que ninguém. me sinto mal por não permitir, de repente, alguma aproximação. se tu não me conhece o quanto tu gostaria é porque, sem querer, eu não deixei que isso acontecesse. eu estou tentando mudar isso. eu gosto de te ver rodeada por pessoas que são boas pra ti. e eu fiquei feliz de ter lido que temos muito em comum. fiquei mesmo. eu gostei mesmo do que tu escreveu e concordo. e, pensando melhor, eu também tenho coisas para te contar. a gente sempre tem, mas é difícil escolher o que é novidade ou não quando já nos acostumamos com algumas idéias. e eu gosto das nossas diferenças. eu gosto de pensar que, mesmo com todas as feridas, tu é uma pessoa pura. tu não se deixou levar, não se tornou uma pessoa pior depois de todos esses pontapés que a vidinha dá na gente. eu admiro mesmo teu senso de equilíbrio. a gente é tão igual e tão diferente. e tudo se tornou tão estruturado de repente. vontade de falar contigo. eu acho que falei tudo errado. mas o resto cabe a ti julgar, reservadamente. eu não quis escrever isso através dos depoimentos, porque bem... quantos, né?! o essencial está aí. foi bom ter te visto no teu aniversário. eu pareço um zumbi nas fotos daquele dia. haha. mas foi realmente bom poder te ver melhor. e tu me protegeu. na hora eu não reconheci, mas tu me protegeu - e eu sou grata por isso, de verdade. mas enfim. não duvide de mim. fora que eu sou teimosa. então se eu digo que 'tudo bem, eu enfrento o mundo e fico do seu lado' não ouse duvidar de mim, mocinha! hááá. e a senhorita estava equivocada... eu tenho músicas do araketu, do calypso, do magal e mais umas mil bregas - e realmente me divirto com elas. a apresentação da thays... bem, foi realmente da thays. haha. ela brilhou, cara. morri de vergonha por ela. mas foi bem engraçado. ela cantou tri bem. foi uma semi-despedida da velha thays na escola. ela não seria feliz sem antes ter feito isso. claro que os motivos pelos quais ela fez isso me estressam... mas eu aprendi a não me meter nisso, né. mas mas mas isso já é outro assunto. e te cuida."


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

The Importance of Being Idle

O que torna uma pessoa importante, afinal?
Claro que essa resposta é variável, ela depende da visão de cada pessoa - mas acredito que todos concordam que alcançar a fama torna-se quase um sinônimo de ganhar, de alguma forma, soberania, importância em vários sentidos - não apenas poder, mas imagem. Eu falo isso, novamente, porque fica difícil estabelecer um padrão de direitos sobre uma sociedade que aceita se diferenciar por um conceito de mídia.
Qual a diferença entre morrer em um acidente de avião ou num leito de algum hospital em condições precárias? Serão muito diferentes os cadáveres de um anônimo e de um ídolo? Comida para minhoca, sem distinção. Até hoje não me provaram o contrário. Pode soar um tanto arrogante, hipócrita ou invejoso, mas eu realmente não gosto daquelas reportagens na televisão - principalmente as que passam no final do ano, onde são narrados os crimes mais alarmantes, os mortos que mais deixarão saudades, as perdas que realmente
fizeram a diferença.
Não gosto da idéia da criação de um altar para pessoas públicas. Todos têm talento, têm alguma coisa em que se destacam, têm qualidades e imperfeições. Será que alcançar a imortalidade consiste no processo de ser capa de revista? Porque tratar diferente quem mata a sua mãe e quem mata algum grande nome do rock? Está certo, você não pode responder: não mataram a sua mãe. Nem a minha. Isso passa despercebido, como tudo o que fica distante da nossa realidade. A dor está nos olhos dos outros - e permanecerá lá, até que alcance o mundo ao nosso redor.
Catástrofes são coisas estúpidas. Eu não sinto muita pena do cara que estava num vôo que, por algum motivo, se destroçou sem deixar sobreviventes. Claro, eu não perdi ninguém assim. Isso sempre conta. Só que eu prefiro pensar no cara que nunca vai entrar num avião, porque mal tem o que comer. É, talvez isso seja apelativo. Só que eu não sei o limite, desconheço o que faz um caso ser diferente do outro. Existem contribuições que servem ao mundo inteiro? Ótimo, mas a pose de herói - por ou sem querer - é um fator que torna tudo muito inválido. Orgulho é algo muito delicado. Não acho que o volume de uma chuva de aplausos determine a import
ância de nada. Aliás, aplausos são muito infelizes. São usados em vão, para qualquer coisa pequena. Passaram a ser elogios vazios.
A morte é inevitável: isso faz o mundo renovar, a tecnologia avançar, a mentalidade fluir e evoluir. Só que faz parte da vida o processo de perda, o crescimento físico, psicológico, emocional. Se apegar a supérfluos, pessoas distantes do nosso plano real pode trazer certo conforto, porém não substitui a dependência daquilo que é concreto, que é estável e para quem também somos mais do que símbolos.
*Drama OFF*
Eu ainda gosto dos Beatles, do John, do Chapman, do Apanhador e da minha mãe. Cada um com seu papel.

(E eu sei que "idle" não é "ídolo".)
E Noergologia é um insulto ao mestre Freud!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sem óculos, dessa vez!

Jung, falando de ISTP:

[...] Você evita julgar as pessoas baseando-se em valores pessoais, pois sente que a formação de opiniões e de decisões deve ser feita de uma maneira imparcial, isto é, baseando-se em fatos, e não em crenças ou em outros aspectos subjetivos. Não é de sua natureza estar ciente de como você afeta os outros; você também não presta atenção e até desconfia dos seus próprios sentimentos e tenta ignorá-los, pois tem dificuldade em distinguir suas reações emocionais de suas opiniões. Essa pode ser uma área problemática para você. Quando você se encontra em situações estressantes demais você pode acabar tendo ataques emocionais de raiva, ou num outro extremo, ficar totalmente tomado de emoções e de sentimentos que você se sente obrigado em compartilhar com as pessoas (e que geralmente acabam não soando muito bem). Se você não se sentir bem, você pode começar a se aventurar no mundo de opiniões baseadas em valores – uma área nada natural para pessoas como você – e vai ficar se julgando e se remoendo pela sua incapacidade de cumprir alguma tarefa. Dessa maneira, você abordará essa tarefa com um estado emocional abalado, esperando que o pior aconteça. Você é excelente em situações de crise. Pessoas como você geralmente são ótimos atletas, pois têm uma coordenação muito boa entre os olhos e o resto do corpo. São também muito responsáveis em acompanhar o andamento dos seus projetos e em acertar detalhes que estejam faltando ser acertados. Normalmente você não tem muitos problemas com a escola, já que você é uma pessoa introvertida e que pensa com a lógica. Você é quase sempre uma pessoa paciente, embora tenha uma tendência a ter seus momentos de explosão emocional, devido à sua falta de atenção com seus próprios sentimentos. Você tem várias habilidades naturais que o tornam uma pessoa ótima para lidar com diversos tipos de coisas. No entanto, você se encontrará mais feliz quando estiver focado em tarefas voltadas à ação e que necessitam de uma análise lógica delicada e de uma alta habilidade técnica. Você se orgulha da sua habilidade de tomar os passos certos nos momentos certos. Você é otimista, cheio de animação, leal aos seus semelhantes, de desejos simples, generoso, confiável, receptivo, e não quer tomar parte de maneira alguma em compromissos que possam te confinar, ou te “deixar preso”.
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Legal, fiquei emocionada com umas coisas que aconteceram. O messenger me faz realmente feliz alguns dias. Não exatamente ele, mas as pessoas das janelinhas of course. E essa história de vestibular está subindo a minha cabeça. É muito infeliz mesmo ir tri bem numa prova e se ferrar na outra. Médias harmônicas não são nada meigas, ainda que justas.
Hoje foi tão silencioso o dia na psicóloga. Que bom que ela não arruinou meu dia cinza. Adoro dias cinzas. Eu estou pensando coisas aleatoriamente. Lembrei da era das covers de Bruna Surfistinha no Orkut. Não exatamente assim, mas era moda colocar sob fotos ou no profile algo como 'o doce veneno do escorpião'. E fazer cara de puta, claro. Que coisa chata.

Sabe, pessoas cool são muito chatas. As pop também. As uncool são piores ainda. Todo mundo tá um saco. Legal, eu tenho um 'óculos de vó' bem gordo e branco que tapa toda a minha cara. A Capricho deve estar fazendo vários editoriais de moda com isso enquanto os gatinhos adoram. Pura ironia. Eu já achei legal esse tipo de coisa. Achei mesmo. No duro (tri que continua infinitamente...). Só que né, ser original ou retrô ou o que for virou uma mania muito enjoativa. Que nem aquilo de tirar fotos, com a câmera na mão, acima da cabeça. Legal, eu também tenho uma em algum álbum. Isso não me fez mais feliz. Postei achando que mudaria minha vida, mas não mudou. Que droga essa gente usa? Eu também quero!
Na propaganda das 'musas-gladiadoras da música', da Pepsi, há um tempo atrás... por que raios colocaram a Pink! naquilo? A Britney chegou como a nova Sandy e se revelou uma gostoson
a. Depois decaiu, ok. A Beyoncé (sei lá como se escreve) tem seu valor... mas, poxa, colocar uma oxigenada de piercing no meio dessas aí não combina. Eu realmente gosto da Pink!, é sério. Mas bah, covardia. É como colocar, sei lá, a Jolie do lado da Hebe. E eu nem vou com a lata da Jolie, mas né. Certo que tinham convidado uma morena-não-mulata, para ficar um trio multi-étnico, e a tia desistiu de participar na última hora. Vai ver era até a Sheila Carvalho. Ah tri. Só sei que ela sumiu. Deve estar trabalhando no seu vigésimo ensaio para a Playboy...
Hoje de tarde eu saí com o cabelo todo torto. Mesmo. Meu cabelo já não é bom, daí eu fiz um coque daqueles bem fudidos (eu tinha que dizer isso) que a gente faz para andar em casa, com mil mechas caindo pelos lados e um topete digno de um Elvis do Recife. Tá, ficou quase meigo quando eu coloquei uns grampinhos. Adorei minha def
inição do topete. Haha. Certo que se a mãe me visse saindo, ia me impedir de sair assim. Ok, não impedir. Mas ia pentelhar muito. Fora que eu coloquei aquelas roupas super "coleção outono/inverno 1194". Do tipo roupa velha e confortável. Sei lá porque eu disse tudo isso.
E eu fiquei pensando naquilo de ser normal, de figurar uma imagem normal. Não exatamente ser educada quando eu desejo esmagar o cara na minha frente, mas bloquear reações ou ações que implicariam em caretas. Tem pessoas com quem a gente têm grande afinidade desde sempre, o que diminui muito as chances desse tipo de desconforto. Você deixa de ser espontâneo, ainda que não considere o que você pensa algo assombroso. Para quê? Evitar o julgamento alheio, é claro.
Sem puxar saco, mas uma das minhas memórias mais felizes foi num dia cinzento, na escola. Era de tarde, eu estava com um colega e, de repente, ficou claro que ele era meu amigo - e não meu "colega". Não exatamente pelo que eu vou dizer agora, mas sabe... aquilo de se sentir livre para se expressar, de não ter medo por um segundo e ser você m
esmo diante de alguém, com confiança. Uma vez na vida alguma tia de alguma loja vai te mostrar um vestido legal. Até lá, diga tchau para todas as atendentes porque é realmente raro ver isso acontecer (?). A gente estava conversando e, do nada mesmo, eu disse algo do tipo "eu quero correr". A gente estava sozinho, na quadra aberta de esportes. Quadra de esportes é um nome realmente blasé para um piso de cimento com linhas pintadas em círculos e retas. Ele levantou, sem me olhar com uma cara de dã, e a gente correu. Eu me senti realmente feliz aquele dia.
Ah sim, eu vi hoje numa loja a boneca daquela guria com Síndrome de Down, que trabalhou na penúltima novela das oito, na globo. Sei lá, apesar de não deixar de ser uma tentativa de humm tornar isso aceitável, os doentes e tudo, eu achei tão capitalista. Que nojo. Tudo vira produto. Dá até nojo de escrever um livro, ainda que com literatura a história seja diferente. É um perigo escrever Harry Potter num dia desses. Você ganha milhões, é claro, mas sei lá. Nem para colocar a cicatriz no meio da testa do ator, no filme... enfim. Perfeccionismo não combina com dinheiro rápido e fácil.

Quando eu for psicóloga eu não quero me sentir a dona da verdade. Quero continuar minhas partidas de Cancan com pessoas legais. As mesmas pessoas. Talvez bebendo cerveja. A gente cresce e bebe cerveja. Os adultos que eu vejo por aí são uns baita cervejeiros. Isso não é novidade. Eu tenho me sentido tão infantil. No sentido físico, emocional e completo da coisa. Será que eu vou poder usar jeans e all star pro resto da vida? Que droga, eu pareço uma mini-pessoa. Isso me irrita tanto. Se eu me visse - e fosse outra pessoa, mas ainda eu (?!) -, diria que eu tenho cara de que sou muito infeliz e que adoro lasanha de queijo mais do que tudo. E eu erraria, porque eu gosto mesmo é de lasanha de carne. E não sou uma completa infeliz, não. Eu reclamo, mas tenho gente legal comigo. E vale a pena cada dia, quando se tem pessoas legais.
Lindão isso, né? É que eu vi Titanic ontem. Eu sempre enjoei com a história inteira. Gosto da parte em que o navio já quebrou e a bunda dele (eu ia dizer proa, mas não sei se está certo. Tanto faz, ele é bem popozudo) está descendo, na vertical, rumo ao infinito maravilhoso e medonho que é o oceano Pacífico. Tri que é outro oceano e eu não sei (y). Mas eu prestei atenção ontem, em alguns detalhes. Tem muita fala repetida. Mas são as clássicas e lindas situações de "se você pular eu pulo / não soltarei sua mão" e coisas assim. Puxa, eles foram até o fim juntos, e ela morreu como ele queria. Que lindão. Eu fiquei pensando nisso, nisso e numas conversas antigas com a Anita. A gente ficou falando sobre 'Amor' na educação
física. Eu não lembro mais o que eu disse, porque acho que mudei de opinião. O que que a gente faz quando 'o amor da nossa vida' morre? O que eu sonhei não foi parecido, mas sei lá. Andam acontecendo coincidências demais na minha vida...
E eu aqui desejando que o dia de amanhã chegue logo... E, talvez, um pouco estressada com isso de formatura. Isso também faz eu me sentir como uma adolescente. Eu não sou adulta, mas não gosto de me sentir assim. Eu não tenho esse espírito de jovem. Parece que eu não tenho voz nem cabeça. Vou sentir falta de jogar handball, de me irritar com as pancadas que a gente leva jogando, de xingar todo mundo e depois rir disso.
Ah, pára! Achei esse post tão engraçado... :)


terça-feira, 9 de outubro de 2007

Fim de Tarde

O homem pegou a mão da criança, que, com um salto, desceu do bonde de encontro ao chão.
O fluxo de pessoas era contínuo.
Flores falsas embecavam os chapéus das madames.
Meninas, mulheres, moças e senhoras tagarelavam rodeadas pela fumaça dos charutos dos homens.
A tarde agradável escondia os deslizes de cada indivíduo presente na paisagem.

Analisando de forma mais cuidadosa, via-se olhos tristes, preocupados, vivos ou pretensiosos, que se misturavam no vai-e-vem de andarilhos.
Um velho, de traje simples e sujo, desenhava com carvão os desconhecidos.
O cabelo cor de fogo da viúva, o machucado nos ombros de um qualquer, o chá quente nos lábios das damas.
Café, café para o banqueiro.

Seria uma cena perfeita, porém não existe cor.
Cada traço vive dentro de seu universo infinito de nuances, que o degradê do giz proporciona.
O que é escuro só é notado quando desbota.
O bonde parte, levando pessoas de bem.
Pessoas com um bem maior do que o consideram.
Paralelo a Rua das Margaridas, de onde vem o burburinho, uma caixa de madeira é carregada, rumo à terra.


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Seqüência

...porque as melhores coisas são aquelas que acontecem sem pretensão alguma. porque os melhores sorrisos são aqueles depois de um dia chato. porque as vezes só nós entendemos nossas piadas e nem por isso elas são menos engraçadas. porque os melhores abraços envolvem moleton, frio e carinho. porque os melhores desenhos animados passam de madrugada. porque, realmente, economizar é comprar bem. porque os melhores cheiros são aqueles naturais e inexplicáveis. porque regra de três é essencial. porque pessoas são essenciais - na menor parte do tempo, mas são. porque a gente sempre pensa em uma determinada pessoa especial quando pensamos que pessoas são essenciais. porque amigos são a prova mais concreta de toda essa idéia. porque a amizade é a base de tudo. porque amigos são aqueles que não fazem seu dia ser chato, pois te fazem rir. porque ter que amarrar os tênis na rua é um saco. porque peixes são calmos demais. porque gatos são caóticos demais. porque tubarões são agressivos e alguns cães latem demasiadamente. porque algumas coisas enferrujadas ficam realmente belas. porque nem tudo que é alegre é belo. porque percepção é o maior sensor artístico. porque julgar isso é uma bobagem. porque dadaísmo é de envergonhar. porque cocôs são feios. porque existe gente feia, gente cocô e gente que une as duas qualidades. porque, se economizarmos esforços, não fazemos uma boa compra. porque ninguém precisa de compras quando se está bem acompanhado. porque minutos passam rápido quando a conversa é boa. porque nem toda conversa boa é alegre. porque nem tudo que é bom dura pouco... porque quero mais tudo. mais hoje, mais ontem. mais vários dias dezessete. e dezoito, dezenove... oportunidades para ampliar o número de sorrisos diários, cheiros bons e abraços amigos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

nada a dizer ^^

Biquini Cavadão - Teoria
Eu sei que a vida inteira
Vou procurar desculpas pra mim mesmo
Pra tudo que eu faço, e o que fizer,
Das culpas me desfaço

Razões, as mais sinceras,
Vou formular, como se fosse teoria
E terei uma certeza que eu criei
E a mim mesmo explicaria

Mas tudo que eu faço hoje
Não é diferente do que antes eu fazia
Eu convencia o mundo inteiro
Só a mim mesmo, não convencia
Se tudo fosse teoria...

Eu quero explicar a todos o que sinto
Mas pareço acreditar que o tempo todo estou mentindo
Se Deus me explicasse, ao menos me conformaria
Mas como acreditar se Deus também é teoria.

Tudo que eu faço hoje
Não é diferente do que antes eu fazia
Eu convencia o mundo inteiro
Só a mim mesmo, não convencia
Se tudo fosse teoria...
-

tudo bem, já devo ter postado isso. sempre combina com tudo.
eu tô ouvindo elton john e pensando que existem momentos em que
realmente não se tem nada a dizer.
sendo assim, eu me retiro.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Turn Off

- amor altruísta é o tipo da coisa sacana de se acreditar. quer dizer, não exatamente nele popriamente dito, mas na palavra das pessoas. assim como tudo na vida, né.

- puxa vida, como viviam as pessoas e o que faziam em dias chuvosos e frios e, enfim, escuros devido às condições infelizes de iluminação? será que as famílias eram mais unidas? reunião faz união?

- bip-bip-polar...

- até onde o outro interfere? a influência tempo/espaço é tão fo
rte quanto?

- qual o peso de uma gota?

-
Sei lá. Ótimo jeito de começar um texto, hahaha. "Hahaha" é realmente uma ótima risada para se usar em um texto. Fica tão sensata... aliás, o que ser sucinto? E qual o substantivo base disso? Não me soa algo difícil de responder, mas ninguém me deu resposta quando eu perguntei. Pessoas sinceras são legais. Bem mudando de assunto, mas tudo bem. Eu me senti meio loser nas minhas últimas tentativas de ver filme. Com exceção de domingo, os outros dias foram bem estranhos. Eu vi que queria ver há tempos e parecia realmente muito bom. Sem nomes. Até a metade era realmente ótimo, depois cagou tudo. E nem era americano. Daí tá, fui ver um que me deixou realmente esquisita. Até fui chorar as pitangas pro Gui. Hahaha, meu humor ainda é muito influenciável. Tá certo, tenho que rever o capítulo 'emotions'... Mas enfim. Pior que o filme é tri bala e eu vou rever ele qualquer dia. Fossa é algo muito pilha, sem ironias. No filme Close
r tem uma fala do médico que eu acho muito bala. Já devo ter dito mil vezes por aí. Mas, em resumo, ele fala que nem todos querem ser felizes. Pessoas deprimidas querem ser tristes para continuarem sendo chamadas de deprimidas. Nem sei se foram essas as palavras, acho que não. Mas é isso aí. Ok, não quis me comparar nem nada, mas é por aí... puxa, tem umas enquetes horríveis numa nova comunidade de filosofia. Tudo bem que 'deus' é um enigma, mas só sabem falar dele. Que saco! E naquelas comunidades de discussão de direitos só falam em adoção de crianças por casais gays. Bah, não mudam nunca. Nem se decidem. Mas nem quero falar disso. Só acho que o objetiivo da vida não é ser feliz. A gente é muito bobinho e tipicamente humano para pensar isso. Poxa, a moral é seguir o ciclo e eras isso... agora, já que temos uma cabeça um pouco pensante, dá pra fazer alguma coisa sim. Mas pensar que o mundo gira ao redor do umbigo também não é o canal. Não agora, que eu estou tetiando e pensando que não é. Bem ditadora. Hahaha. O Shaolin me deixou pensando hoje... uma teoria bem divertida sobre 'ninguém faz o mal' - afinal, tudo o que você faz é porque vai te fazer bem... logo, para ti não há mal, logo você não será nunca malvadinho. Ok, ele explica melhor do que eu, mas eu achei bacana. Sei lá. Hoje a gente teve que preencher uns negócios para o Livro dos Formandos. Parabéns, crianças, vocês vão embora da escola... até decidi a musiquinha de entrada, sem cerimônia. Falei com a Karol semana passada umas coisas que até então estavam bem entupidas na sra. garganta da Dona Ivy. E agora eu estou com a cabeça nas nuvens. Puxa, ontem foi um dia ótimo. Mas eu não quis dizer isso com todo o resto. Odeio minhas mudanças repentinas de humor. Hahaha. Enfim. E o outro filme que eu vi, desses que você precisa estar com muito saco e muito tempo para ver - que eu já vi umas mil vezes, vamos ver na aula amanhã. Eu não gostei, pra variar. É um filme bom pra gente idiota. Incrível, mas eu odeio meus colegas. Eu observo um a um, mas nenhum quase se salva. Pensei mais umas coisas de tarde. E domingo eu podia ter invertido os planos, mas eu estou com umas pendências ainda. O cheiro vai, mas a poeira fica. Fiquei feliz com algumas mudanças alheias, mas ainda existem preocupações. Sei lá. Inventei de arrumar as coisas aqui, achei mil livros e anotações e bilhetes e bah... minha vida inteira em papel. Achei uns trabalhinhos toscos, desses da terceira série, que te fazem parecer um doente mental. É sério. E eu nem brinco muito com essas coisas. E não agüento mais a Anita me cobrando as trufas. Se é uma coisa que eu não gosto é de gente cobrando coisas que não devem ser cobradas. Me senti mal de dizer isso aqui, ou de simplesmente pensar isso, mas enfim. Eu fico com medo de guardar coisas demais. Não estou falando disso, mas eu não sou uma esponja. Senti falta de ter um animal de estimação ou coisa que o valha. E de novo a história do apelido que eu não tenho. Hahaha. Queria estar tocando violão na rodoviária. Pensei nisso o dia todo. Ah, cara, eu viajo demais. Tenho que controlar meus ataques destrutivos de ciúmes. Talvez eu devesse ouvir mais ou outros. Ou seguir pensando nas gotas... vontade de rever 21 gramas.

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