quarta-feira, 12 de setembro de 2007

"Quanto tempo!"

Repentinamente, morri de medo de dizer "para sempre" de novo. Meu "melhor amigo" costumava ser outro, eu não freqüentava os mesmos lugares de hoje, tampouco convivia com as mesmas pessoas. Sabe que eu fui olhar uma foto e isso estragou meu dia. Ok, não estragou... mas, nossa, que medo. A Suzana ficou enchendo o saco com a história da festa da formatura, afinal "é algo para se comemorar". Ela perguntou o que eu carregaria como lembranças da comemoração e eu disse que, se o que aconteceu foi bom, as próprias lembranças da coisa seriam suficientes, não se precisava criar uma festa com o pretexto de lembrá-la depois como a mágica de tudo. Porque raios eu deveria comemorar mais um ano de vida com milhões de pessoas e comida? "Para ter uma lembrança desse dia"? Oras, quero ver aquele filme de novo... haha (o clássico 'O Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças). Eu percebi que tenho escutado música demais. No sentido de perder considerável parte das coisas que eu gosto escondida atrás dos fones de ouvido. Digamos que eles te transportam para fora da realidade e, por hoje, tentei ser um pouco mais normal. Não deu muito certo. Cara, que merda. Ela concluiu que eu não funciono em "triângulos" e, de fato, não me sinto confortável quando estou entre duas pessoas que se conhecem e conhecem a mim. Talvez seja só por hoje, afinal isso está generalizado - não é sempre assim. O que acontece é que é impossível deixar de ser desconfiada quando as coisas se tornam previsíveis. "Está vendo aquela garota? Ela vai tomar o seu lugar. Pacificamente, mas vai." Sem ser algo exatamente triste, sem brigas, sem choro, sem drama. Você se afasta e alguém se aproxima. É assim em todo lugar. Você é despedido de uma empresa para uma pessoa diferente se posicionar no seu antigo emprego. Não vamos falar de qualificação... cada pessoa tem sua malinha de características - e isso não importa agora. O pior de tudo é que a maioria das coisas é inevitável ou, enfim, acontecem com o consentimento de ambas as partes e... enfim, a vida toma o seu rumo. Ninguém ganha um diploma por lidar bem com isso. Assuste-se quando você receber notícias do seu velho amigo através de um terceiro, que você viu ontem na papelaria. "Eles voltaram, depois de toda aquela briga. Até que enfim, né?" Briga?! Será que mandarão notícias minhas? Bem, meu endereço vai continuar o mesmo por bastante tempo.

Ps: Não foi essa a foto. ^^

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Gatilho


Isso aí em cima é um link para um post do senhor 'Gui ¬¬' que me deixou horas refletindo e nhá. Não poderia deixar de citar isso, não mesmo.
E vou me aproveitar e roubar mais coisas do blog dele e colar aqui. Tipo esses fragmentos de um texto bastante conhecido, mas que, enfim, não custar ler novamente. Eu peguei os que realmente me importam, não foi colocar tudo na íntegra. Bem malvadona, isso aí.
(Listening: Depeche Mode, porque é ótimo para tetiar)

"Aprendi...
1. Que posso passar anos construindo uma verdade, e destruí-la em apenas alguns segundos.
2. Que eu preciso escolher entre controlar meu pensamento ou ser controlado por ele.
3. Que eu posso fazer algo em um minuto, e ter que responder por isso o resto da vida.
4. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis. Será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso.
5. Que minha existência pode mudar pra sempre em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes."

Ah sim, e nessa música que eu estou ouvindo (I promise I will, do Depeche), tem um trecho que eu escrevi na saia da Anita. Enfim, eu fiquei feliz de descobrir que veio daqui. A música é realmente boa, a letra, tudo. Enfim.

Ultimamente eu tenho estado particularmente feliz. Pensando seriamente em vestibular, no futuro, na psicóloga (hahaha ontem eu sonhei com ela me xingando, dizendo que estava desapontada e por isso não me atenderia hahaha).
-

Tá. Pausei porque fui assistir um programa na televisão. Discutiram a necessidade da tristeza (sim, existe utilidade na tv, não é só plim plim e besteirol ^^). Eu gostei do programa, ainda que tenha sido um pouco irritante. Uma apresentadora, o ajudante-porta-voz-do-público-participativo dela e três convidados: um músico bem viajandão, um psiquiatra e uma filósofa semi-psicanalista. A mulher falava demais, falava merda e não deixava ninguém falar. Mui chata. O médico quase morreu fazendo caretas e tentando desfazer as confusões que ela criava no tema da conversa. O músico arrematava as coisas com uns comentários realmente nada a ver e os apresentadores apartavam as 'brigas'.
Enfim, foi útil. É importante perder, sentir sintomas diferentes dos 'felizes', colocar os pés no chão, afinal a realidade não é um docinho (eu adoro meigamente quem diz isso ^^^). Só que enfim, existem jeitos e jeitos de se tolerar essas dores. Dependendo do conflito em questão, torna-se realmente fácil perder o controle das emoções, misturá-las com o poder racional da coisa. O cara falou de psicoses, neuroses, de como é fácil perceber essas diferenças. Falou dos profissionais que instruem o paciente a comprar determinados medicamentos que, na verdade, fogem da sua área. Simples calmantes e coisas assim que, no final, agravam mais ainda o problema. Enfim, falou uma série de coisas bem legais. O problema da tia é que ela realmente filosofava usando termos técnicos. Não teria problema se ela se dissesse dona das próprias idéias, mas não... ficou um conflito todo entre ela e a ciência e, se eu fosse o cara, daria uma porrada nela (hahaha).
Na verdade, com algumas exceções - of course -, eu ando bem calminha. Eu me sinto culpada quando me irrito ou coisas assim, ainda mais com as pessoas ou pelos motivos errados. Até porque uma cabeça quente não rende boas ações. Ok, não levemos isso no sentimos literal. (...) Enfim!
Hoje mesmo eu fiz uma indiada terrível que, se acontecesse há um ano atrás - por exemplo -, me renderia mal humor pra lá de um metro. Eu não gosto dessa expressão, mas foi minha maneira de ser educada, seja lá o que isso quer dizer nesse instante. Sei lá, eu percebi as muitas vantagens em não levar certas coisas tão a sério. Isso não é sinônimo de irresponsabilidade.
Eu fiquei pensando em força de vontade e em coisas que você faz basicamente por você mesmo. Eu tenho minha listinha e, de repente, me deu vontade de vencer logo isso. E pensei naquela história toda de originalidade. Isso sim é really cool e apreciável.
Ok, assuntos mais relacionados com 'socialização' também anda
m me corroendo. Essa história toda de fim de ano, adeus escola, onde tudo fica em clima de paz e amor. Estão programando aqueles 'livros do ano', cheio de nove horas, lá na minha turma. Achei uma merda. Primeiro porque já deixaram claro o grupo organizador, sendo que nem a foto que vai te representar pode ser da sua preferência... logo... enfim, eu vou ser (mais?) uma daquelas carrancudas que não vai querer nem abrir a merda do livro. Se por um lado eu estou mais calma, é porque eu estacionei umas idéias na minha mente. A psico não gosta delas e nem eu, mas enfim, Temporariamente é o que eu posso fazer por mim. Tudo bem, tenho que parar de levar tudo como se fosse uma ofensa pessoal... mas passado é passado. O que foi feito não deve ser corrigido às pressas.
É é. Isso é algo que me incomoda. Perdoar não é esquecer. Mas enfim. Eu já não lembro o que disse sobre isso aqui, mas vou prosseguir... A política de fim de ano, também conhecida como política natalina, é uma aula teatral. Puxa, o cara foi um merda contigo o
ano inteiro e de repente vai lá te abraçar?! Eu posso ser puta cínica, mas isso é algo que eu não encaro. Na boa, diz que eu sou uma velha ranzinza, diz que eu só abro a boca pra falar merda, mas não diz que vai sentir saudades, não demonstre falsos sentimentos. E nem por medo de me machucar, mas por favor! Isso é o cúmulo da coisa.
Hoje aconteceu algo bem constrangedor. Pequeno, mas nem por isso deixou de ser bem chato. E, sei lá, foi previsível e eu não quero que se repita. Tem coisas que minha insegurança não deixa. Eu detesto entrar em lojas, pedir informações e coisas assim. Dependendo do que for eu vou acompanhada - e a pessoas que estiver comigo vai ser "levemente" pressionada para fazer algumas perguntas aos estranhos. Se a previsão é de algo realmente mega vergonhoso ou coisa que o valha, a ponto de eu me sentir mal por mim, pela pessoa e pela vítima, eu encaro sozinha - com um boné, óculos escuros e uma leve corridinha no final, mas encaro. Isso é o bom do anon
imato. No sentido de andar no centro ou num lugar onde você vai pisar uma vez na vida e fazer burradas ou pagar micos. Ok, situações que pra mim são desastrosas, não necessariamente micos. Temos que considerar que eu sou neurótica nesse ponto.
Eu fiquei pensando outro dia (ontem, para ser mais exata), entre decidir entre a tentação de descobrir um elogio ou uma crítica maldosa - sobre mim, no caso. Eu fiz isso uma vez, mas se tratando de 'teu pior defeito/ melhor qualidade', com o Shaolin. Foi estranho e, de fato, é engraçado e bom ouvir a opinião alheia para determinadas coisas. Eu fico horas analisando perfis de orkut. Pode soar como algo vagabunda, mas é realmente impressionante tirar algumas conclusões.
Ah sim, a minha idéia principal era falar do texto do Gui, que me tocou um monte, e falar de vilões e dos dois lados da moeda. No livro Quincas Borba, o cara da o exemplo das batatas. Existe duas tribos, eu acho, e um objetivo: chegar num lugar x com milhões de batatas (para todos saciarem a fome e, enfim, sobreviver). Mas, para chegar no tal lugar, é p
reciso enfrentar isso e aquilo, onde as batatas são escassas e não alimentam todo o pessoal (não o suficiente para eles irem adiante e chegar no reino das batatas). Então, nesse caso, a guerra entre as tribos torna-se um fator benígno para a sobrevivência. "Ao vencedor, as batatas!".
Hahaha nada a ver com o assunto, mas lembrei de outro dia em que eu fui comer comida chinesa com a Anita e o Shaolin. Eu fiz um movimento mui tosco com os hashis e eles disseram que os chineses deviam estar se remexendo na cova. Ok, eu fico rindo muito disso por que eu sou muito porca comendo. Credo, que egocêntrica que eu tô. Basta!
A partir de uma série de coisas, eu fico bastante hum (não quero dizer 'irritada, mas o termo é esse) com pessoas que não analisam os dois lados da coisa. Se matou é porque é um vagabundo malvado, se come carne é porque é O killer (eu não vou nem entrar nes
se assunto de vegetarianismo de novo)... E, com isso, vem uma série de preconceitos não tão famosos: com o não positivismo, os caretas e os bissexuais, por exemplo. Hahaha. Tá, eu tô tri viajando. vou acabar com isso e depois escrevo mais, porque tô muito inspirada e feliz. (?)
Iriiii!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

And so it is...

Talvez fosse melhor julgar a grandeza de uma pessoa pelo modo como ela aprendeu o que sabe, não necessariamente através de suas características.
-
Dizia um texto que o perdão só é válido quando se perdoa algo imperdoável - se fosse perdoável, não existiria perdão. Eu achei bem coerente, bem verdade. Entre milhões de discussões, a Anita disse que 'desculpa' ocorre quando o malfeitor se arrepende de algo que fez inconscientemente e acabou fugindo de seu controle, resultando em vítimas e problemas e enfim, conseqüências ruins para ele e para outra(s) pessoa(s). Perdão se dá a alguém quando este se arrepende de ter feito algo que foi realmente desejado.
-
Quarta-feira passada, o assunto foi 'até que ponto você se permite ser marcado'. Não exatamente assim, afinal existe o lado emocional e instintivo, deveras "fraco", que não se mostra controlável. A intensidade das coisas, as lembranças que cada um carrega variam de vivência para vivência. Estranho é pensar que pode existir um jeito de controlar essas forças.
-
A banda Luxúria enche os rádios com a música 'Lama', que por sinal tem uma frase que me deixa pensativa por horas. "O caminho mais fácil, nem sempre é melhor que o da dor." Um tanto brega, embora eu tenha captado a coisa na quarta passada. Mas ficou por lá meu entendimento - voltei ao marco inicial. E amanhã é
uma nova quarta.
-

Sei lá. Tipo "tchau, defesas". Me senti o L no, sei lá, vigésimo quinto capítulo. Nem falo isso no sentido dramático estilo "ninguém me nota, ohhh", mas porque parece aquela cena onde o sujeito está sentado em uma cadeira de ferro, amarrado com correntes e tiras de couro, uma faixa na boca, os olhos livres para presenciar tudo: a injeção está bem próxima... bem próxima... pic! (Ok, meus efeitos sonoros hospitalares ainda estão em fase beta...) Faz tempo que eu não falo com o Francesco, o Gui... não estou nem um pouco com espírito comunicativo. Entrar no msn virou sinônimo de responder oi's de estranhos e iniciar conversas bem horríveis e sem futuro. Não que eu busque realmente um futuro nisso, mas enfim: se torna algo realmente cansativo. Eu detesto me puxar muito para dizer algo realmente significativo para mim e isso não ser valorizado pela(s) pessoa(s). Não se trata de orgulho ferido, mas de um trabalho incompleto. Como sinopses de livros, de filmes... como crítica literária mesmo. É sempre algo mongol, que tira toda a graça da coisa. Mas, precisamente, é como se o que foi dito não fosse fiel ao que foi pensado. Isso acontece na maior parte das vezes, com todo mundo, eu creio. Até porque não é só porque eu vou descrever uma mulher loira que você vai realmente pensar que ela nasceu assim. Pode ter pintado, ué. E por aí vai... Um ponto foi tocado, sabe. Um detalhezinho de merda, mas ele foi tocado e não está no mesmo lugar. E é estranho. Existem várias coisas, dentro do meu pessimismo realista, que vão se tornando sonhos tão bonitinhos
que, por vezes, parecem estar tão ao mesmo alcance. "Não se trata de mudar de personalidade, mas a forma de expressá-las. Se aqui e agora, eu não estou satisfeita, uma vez na vida vou deixar de lutar agora - por uma guerra inútil - e recomeçar num lugar distante, onde ninguém se lembre da nerd de óculos do livro da escola." Querendo ou não, a minha realidade é essa. E nem é fácil mudar isso, ainda que seja algo que parta de mim. Nada do tipo se transformar em uma supercomunicativa gata-garota, mas testar outros disfarces, outros personagens, deixar de ser sempre o arbusto da peça de teatros. Acordar sem janelinhas pendentes, que nunca se minimizam... que maravilha seria. Mas não é.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

(L)

Eu li um texto, hoje, que comparava vaidade e orgulho.
Vaidade é o teu desejo, a força que tu faz para que as pessoas te aprovem para, assim, aumentar sua auto-estima e coisas do tipo.
Orgulho é quando você é seu próprio juiz, quando você se mostra superior não porque quer ser visto assim, simplesmente por aparência, mas porque você realmente acredita que é assim.
Não que eu vá concluir muita coisa, mas fiquei feliz em desfazer velhas críticas.
Surgiu uma festa e, conseqüentemente, aquelas idéias sobre se arrepender ou não de coisas passadas.
É estranho cruzar com gente desagradável, ainda mais quando os indivíduos estão no seu lado da linha.
No fundo, é óbvio que sempre existirão milhões de caminhos que poderíamos ter seguido e só percebemos isso um ano depois do acontecimento.
Mas, nem sempre, isso é motivo para choradeira.
No mínimo, amadurecer é necessário.
E, então, surgem oportunidades de se vencer os medos.
Por um lado, abandonar velhos hábitos é sinônimo de se acostumar com novos...
Porém, nunca é demais tentar.
Ontem mesmo eu me deparei com mais uma dessas histórias batidas de amor platônico.
Logo eu, que me mantinha bem cética nesse ponto até certo tempo atrás.
É diferente mesmo quando as pessoas precisam de alguém e não de 'você'.
Simples trocadilho, mas bem significativo.
Nisso, entram diálogos de filmes.
Pessoas substitutas, han?
Eu não fujo da idéia de que filmes são para momentos de lazer, mas gosto de escolher alguns que me deixem realmente viajante.
Tudo bem, a maioria dos filmes que eu vejo devem ser comédias românticas e afins... até porque é raro eu estar desacompanhada nessas horas.
E mães e amigas geralmente tendem a procurar algo meigo.
Mas eu gosto sim, até de que vários desses que eu vi.
Se eu vou assistir sozinha, procuro coisas chatas - que eu sei que são bem exóticas e, portanto, mais distante da aprovação geral.
Fora que eu sou muito manteiga.
Muito mesmo.
Talvez eu quisesse guardar minhas águinhas para outros momentos ou, pelo menos, deixá-las longe da almofada.
Mas isso é tosco de se planejar.
Às vezes eu penso nos meus planos antigos, de quando a vida era encarada como um filme de faroeste, com putas, armas e cavalos.
Eu acho esquisito quando cruzo com personagens.
Talvez eu quisesse ter esse senso se identidade.
Ou não.
Personagens são fictícios e seria difícil viver um cosplay 24 horas por dias, por mais conectada que eu estivesse.
Se eu fosse mais baba-ovo, diria que queria que o Salinger me escrevesse.
É legal quando as pessoas te escrevem.
Desenham, fazem críticas, sugerem, xingam, compõem músicas e o diabo.
Eu fico triste por ter tido tantos relacionamentos vazios, daqueles em que os envolvidos mantém laços de solidariedade quase, porque não há afeto algum além do respeito pelo tempo que se permitiu viver tal farsa amigável.
Eu fiquei tocando em coisas que talvez ninguém mais se interessasse saber e foi bem produtivo.
Talvez o mundo goste mais de me (nos) ver vulnerável.
Mais natural, mais pura, mais presa do que caçadora. (Ui!)
Sei lá, são só pensamentos que pensam por si, seja lá o que isso quer dizer.
Pensamentos que rasgam, como diria uma comunidade...
Tipo aquelas perguntas que você responde mecanicamente e não sabe justificar sua opção.
Eu me sinto entediada com pessoas previsíveis.
E me irrito com pessoas que dramatizam as coisas mais do que eu.
Não por isso ser além do que eu fui capaz, mas por alcançar limites realmente gordos de emoções.
Talvez eu seja intolerante demais, crítica demais, cega demais.
Ou, talvez, eu seja só mais uma voz silenciada pelo grito da multidão.
No mesmo texto sobre orgulho e vaidade, o silêncio foi citado como uma característica muito boa.
Me peguei pensando naquela história de que a gente é sempre menos misteriosa do que acredita que aparenta ser.
Será que eu estou muito repetitiva?
-
Eu tinha medo da maldição de Lancelot.
"Mas será possível? Tantos acontecimentos e eu não sinto nada."
E, nisso, entram letras de música e papapás... "culpados por viver".
Ou então as típicas melodias tristes que rodeiam o ramo mais hum dark.
Talvez eu não saiba o que eu tenho de melhor, ou para mostrar ou esconder.
Detesto quando invadem minha privacidade.
Não falo de calcinhas, falo de chuveiro mesmo.
Legal, ninguém entendeu isso.
Mas sabe que eu fiquei pensando, a caminho da escola, que eu prefiro me sentir humilhada por algum erro forçado do que ser semi-reconhecida por um feito.
Por mais que o desprezo aumente quando você se mostra ruim em alguma coisa, se mostrar boa só piora tudo.
Você terá que evoluir, que provar suas habilidades e ser comparada com outras pessoas que realmente querem te provar que são melhores, sendo isso verdade ou não.
Isso pode ser interpretado como aquilo... "o prego que se destaca será martelado", mas não é por aí.
No fundo, estou falando de Educação Física.
Hoje questionaram meus pentagramas, dizendo que eu não tinha direito de usá-los.
Eu fiquei bem irritada com isso.
Não pela idéia de que o pescoço é meu, eu gosto dele e, portanto, enfeito-o com o que eu quiser.
Até porque já quebraram propositalmente um bagulhinho que eu usava pendurado, só porque era feio.
"O bom senso é inimigo da arte".
Essa frase eu disse num trabalho de artes, dois anos atrás.
É do Picasso eu acho, um desses caras.
Já que manter pessoas é algo trabalhoso, manter memórias é um trabalho bem generoso.
Um tanto solitário e "a seco", mas é mais seguro.
Eu geralmente paro de usar um colar ou coisas assim quando eu o perco.
Ou paro, simplesmente: a lembrança morreu.
Geralmente perco no mar, e geralmente ele chega no tempo certo.
Mas a velha história persiste, dizendo que existem marcas que não se vão com a figura de um pingente ou coisa que o valha.
Eu odeio lembrar de muita coisa.
Informações úteis, usáveis em provas de biologia, me faltam...
Agora... cenas estúpidas são colecionadas na minha cabeça.
-

Parece algo bem dramático, mas acho que eu achei A música.
Aquela que você fica bem impressionada quando escuta, quando lê a letra, quando canta...
Tanto pelo significado mesmo da música, da mensagem, quanto pela situação que a envolve.
Hoje eu sei que eu nunca amei ninguém antes.
Isso geralmente soa como frase de efeito, para enfatizar que o relacionamento atual da pessoa é bem mais intenso e importante do que o que se passou.
Mas, sabe?
Bobagem.
Todas as palavras em vão, na verdade, não foram perdidas justamente por isso: foram da boca pra fora.
Assim como eu sei que as coisas que eu ouvi foram ditas do mesmo jeito - é, eu não sou tão mesquinha, não.
Isso foi meu auto-perdão para recomeçar, tentar coisas como se fossem acontecer realmente uma vez: pela primeira vez e pela última.
No fim das contas, deu certo.



terça-feira, 14 de agosto de 2007

Sono

No fundo, deve ser a minha oitava tentativa dentro das últimas duas semanas de chegar aqui e escrever coisas felizes, longe das reclamações enjoativas de sempre. O Gui disse umas coisas que eu fiquei pensando afu, mas que nem sei explicar agora. E ando pensando um monte, sobre vários tetos. E até Death Note me deixou filosofando, por mais culpada que eu me sinta ao dizer isso. Eu fiquei observando umas coisas e me deu uma puta pena de mim - haha, que humilde. Na boa, hoje eu tô tri cansada e com as pálpebras bem caídas. Mas não é por isso, nada a ver. Até porque eu não fiz nada de muito útil, comparado a um milhão de pessoas que sustem suas famílias. Ou mais. Bem mais.
Sabe aquele dia em que você vai tomar um banho quente e pensa "hoje eu mereço um banho"? Haha (tá, o meu chuveiro queimou hoje. Mas enfim, eu tomo meu banho quente amanhã - que loser). Eu nem gostei do que eu escrevi no último post. Sei lá, mas fiquei viajando e pensando em como algumas coisas realmente não mudam. Existe - se é que existe - pouca gente que realmente vale o que diz valer. Além do excesso de propaganda, existe a necessidade de se 'auto firmar' usando um lado todo defeituoso de um(s) outro(s) alguém(s). (Nem vou ficar justificando porque eu faço coisas semelhantes ao escrever, hoje é me
u dia de banho...)
Na boa: responda perguntas com mais perguntas, contorne o assunto até chegar no ponto em que você deseja alguma informação - mas bem discretamente, cale a boca e, na pior das hipóteses, acredite nas suas mentiras. O melhor jeito de mentir é conseguindo se enganar - feito isso, ninguém é empecilho para nada. O problema, of course, é quando você é a vítima de fato. Vítimas são umas merdas, principalmente quando são legais. Tem o lado de querer ser vingativo, como também existe aquela esperança, bem ilusão mesmo, que te faz agir de maneira clara, limpa e meiga. Enfim, jogar limpo. E é aí que você se ferra. Branco no preto, vira cinza. Ou preto mesmo. Meias verdades são sempre mentiras inteiras.
As pessoas dizem que agem com sentimento, que seguem seus corações e coisinhas bregas. Lindão é quando você pisa no calo e elas revidam, com foices e todos os tipos de instrumentos. Legal, onde é que eles estavam escondidos? E então você vai colecionando as máscaras que você tira, e se cobrindo com elas. Não deixa de ser um desafio: as pessoas mudam. As mesmas pessoas. E a velha conversa fiada fica... "eu te amei, você me perdeu" e lalalá. Primeiro que todo o cuidado é pouco - e deixar isso claro é se expor de maneira quase ridícula. Segundo que, filho, a filha não te perdeu não. Hello, baby, você morreu.
Eu estava equivocada quando pensei que perdi alguns amigos. Não, eu não pe
rdi não. Eles estão comigo agora, sim estão. Colegas, amigos, pessoas: são coisas distintas. Tem gente engraçada por natureza, que não importa a fúria que você sinta só de ouvir a voz, você não vai deixar de rir. Tá, eu tô com sono.
Tchau!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ciclo Mundano

O problema das pessoas - e o meu também! - é que elas sempre acham que estão certas. E é óbvio que acham, não é preciso salientar que essa certeza impulsiva é necessária para se colocar perante as coisas. E, mesmo quando é uma idéia bem racional, não deixa de ser acompanhada com uma pontinha de ego.
O poder consciente não desconsidera o fato que os humanos, ainda que "humanos", são animais. E tem gente que se contenta em seguir seus instintos, sem pensar a respeito. Piores aqueles que são tão ignorantes a ponto de se esquecerem da própria ignorância (tudo bem que eu estou dando o sermão, mas eu sou a narradora, tenho que ser malvada - hahaha).
Ando irritada com coisas piegas. Quanto apelo, quanta mentira, quanta falta de delicadeza. Fora que, enfim, eu não sei qual é a graça de se fazer de vítima - quando os vilões são os que ganham as vantagens e fazem bom proveito das suas es
tratégias.
Porque a moral é sempre 'o Bem triunfar sobre o Mal'? E porque é preciso usar o medo e a opressão para se conseguir "boas ações"? Algo está errado.
O pior de tudo é ser um não-alienado entediado, porque é a única opção que sobra. E tudo o que fazem é culpar a televisão... pss.

sábado, 4 de agosto de 2007

Merlin

Do que são feitas as sensações e os sentimentos?
O que é a imaginação?
Um cego sonha as mesmas coisas que uma pessoa capaz de ver?
O que é um cego, no sentido conotativo?

Quem são eles?
A força dos números ímpares vêm justamente da falta de imparcialidade... existe sempre um fator decisivo, que pende para um dos lados. Um dos lados... um... é ímpar também.
Logo, 'eles' surgiram a partir do momento que três humanos - ou seres semelhantes - habitaram a Terra. Considerar a vida em outros planetas não cabe, quando se dirige à humanos.

Vegetarianos deveriam ser todos vegans ou coisa parecida. Comer ovo, utilizar pele animal no vestuário ou como a matéria-prima disso, tomar leite é um insulto. Romper com a
cadeia alimentar, o ciclo da vida e o sentido dos caninos na boca dos homens é pior ainda.

Anexos embrionários fazem parte do sistema, porém não pertencem diretamente à ele. As pessoas também.

Porque choramos? - A partir de que ponto o que é puramente abstrato interfere no concreto?

Energia. Você sente?

Eu não penso, eu sou. Eu não sou, eu sinto. Eu penso que sinto.

Porque algumas coisas são inesquecíveis, outras inevitáveis e outras... indiferentes?

Até que ponto chega o narcisismo? É correto ser humilde? É correto ser correto... ou é mais fácil? Nem sempre o que parece mais óbvio é necessariamente previsíve
l.

Porque rir da doença? Rir é uma doença? Tem cura? É o remédio?

Aliás, o que é a doença? Quem é capaz de classificar isso sabendo dosar o que acredita com o que 'é' - e pronto? Qual é o limite entre aprender e ensinar?

Porque algumas palavras não existem em todas as línguas? Não são todos dignos de se expressar da mesma forma?

Você viveria sem sexo? Totalmente afastado de qualquer prática prazerosa? A dor te dá prazer? Somente a dor física..?

Quem inventou a etiqueta? Para que tantos garfos?

Quem vai no seu funeral? Quem vai chorar? Quem vai se sentir culpado por ter falado o insuficiente... ou demais?

Existe o perdão?

Eu não me arrependo. Mas não repetiria.

O preço de ser único é a banalização.

Você já sofreu um estupro mental?

Você sonha? Acordado? Por quê?

Existe alguém sem segredos?


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...