sábado, 7 de julho de 2007

Esclarecimentos

Eu disse que não ia gostar da definição de 'chorão chato'. Nem do texto inteiro. E eu odeio falar de homossexualismo do jeito que eu sempre acabo falando. Eu não sou homo nem nada, mas enfim, por mil motivos gosto tanto de defender isso. É um dos fatores que me afasta ainda mais de algumas religiões. Eu fiquei pensando nisso hoje... "pense como um humano, não como um deus". E pensei na história das quotas (pausa para pensar se o certo é Cotas ou QUotas) aquelas, da UFRGS, para estudantes de escolas públicas e negros. No caso das escolas tudo bem - pensando, claro, que o Tiradentes, o Militar, o Aplicação, enfim são escolas bem fortes... mas, em todo o caso, tudo bem. Enfim, eu me exalto um bom com essa história. Os caras estão assinando um tratado de inferioridade para supostamente corrigir um erros de, sei lá, 400 anos atrás. Que belezinha, duas chances para ingressar... boa sorte.
Voltando ao assunto arco-íris, sei lá. Eu vi no jornal uma crítica sobre um seriado (The L Word) lésbico e tal. Eu acho um absurdo como as pessoas são incapazes de serem neutras ou abrirem a mente uma vez na vida. Aquilo lá não passa de uma novela com cenas de sexo. Óbvio que isso garante boa parte da audiência, mas não é só isso. O roteiro mesmo é bom. As pessoas têm problemas "normais", como os de todo mundo. O mundo não parou porque a história se passa em um gueto povoado por glbt-people (tá, simpatizantes também...). Reclamaram pelas cenas de
garotas se pegando mas não pensaram na história toda. Fora que, enfim, isso está longe de aparecer na Globo em horário nobre. Ficaram naquela idéia de que não passava de exibicionismo, algo do tipo 'olha pra mim, eu sou lésbica'. Primeiro que o seriado foi feito pela mesma tia que fez 'Sex and the city' e aintenção foi realmente dar uma opção para o mundo de garotas que gostam de garotas, centrando exatamente nesse ponto e não naquele conceito de 'temos que atrair homens (heteros) com isso'. A segunda coisa é que, por favor, ninguém te obriga a ficar coçando na frente de tevê para ver isso. Ai ai.
Parada Gay é outra coisa. Olha, já foi um movimento político e coisa assim, mas agora é um nojo. É exatamente aquele dia em que os reprimidos se revoltam e ficam esfregando na cara dos que não gostam (não entendem, não aceitam, enfim). Tanto é que quem fica lá nos microfones gritando, sei lá... apesar de ser engraçado, é uma merda. Claro que a idéia de 'liberte-se' é o que vale, mas sei lá. Daí surgiu a parada do orgulho hetero e muitos caras do mundinho homo não tolera. Pois é, os direitos iguais começam aí... Não precisaria ter isso de 'orgulho'. O fato de (pausa porque eu descobri que cavalos totalmente pretos são maisquelindos) você gostar de um sexo ou de outro não te põe num pódio. Isso é tão babaca. Eu fiquei vendo sobre os fatores que os diferentes profissionais apontam pra esse "fenômeno não natural". Tem o bagulho da química do corpo humano, que eu não saberei reproduzir, mas
acho muito válido, o fator 'é um filho do capeta', que eu realmente não digo nada, e o fator psicológico mesmo, que daí tem milhões de versões. Sim, devem ter mais outros fatores, mas eu me prendi no psicológico mesmo. Abuso sexual, brincadeiras inocentes infantis, pais separados, problemas em geral com a família, insegurança, enfim... tudo varia muito. A Anita briga comigo, mas eu realmente adoro isso. Sou bem chata com essas coisas de 'nada é por acaso'.
E daí eu fiquei pensando coisas soltas... "as minorias são maioria", "o mundo seria bem melhor se fosse feito de bons e não de melhores". E é bem real isso. Competir o tempo todo, para qualquer coisa... qual a moral? Isso me lembra as palestras de Marketing que eu tanto odiava. Lalala os concorrentes, temos que ser os melhores... Sei lá, eu ando cagando pra publicidade na verdade. Não quero viver num escritório montando planilhas. Cara, eu acho que fiz umas setenta folhas em uma semana, para o relatório de vendas. Fora os textos sorridentes. Sorridentes porque são textos falsos, extra comerciais, cuja função é realmente essa. Foi uma experiência, uma ficção... mas é a típica coisa idiota. O cara que lê já sabe que vai ler algo bem cínico e cheio de elogios, já está preparado para avaliar exatamente esse grau de promoção das coisas. Isso me lembra as rodinhas de discussão, onde eu sempre fui infeliz. Não digo sempre, afinal eu tive um dia iluminado e consegui falar na frente de um determinado número de pessoas e conseguir votos para ser uma das diretorinhas. Que meigo isso. No final, foi algo bem fudido. Palavrões,
ein. Porque eu sou malvadona e porque não tem como explicar de outra forma mesmo.
No fundo, o que realmente estragou toda a alegria da miniempresa foi a convivência mesmo com as pessoas. Imagine que logo nas primeiras sessões aconteceu aquela típica situação (na época não tão "típica", afinal não tinha acontecido exatamente isso comigo e portanto não acreditava que era algo "típico") onde a garotinha A, que não desgruda da garotinha B, e a garotinha B rompem seus laços de amizade. Tipo você tem uma "melhor" amiga e de repente vocês viram inimigazinhas. Bem infantil meeeesmo. Mas enfim, powerguido, dona Ivy! Não vou dizer que foi algo fácil, na verdade foi bem horrível... mas necessário. Parece dramático isso, mas depois de tudo não sei mais onde se via amizade naquela relação. E daí eu fiquei lidando com pessoas naturalmente desagradáveis e pessoas (e auxiliares morais) com quem eu já cheguei a manter certo grau de intimidade. Foi uma merda. Pelo menos votaram em mim, mas foi uma merda.
Eu ando pensando nisso, de "melhor" amigo e de como surgiu minha revolta pela humanidade. Eu realmente desprezo várias coisas - e com orgulho, o que é pior. Eu sempre classifiquei (não necessariamente expondo isso, mas enfim) a Carol Jacobi - a loira bonita com o dobro da minha altura - como, sei lá, "minha best", como adoram dizer no orkut. Eu acho chato quando você anda com um grupo de pessoas e existe uma divisão dentro disso daí
mesmo. Mas acho ques empre acontece. Sim, eu geralmente sou excluída. No máximo formo uma duplinha com alguém. Sempre tive infelicidades com trios... Daí eu pensei que não gosto de classificar não só porque é algo besta, partindo do ponto que amizade de verdade é Amizade... não deveria existir um grau disso. É seu amigo ou não é. E ponto. Mas pensei também que não tenho ninguém, pelo menos atualmente, que diria "a Ivy é minha melhor amiga".
Abertamente falando, talvez a Thays dissesse. Daí, como "eu não teria ninguém" eu não gostaria de ter que nomear alguém. Mas, passado o drama, já disse que não acho necessário.
Amigas mesmo, sei lá. Digamos que existem umas quatro que eu realmente pensam que vão se importar comigo. Garotos, sei lá. Apesar de eu sempre ter mais afinidade com eles mesmo (voltando ao tema de que mulher é cobra e que garotos sabem diversificar assuntos - com exceções, é claro), foram amizades bem mais hnm 'intensas' mas que agora já não brilham mais. Tipo algo temporário. Por um ano o cara é teu irmão, depois sei lá. Pelo menos não perdi o contato com eles. E sempre que nos falamos fica algo legalzinho. Mas enfim, as pessoas mudam e essas coisas afastam bem mais meninos do que meninas. Nem tenho provas concretas, mas é o que eu penso. E mesmo o Shao, com quem eu tenho uma relação realmente de Artur e Morgana, sei lá. Eu tenho medo de vir a cagar tudo, ao longo do tempo. Mas é uma relação em que eu realmente acredito. Ponho mãos e pés e enfim no fogo.
Eu falei da Thays ali em cima, mas não quis menosprezá-la nem ser arrogante. Na verdade eu falei dela pra minha psicóloga e depois falei algumas coisas para o Bruno e, enfim. Eu sinto que disse tudo errado, da maneira errada. Na boa, o que eu já vi e ouvi de gente logrando é guria é horrível. Eu voltei para casa, no carro, pensando se citava o nome de pessoas aqui ou não e pensei que, enfim, já é algo bem conhecido para as pessoas do meu círculo, então não faz sentido fazer isso em linguagem tão indireta. Até porque eu sei quem lê esse blog.
Eu sempre disse que tenho uma relação de amor e ódio com ela. Ela quebrou minha redoma. É natural se sentir atingido. Foi há um tempão, quando eu achava que o mundo era laranja e belo. Naquela época em que você, "pré-adolescentezinho" de merda, sofre as tranformações da idade, os primeiros problemas com amorzinhos, se mete em mil confusões por tentar ser neutro, pende para um lado e se ferra mais ainda. Daí uma guria com quem você nunca teve contato, além de saber que ela é da outra turma - do mesmo ano que você - da sua escola resolve ser sua vizinha. Legal, ela dubla músicas internacionais e dança naqueles festivais toscos de talentos. Tudo bem, eu cansei de dançar Sandy e Jr. com a Carol - a loira, ui! - ou sei lá coreografias toscas de musiquinhas da moda. Mas enfim, a garota da janela da frente agora vai tentar fazer parte da sua vida.
Sem nenhuma exceção, eu só ouvi coisas trouxas quando eu falei o ocorrido com algumas pessoas. Eu também não ia muito com a cara dela, mas no fundo sempre foi algo meio intimidante. Puxa vida, ela escuta todo mundo avacalhando ela e continua subindo num palco toda alegre. No mínimo, eu ganharia uma companhia para estudar, sei lá. Logo passamos a pertencer a mesma turma e, apesar do início de uma amizade ser sempre algo desastroso, foi tudo tão legal. A sinceridade dela me impressionou um monte. Puxa, ninguém me criticava tanto. E, bem nesse momento, as coisas da idade. Sabe, era como falar sozinha... porque ela não dizia mesmo coisas realmente construtivas o tempo inteiro mas, sabe, ela me ouvia. Além de observar e fazer caretas, ela realmente ia além. Isso foi algo realmente bom. Aos poucos, uma aprendendo a fazer parte do mundo da outra, se tornou algo legal.
De repente eu tive que aprender a lidar com o dobro de situações infelizes. Além de ser a Ivy, eu era a amiga da Thays - como se isso fosse algum pecado. Sabe, se tem alguém que realmente sabe sonhar é ela. Não falo isso com nenhum quê de tristeza ou pensando 'putz, como ela é ingênua'. Ao contrário, cara. Se tem uma coisa que ninguém é lutar pelos sonhos. Não como ela faz. Mas enfim. Então, eu fui crescendo, me revoltando com coisas
banais - como sempre - e, ao mesmo tempo, procurando criar pra ela um escudo. Com isso, eu virei uma tentativa de mãe dela por tabela. E, sabe, até hoje ela é a garota que sobe no palco para receber tomatadas. Nesse ponto, é algo que eu realmente acho infeliz, porque nunca consegui fazê-la entender a diferença entre elogios e piadas. Mas é algo que ela vai aprender com o tempo, eu já não posso fazer nada... Não que eu seja responsável por tudo isso. Na verdade já briguei muito com várias pessoas por isso.
Eu me estresso com isso, na verdade. Eu brinco com ela e falo coisas aparentemente arrogantes pelas costas mesmo, mas sabe... isso não é um direito meu - óbvio que não. Só que - e agora sim eu vou falar como a pessoa mais arrogante do mundo - eu sou amiga dela. Sou e sou. Eu sei o que se passa, eu sei o que ela pensa, o que pensam dela, eu tento ajudar, eu sei lá. Eu fico puta quando vejo que a inocência dela é tamanha que ela não entende o que está por trás do sarcasmo das pessoas. Sabe, eu era que nem ela - igualzinha - até começar a 'andar' com ela. Foi um espelho. Eu vi coisas que não via antes e isso me possibilitou abrir e fechar muitas portas. Sabe, correr atrás de amigos ou ouvir tudo o que lhe dizem é algo que não existe mais. Tentar agradar quem não está nem aí não existe mais. Você não tem que seguir um padrão se não concorda com ele. Mas não tem meeesmo!
O fator ódio e amor vem daí. Encarar a realidade com seus nuances de cinza é algo bem ruim e, de certa forma, bem raro. Eu gosto de cuidar da Thays porque, ao mesmo tempo em que eu dou marteladas na redoma dela pra ver se
ela acorda, eu sei como ela se sente e não desejo que acorde. Não que eu tenha uma vida dramática. Na verdade eu só ganhei fama de vagabunda por umas coisas completamente babacas. É bem engraçado pensar nisso, na verdade. E são os mesmos rostinhos "meigos" que eu vou desejar não ver nunca mais. É sério, a escola é um ambiente péssimo. Claro que existem momentos onde eu gostaria de não ter esse apego emocional com essa garota. Na verdade ela nem entende isso, se é que eu já falei algo. Mas eu sei que ela me considera bastante. Seria estúpido da minha parte dizer para ela "largar de mão" seus coleguinhas abobados, que só tiram da cara dela e ficam vinte anos rindo da mesma piada. Mas, com o tempo, eles passam. Sim, eu desejo isso, por mais egocêntrica que pareça a situação.
A psicóloga ficou confirmando minha culpa em relação ao tratamento que eu dou pra guria. Não é exatamente uma culpa, mas uma espécie de gratidão. Até porque o que ela fez foi muito indireto, na inocência total, sem nenhuma intenção. Ela não iria prever que eu me tornaria tão ranzinza quanto um velho chato de setenta anos. A minha má vontade com todo mundo surgiu do momento em que todos cobravam de mim coisas que não me pertenciam. Ao longo do tempo, passei a tentar me afastar de todo mundo. E não gosto de manter um círculo de amigos muito extenso, principalmente se são grupos com pessoas em comum. Fora que eu sempre tentei preservar minhas
relações maisqueamizade. Preservar dos meus amigos. Não por medo de nenhuma das partes, mas porque eu gosto de ter as coisas organizadas do meu jeito, de ter meu abrigo, meu yin yang sempre ali. É tão mais seguro ter dois lados para correr, ainda que um namorado ou coisa que o valha seja seu amigo. E ainda que seu amigo tenha uma importância extremamente grande. É legal quando a pessoa com quem você "está" é do mesmo grupo de amigos que você. O fim da relação pode ter uma tragédia ainda maior, mas é bem legal.
Não gosto quando uma das partes quer interferir na outra. Eu ainda preservo um espírito de monogamia, mesmo que eu não tenha seguido à risca isso. Então, a partir do momento em que um casal é composto de duas pessoas, não pode existir influência de uma terceira. E, enfim, meus amigos são meus tesouros - mesmo que eu ame minha solidão. Não gosto quando me sinto invadida, sei lá. Quando existem aliados eu fico bem apreensiva. Mas eu nem sei porque fiquei falando disso agora. Sei lá, meu passado é tão presente no meu dia-a-dia que nem seria loucura pensar nisso agora. Como eu gostaria de poder ter a coragem e a audácia que eu não tive. Odeio ser passiva quando me dá vontade de gritar e dizer o que eu penso. Mas enfim, creio que agora fazer a Ivy ouvir quietinha seja bem mais difícil. Ou não, né, não vou me fazer de mulherão aqui.
Ah! Chorão chatos... Bem, eu retiro oficialmente o termo (eeee! gritos de alegria). Ok, o problema não está na sensibilidade mas na parte afetuosa e criancinha da coisa. A sensibilidade é algo pessoal, você nunca vai poder
checar a intensidade disso de ninguém, senão a sua. A pessoa pode te dizer que não guardou mágoas nem nada, mas você nunca saberá se isso é verdade, o quanto a coisa a atingiu de verdade. Eu não gosto é de apelo emocional, pessoas que quase te obrigam a retirar o que foi dito porque fazem birra ou choram ou, enfim, te desarmam de algum jeito. A emoção vence a razão. Isso não existe, cadê o lado racional do ser humano? E existem pessoas que agem com essa espécie de escudo o tempo inteiro e é delas que eu não gosto. Não importa o que você disser, elas sempre te olharão com olhos suplicantes e falsos a fim de te fazer engolir seu sermão.
Ah, eu já me fiz muito. Mas me ouviram de verdade quando eu disse barbaridades sobre mim mesma, bancando a dona da razão. Pena é algo realmente infeliz. E as pessoas têm mania de admirar pessoas "boazudas". É, pensar nisso é algo bem deprimente. A sensibilidade de verdade, purinha e meiga, é bem rara, sabe. Por isso que pessoas que preservam sua emoções são mais legais. Não é esconder, é preservar. Não é preciso expor tudo o tempo todo, bancar o forte e insensível. O negócio é que já deixei de fazer o melhor em diversas situações para evitar que pessoas nem tão importantes chorassem ou coisa do tipo. Escândalos são tão desnecessários. Nossa, me senti vazia agora. Quem sabe falei demais.
Eu ando pensando no que fazer da vida e coisas assim, de maneira bem melancólica na verdade. Eu não sei se,
dentro da psicologia, quero mesmo ser uma psicóloga feliz. Eu queria mesmo era lutar por uma causa. Mas eu tenho tempo para isso, tenho mesmo. Daria para trabalhar na área criminal, sabe. Mas eu não acho que gostaria dos brasileiros. A gente olha aqueles programas americanos de investigação ou as entrevistas que fazem com assassinos em série e baba. Mas aqui, sei lá. Parece que é tudo por algum motivo aparentemente ignorante, ou a desigualdade social. Sei que é ignorância da minha parte dizer isso, mas é o que eu sinto. Não sou nacionalista. Tem os esquizofrênicos queridinhos, "amores da Ivy", e tem o caso do garoto do Sexto Sentido. Ele não é ninguém, mas eu sonho com um garoto como ele. Não para descobrir que eu estou morta, mas sei lá.
Eu tenho medo de deixar os doentes doentes, de ser anti-ética. Espero que quando forem checar minha ficha não leiam isso (hahaha). Tá certo que o seriado das lés sempre me deixa pensando na vida. É péssimo, você desliga o monitor pensando que vai chegar na esquina e a primeira mulher que aparecer vai te agarrar. Então você acorda e vê que não passa de ficção, que existem possibilidades mínimas disso acontecer e que - momento broxante - estamos no Brasil. Aqui pode não ser o pior lugar do mundo, mas enfim. Não que eu pense que seria diferente em nenhum outro lugar. No fundo, se morasse na França, diria o mesmo. Eu penso nas conversas que eu tive com o Mad sobre sexualidade e penso que no que um merda declarou sobre uma Lei que proíbe pessoas de criticarem o
homossexualismo. Imagine que o cara disse que é certo defender crianças, idosos e mulheres de críticas, mas que os homens não - pois são mais fortes para lidar com as conseqüências de seus atos. Óbvio que a lei não deve existir, afinal as pessoas têm direito de ter suas opiniões, visto que não vivemos em uma ditadura... só que enfim, o cara quer ganhar um atestado de permissão para tirar com caras que dão o cu. Em que ponto a coisa foi chegar? E eu fiquei lendo um artigo sobre pornografia na internet. Sim sim. E, de fato, o material lésbico é direcionado para homens heteros. Não existe nem muito espaço para ser feliz nisso (hahaha). O Kamasutra lés que fizeram ficou bonito. Só isso, bonito. Porque as fotos foram feitas completamente com o intuito de fazer uma fotografia bonita e não, hnm, "informativa". Você vê um peito lá e um cabelo aqui. Não vê a união das garotas nem nada. É péssimo. E daí eu fiquei pensando que a cultura glbt só serve de entretenimento mesmo, tipo 'pão e circo', sabe. Já estão tomando conta dos programas de tv.... e não é mais com o título de 'Fulano é gay', mas 'Gays sabem cozinhar'. Algo do tipo "veja, eles conseguem". Até no Márcio Garcia, aquele quadro onde você tem que descobrir quem é o gay, o solteiro e o casado da história... sei lá, o espaço que foi supostamente conhecido foi justamente esse, algo para divertir o público. Não precisa ser visto como algo natural ou entendível, mas é preciso reconhecer que é algo maior do que parece.
Mas quem sou eu para falar disso, né? Ai ai.


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Drama;

Eu me expressei mal. Bem mal. Eu não quis dizer que não gostava de pessoas sensíveis - na verdade eu sou uma delas e, enfim, gosto mesmo da espécie. Sei lá. Talvez eu quisesse dizer que não gostava - gosto - de chorões chatos. Eu ia usar o termo dramático, mas no fundo eu também sou assim e gosto de dramas. É, acho que fico com chorões mesmo, apesar de não ter - a princípio - coisas contra quem chora. É a velha história de que lágrimas são verdadeiras sempre e, enfim, especiais e tal. Semi-inevitáveis às vezes. Mas aí vai muito de quem está chorando, porque de fato não é algo que eu ache muito fácil - sim, encarar pessoas com os olhos aguados é bem delicado, tanto para quem chora quanto para quem vê. Mas enfim. Sensibilidade eu realmente gosto. E, no fundo, toda essa máscara de indiferença que a gente insiste em pregar não deixa de ser um escudo e tal para esconder o que realmente se passa. Tá, isso não é novidade. Mas enfim, eu fiquei grilada com isso. O conceito de chorões chatos ficou péssimo. Enfim, eu só acho que é meio contraditório o lance de você se tornar uma pessoa teatralmente sensível. O motivo de aproximar pessoas a fim de te ajudar, proteger ou o que for acaba te excluindo dos demais. Sim, quem é que aguenta?! Eu já convivi um monte com pessoas extremamente emotivas nesse ponto e, até hoje, é algo que me assusta muito. Eu dei o exemplo da garota vegetariana chorando pelos bovinos. Mas, sei lá, não foi exatamente isso que eu quis ter dito. Existe um limite entre você querer dividir suas emoções... quem está ouvindo deve estar preparado para suportá-las - e, dessa vez, não falo com ar de tolerância, mas simplesmente hnm... estrutura, preparo psicológico. Até porque quem está ouvindo pode não saber o que dizer ou ser blaster sensível também. Tá, eu creio que estou fazendo o papel de dramática, mas tudo bem. Eu só sei que eu sou sensível ao cubo mesmo, do pior tipo. Eu não lembro do que almocei, mas sei tudo o que me disseram há mil anos atrás em determinada situação. Numa conversa desligada, uma vez, eu disse algo do tipo 'oh, que bonito, perdoar é algo lindo' - só que sem a breguice toda e tals. E daí eu fiquei pensando nisso e cheguei a conclusão de que é algo que eu raramente soube fazer. Ah, eu tento não ficar olhando pra trás e levar a vida na boa, mas enfim. Não sei como as pessoas simplesmente passam a borracha assim, tão do nada... querendo ou não foi um orgulho ferido, uma confiança quebrada. Claro que existe a idéia de que errar é humano e, óbvio, ninguém é perfeito - ainda bem! Mas, enfim, esquecer é algo que eu realmente não sei.
*****
E então fiquei conversando com o Shaolin, na aula. Falamos do Rui, o ex-psico dele, e de como ele deveria enxergar "o pessoal". Falamos do Salinger, da menina Ivy, de anos atrás. Foi realmente bom e eu fiquei pensando em coisas realmente antigas e, uma vez na vida, fiquei realmente indignada com a sociedade machista. Mas só por uns segundos. Daí li uns textos diversos de tarde. Um deles, ainda citando a Bíblia e os pecados do Homossexualismo, falava de fidelidade e lealdade - que podem sim andar separados. Fiquei feliz de ler isso, me lembrou o marca-páginas aquele da praia. "Ser infiel e ainda assim digno de confiança"... não que isso seja útil agora, mas enfim, fiquei pensando nisso. A partir de que ponto uma garota se torna uma vagabunda? De repente, pensei em várias coisas aleatórias - é, no Holden também. E foi tri ver o Shao falando dele e tudo. É realmente engraçado ver
a opinião das outras pessoas sobre a gente e coisas assim. Eu terminei de ler, no domingo, Nove Estórias, do Salinger e fui me ligar hoje de tarde só do final do livro. As histórias se entrelaçam muito pouco, na verdade. Mas isso não tirou a graça do livro. São nove contos bem diferentes. Em uns quatro ou cinco desses aparecem aquelas crianças estranhas que eu adoro. Killers e tudo. Quase gozei. Na verdade três contos me chamaram bem a atenção: um de suicídio, um em que a garotinha têm um amigo imaginário que morre do nada - e enfim, várias coisinhas - e uma mãe que possivelmente deveria estar presa e, o último, que te faz pensar um monte na real função das emoções, da lógica e essas coisas. O garoto prega que nós deveríamos aprender a ver o mundo com nossos olhos e não com conceitos pré-estabelecidos... ah, é muito foda. Ele te dá mil exemplos de como as emoções só atrapalham e coisas assim... não pude deixar de concordar, sabe. Mas enfim, no calor da hora é assim. Ele previa mortes e não tinha medo de morrer. A irmã dele também era outra impiedosa mocinha... Mas chega disso. Eu fiquei lendo sobre aura, mediunidade e vários fenômenos psíquicos hoje. Achei tri. Os caras não se mostraram superiores nem arrogantes nem nada, muito pelo contrário. Pregaram até aquele discurso de que todos têm poderes, basta descobrí-los. Claro que, no meio disso, achei umas coisas bem toscas. Seu eu fosse me basear nelas eu poderia me declarar uma sensitiva e tanto, cheia dos frufrus. Mas não, eu tenho os pés no chão - um deles, pelo menos. Eu fiquei lendo sobre psicoses e assassinos e coisas assim outro dia. Em enfim, gosto deles. Eu odeio a forma como as pessoas repudiam idéias sem procurar ver os ângulos das coisas. Claro que é horrível e até ignorante matar uma pessoa, mentir ou enfim, qualquer ato mal visto pela sociedade... só que existe o porém, a razão. Não se pode negar isso. Se o tio foi lá fazer cagada é porque ele tinha um (bom) motivo para isso... nada é assim por acaso. E, se o caso é doença, isso deveria ser autojustificável. É doença!, as pessoas não controlam doenças. Talvez a química, mas os atos físicos não são controlados tão facilmente. E, no fundo, vilões são mesmo legais. E até mais corajosos, porque eles vão contra a maré, geralmente se fodem e ainda ficam com um sorriso no rosto. Tá, eu embolei bem os assuntos. Provavelmente vou ler isso amanhã e me arrepender de ter me expressado mal sobre os chorões chatos. Passar bem.


domingo, 1 de julho de 2007

Tetos

1 - eu acho que tenho inveja de uma pessoa. uma só. não verdade não chamaria de inveja, mas enfim. como temporariamente eu tenho que justificar meu descontrole emocional e não estou a fim de repensar atitudes passadas eu me prendo, vergonhosamente, nessa idéia. 2 - por orgulho e falta de argumentos até para me acusar de invejosa eu gostaria de retirar o número 1. 3 - apesar de estar dizendo coisas aparentemente bem ruins, eu me sinto muito bem. muito mesmo. poderia dizer, sem ressentimentos, que é o melhor momento da minha vida e blá. 4 - tenho dormido pouco, por ficar pensando demais - mas estou gostando disso. 5 - tenho que baixar umas 3 músicas, sendo que esqueci uma delas. 6 - tenho que escrever sobre parada's gay's. é, tenho sim. 7 - no fundo, gostaria de reescrever meus inícios de histórias antigas. especialmente a dos cogumelos. 8 - eu li o livro Nove Estórias, também do Salinger e de fato quero falar dele. 9 - lendo muito sobre serial killers e psicoses e blá. 10 - pretendo transformar isso tudo em texto com mais umas coisas que eu esqueci depois. só pra não esquecer. e não escutem 'stereobox' cantando ao vivo, eles são muito ruins. e eu vi um filme e quero comentá-lo. tchau.

de moral, eu dei 'enter' em tudo, mas fudeu quando eu fui colocar a figura. então sei lá.
ah é, estou me saindo bem nas provas - eu acho.
simulado semana que vem. ouch!

terça-feira, 19 de junho de 2007

A injustiça das Redomas de ferro.

Ela sugeriu que, como várias pessoas, eu esteja buscando uma tentativa de auto-análise ao desejar algo com tanta ansiedade. Claro que era de se esperar uma atitude assim... por mais diferente que achamos que somos não podemos esquecer que nosso conteúdo se limita ao que o lado externo de nosso corpo é capaz de transmitir. Isso pode soar como uma característica completamente de caráter negativo, porém não é: faz parte do personagem de cada um por em jogo ou esconder determinadas características. É péssimo encarar a tal mulher e ter de concordar com suas afirmações apenas para não parecer excessivamente teimosa ou coisa que o valha. A partir do momento em que os sintomas apontados são relacionados com a puberdade, torna-se um grande empecilho desviar esse caminho a fim de apontar para uma nova direção... quem sabe falar de outras pessoas hoje?
Eu não saberia muito o que falar dos meus amigos. Tudo o que eu digo é entendido como uma crítica preconceituosa. Os pontos que tornam as pessoas que eu gosto queridas para mim - ou, simplesmente, diferentes da massa - são coisas que, no fundo, não importam senão para mim. São pessoas como as outras, porém especiais porque souberam se posicionar na minha vida sem pretensão, apenas fazendo-me abrir os olhos, conhecer novos mundos - e, através de uma ampla área de importância, permaneceram intocáveis com o passar do tempo. E se eu dissesse que tenho amigos com quem não mantenho nenhum tipo de contato físico? Não ver uma pessoa significa não conhecê-la? Sendo assim, todo cego seria solitário. É preciso convivência? Logo a principal causadora de problemas? Talvez... mas porque não abrir sua vida para uma pessoa que manterá o mesmo laço de sinceridade que você? Tão mais seguro, mais simples e não menos bonito.
Ela lá citou esse blog em um de seus monólogos intermináveis. Sua risada é do tipo que pode tanto gerar prazer quanto raiva, talvez até um misto dos dois. A preocupação com o meu "público", com o que eu procuro foi tão elevada. Fez-me parecer uma colunista de uma revista importante, um jornal ou alguma coisa parecida. São pessoas normais, algumas como eu, que passam por aqui. Apenas isso. Não é preciso esconder nem escancarar fatos, apenas seguir meus próprios padrões de textos. Ela insistiu na idéia de que eu modifico as coisas para ser melhor compreendida. Não poderia negar isso, visto que a linguagem humana é baseada nisso, na necessidade de compreensão (na verdade, qualquer linguagem), porém impedi que ela continuasse suas insinuações de que eu tenho uma segunda personalidade apenas para o mundo virtual. Incrível como gente de outras gerações implica com a Internet.
Se fosse perguntado, sequer um instante, sobre o porquê de escrever, eu responderia de maneira egoísta que um dos fatores que mais auxiliam é a autoridade que a escrita manifesta. Não, você não entendeu bem. Assim... eu escrevo e você lê. Você não pode cortar minhas palavras, apenas condená-las em seu pensamento ou após um breve espaço de tempo, oralmente ou comentando no link abaixo. É ótimo falar sem que vozes mais altas interrompam o som da sua. Simplesmente isso já é algo bem satisfatório... Mas, claro, o deleite de escrever não vem exatamente daí. Enfim, cada um sabe o que o leva a gostar de certas coisas. Trata-se de uma resposta puramente individual.
Ah, sim!, eu falei pra ela da minha redoma. Fiquei feliz de encontrar - mais precisamente ontem - algumas interpretações que complementem a formação dessa idéia. Um vidro transparente que abriga uma vida. A criatura, dentro de sua imaginação, pode ser um daqueles clássicos peixes laranjas, um guerreiro nórdico, seu pai ou que for - ainda que não passe de uma criança. A mesma inocência que pode trazer um daqueles risos jovens que cortam o silêncio dos grandes também tem o dom de perturbar algumas almas. Já dizia uma música: "nada é tão cruel quanto uma criança". Com a mesma ingenuidade que essas descobrem partes do corpo, são capazes de alimentar a mais fina camada de apreensão.
Você olha para o mundo sem saber onde está, afinal o que o separa da realidade é uma barreira incolor, que por vezes reflete seus olhos arregalados. É tudo novo, tudo mágico. Tantas perguntas silenciadas com as mais vazias respostas... Nada é preocupante, dá-se um passo atrás do outro. A distância entre a queda e a dor é o choro. E, pronto, eis o intervalo! De repente o vidro se racha, com ou sem motivo. O Sol agora queima. A película branca que rondava a redoma se mostra gelada. Passa a ser frustrante tentar qualquer espécie de brincadeira - se você crescesse um pouco mais, continuasse a intolerar estas regras malucas, possivelmente seria escoltado até algum lugar bem diferente das florestas coloridas dos seus antigos sonhos. Aliás, sonho é algo que não cabe no mundo adulto. Talvez apareçam em alguns daqueles livros de auto-ajuda para mulheres gordas de quarenta anos, aqueles livros que tentam ensinar as pessoas a ser feliz em troca de algumas notas de dinheiro.
O que leva uma pessoa a vestir pantufas e aposentar as nádegas em frente a um monitor para inventar receitas de falsos sorrisos temporários? Talvez o cristianismo e todo o seu capitalismo esteja por trás disso. Ou não. Talvez o cara esteja escrevendo tudo o que aprendeu errando, dizendo coisas do tipo "não fume, não beba muito, aproveite os pequenos momentos, compre uma lingerie preta". Esses livros para mulheres de meia idade geralmente dizem para elas curtirem seus filhos e se aproveitarem da sua rica experiência de vida. Ah claro, você que está lendo o livro na privada está seriamente pensando em todas as lições que aprendeu... No fundo, livros de auto-ajuda só servem para deixar o leitor irado e aprender que não são essas porcarias que ditarão o que fazer ou não para se obter uma boa qualidade de vida nos poucos - ou muitos - anos que restam.
Alguns psicólogos parecem se graduar apenas para alimentar a idéia de que seus livros com monólogos otimistas e repetitivos serão bons. Todo mundo quer vender a idéia de que é o melhor. Eu, sinceramente, adoraria ler um livro que o próprio autor apontasse como uma merda. Mas, claro, seria alguma estratégia de marketing... Enfim, eu ando meio desiludida com a crítica das pessoas. O ruim é que meus argumentos são realmente fracos, do tipo "pessoal", onde eu sei o valor que têm e coisas assim. Seria infeliz eu colocar algumas idéias aqui para vir um ou outro jogar baldes d'água sobre a minha redoma de cacos colados. Diante de toda a enrolação eu me vejo pensando nos cara que estão em prisão perpétua. Hum, isso tem relação com o ambiente infantil de vidro...
Pois bem. É contra os direitos humanos condenar alguém a morte e todas essas coisas. Enjaular pessoas já é uma atitude um tanto quanto ignorante. Mas tudo bem, eu sou uma garota de dezessete anos sem voz e sem uma idéia melhor. Literalmente sem voz, porque eu estou com a garganta defeituosa. É bonitinho ver que alguns "apenados" - como eu vi no jornal e achei a maior graça - estão tendo a oportunidade de aprender algum ofício e essas coisas todas. Só que, enfim, eu não sei quem inventou isso de você cometer certos crimes e ser recompensado com uma cela gelada para o resto da vida. É puramente injusto em vários casos. Nessas condições, você encontra desde algum infeliz que abusou sexualmente de crianças e mulheres e enfim, executou alguns gestos agressivos com facas e afins até um doente que deu tiros em um homem famoso. Porra, eu odeio isso. Não que eu vá dedicar a minha vida defendendo os esquizofrênicos (hahaha agora imaginei uma passeata bem besta no centro, com uns amiguinhos de jaleco e uns pacientes de alguma clínica psiquiátrica local...) ou, sei lá, impondo que Jesus era um bissexual assexuado (ok, poupe-me de explicações)... mas, puxa vida, eu odeio pensar que o cara está lá até hoje porque matou um músico.
Sei lá. Mistura de Salinger com a infelicidade da Yoko Ono.
Eu já disse que se aparecer na televisão uma garota invadindo a casa desse cara serei eu. Talvez alguma garota infeliz e drogada ou um Mark Chapman da vida estejam comigo.
Enfim, tetos.
Ah, droga. Eu comecei a escrever muito feliz, porém me exaltei e estraguei tudo.
Quero conversar depois.
(desenho feliz que eu fiquei fazendo no Paint ontem. sim, a intenção era ficar bem infantil)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Flor de Lótus

Eu tenho um caderno bem bonito até, com uma flor de lótus na capa e tals. Há uns dois anos, por aí, eu usei ele para escrever coisinhas que eu lia nos livros, pensamentos, músicas e coisas assim. Tri que eu dizia que era meu caderno de filosofias. Tá... com o tempo eu preenchi ele com matéria da aula de química e coisas assim, mas ele chegou a ficar bem gordinho. E, sim, eu gosto um monte de pegar ele do nada e dar uma olhada. Daí, como eu não estou afim de ficar falando de mim hoje, vou postar uns pensamentos. Na verdade, a proposta desse blog era ser diferente do anterior, falar de outras coisas, tentar se concentrar mais na parte estrutural da coisa do que ficar só na sentimental... mas sabe como é, essas Ivy's que se empenham em começar uma coisa mas nunca seguem a idéia... enfim. Vou citar umas coisinhas do caderno.
Enjoy!

"Para encontrar um amigo, devemos fechar um olho. Para observá-lo, devemos fechar os dois."
"Liberdade é o que você faz do que foi feito de você." (Sartre)
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." (Max Frisch)
"A beleza é um acordo entre o conteúdo e a forma." (Henrik Ibsen)
"Aquele que conhece seus defeitos está próximo de corrigí-los." (Aristarco)
"Nunca é demasiado tarde para ser aquilo que sempre se quis ser." (George Eliot)
"Há sempre um pouco de loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura." (Friedrich Nietzsche)
"O amor são duas solidões protegendo-se uma à outra." (Rainer Rilke)
"O maior inimigo da criatividade é o bom senso." (Pablo Picasso)
"Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez." (Jean Coeleau)
"Não deixe a escola atrapalhar seus estudos."
"Quem tem por que viver é capaz de suportar qualquer como." (Friedrich Nietzsche)
"As coisas valem pelas idéias que nos sugerem." (Machado de Assis)
"Procure o ridículo em tudo e o encontrarás." (Jules Renard)
"Ninguém consegue escapar da sua individualidade." (Arthur Schopenhauer)
"O outro lado tem sempre um outro lado."
"O essencial é invisível aos olhos." (Saint Exupéry)
"Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim." (Millôr Fernandes)
"Quanto mais te revelas, mais te rendes ao poder dos outros." (Merlim)
"Muitos homens passam por sábios graças à ignorância dos outros."
"Tenha certeza de suas dúvidas." (São Tomás de Aquino)
"Não há fraqueza, senão a incapacidade de acreditar." (*)
"Mais vale uma teta na mão do que duas no sutiã." (Mamonas Assassinas)
"Faça aquilo que você mais teme." (Ralph Waldo Emerson)

"Palavras só ligam pessoas que têm sinfonia." (Max Frisch)
"Não estou mal e nem estou bem. O preocupante é que não estou." (Melissa Panarello)
"A distância mais longa é entre a cabeça e o coração." (Thomas Merton)
"Sejam como são, ou deixem de ser."
"Pouca sinceridade é perigoso. Muita sinceridade é absolutamente fatal." (Oscar Wilde)
"Adolescentes têm o desejo de serem diferentes vestindo-se da mesma forma."
"Perdoa a teus inimigos: nada os chateia tanto." (Oscar Wilde)
"Meia verdade é sempre uma mentira inteira."
"Não se sinta capaz de enganar quem não engana a si mesmo." (Crime Perfeito - Engenheiros do Hawaii)
"Vivo, era uma peste. Morrendo, serei tua morte." (Edgard Allan Poe)
"Eu não tinha medo de olhar as coisas horríveis, mas ficava apavorado à idéia de nada ver." (Edgard Allan Poe)
"Os meus sonhos não são tão vazios quanto a minha consciência parece ser." (Behind Blue Eyes - Limp Bizkit) 


 

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Sintonia. ^^

- Ellen?
- Eu conheço seus olhos.
- Como?
- Eu conheço seus olhos.
- Conhece, é? Intuição feminina?
- Destino. Sonhei com eles ontem.
- Mas... eu não sei nada sobre você. Fomos apresentados há tão pouco tempo...
- Tempo é uma coisa que realmente não importa.
- Você parece gostar de chá de canela.
- Viu, você conhece parte de mim. Eu não estava errada, você é mesmo especial.
- Mas várias pessoas gostam de chá...
- Me diz então que eu sou uma estranha, uma desconhecida. Diga que não sentiu nada.
- Mas eu... eu não quero dizer isso.
- Não seja por isso, eu sou forte.
- Mas...
- Não é verdade, né?
- Não sei. Eu achei que fosse só comigo isso...
- Olha, eu também estou apavorada. Mas é você, é você mesmo. Você é o cara do sonho.
- E como era esse sonho?
- Real.
- Você está com medo?
- Não sentirei medo, desde que você diga que está comigo.
- Mas eu não sei quem você é...
- O que importa, Eric? O tempo não importa...
- Não sei o que dizer, já não entendo o que é isso.
- Mas, pelo menos, concorda que existiu uma atração..?
- Ei, isso é pedir demais.
- De quanto tempo você precisa para pensar?
- Quanto tempo você está disposta a esperar?
- A eternidade.
- E seus medos?
- Você está comigo.
- Você sente?
- Sinto tudo o que você sente.
- Então me ajude a entender. Eu tenho medo.
- Você também sonhou?
- Com seus olhos. No sonho eles pareciam tão ingênuos e pacíficos... agora só me causam frio, me deixam nervoso.
- Isso é ruim?
- Não, é incrível. Parece tão contraditório, mas é uma sensação boa.
- Eric, você tem certeza?
- É tudo o que tenho.
- Talvez você tenha bem mais do que isso...
- O que eu quero são mais do que palavras.
- Você tem certeza?
- Acho que sim... sim, estou certo.
- E o medo?
- Talvez, se fechássemos os olhos, o frio passasse...
- É, você me conhece bem.
- Isso é um sonho?
- Realidade.
- Você gosta do que sente?
- Gosto de você.
- Estranho... você nem me conhece.
- Temos todo o tempo do mundo para nos conhecermos.
- É verdade... É, sim. Eu sei disso.
- Ei, o que você está fazendo?
Cala a boca.
...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Literatura

Na verdade eu estou longe de ser um bom exemplo - talvez até por isso eu não me importe em cometer certos erros. Nesse momento, minha mãe deve estar conversando com minha psicóloga, enquanto eu suspiro pelo fim das provas da escola e coisas assim. Na verdade tem Simulão sábado e eu vou estudar alguma coisa daqui a pouco, mas senti bastante votnade de escrever. Eu não gosto de como esses textos daqui andam longos e subjetivos, mas enfim. Existe um considerável número de pessoas especiais que já se interessaram por um post ou outro, o que me deixou bem feliz na verdade.
Eu ando sem paciência para ler livros - ainda mais de ficção - do início ao fim, até por isso tenho procurado alguns livros que são estruturados de modo diferente... Tipo um de pensamentos soltos, do Pascal. Sim, o carinha das fórmulas matemáticas. Matemáticos são caras muito legais, por sim. Eu adorova as aulas filosóficas de matemática do ano passado (ou retrasado)... e é uma matéria que - cortando a parte de gráficos relacionados com circunferências - me interessa horrores. E eu nem sou uma aluna exemplar nisso, mas eu me emociono um monte. Por mais que eu saiba que Baskarah será inútil no resto da minha vida, eu acho super importante a evolução do raciocínio que a matemática oferece.
Eu lembro de umas pessoas falando de matérias interligadas, da Tusnelda justificando que as notas baixas em português provém do mau desempenho em matemática... e lembro, sei lá, de personagens obsessivos. Desde que eu aprendi que 6:3 = 2 eu conto tábuas, azulejos, bolinhas e todo o tipo de coisa pelos cantos, vejo se é divisível por 5, se o número de sílabas da frase de uma música se encaixa e por aí vai. Bem coisa de quem não ter o que fazer parece, mas sei lá. Eu adoro, na verdade, quand me pego sem nada para afzer em algum lugar onde eu sou semi-obrigada a ficar sem nada para fazer, tipo a fila do caixa do banco (tudo bem, eu não vou no banco porque a minha mãe trabalha em um, mas não é o caso).
Eu gosto de sentar no sofá e olhar para os lados, pois sempre acho que nunca vi o suficiente. Isso é ruim, meio sintoma de dona de casa na hora da faxina, porque depois de um tempo tua atenção tá canalizada pro fio de cabelo no chão ou na mosquinha da parede... Mas eu nem reclamo. Se não posso ouvir música eu brinco com os dedos, fico pensando no que vou escrever no próximo post (sim, eu sou fanática), no que vou comer quando chegar em casa, sei lá...
Eu não gosto de me passar por culta ou ficar naquelas crises de underground, onde tudo o que é pop é recusado com nojo. Na verdade isso é parte do todo e, se é toda a verdade ou todo o conhecimento o que queremos, devemos absorver o máximo de tudo. Eu lembro do meu professor de teatro falando de como uma meia verdade deixa de ser verdade, em outras palavras... Você filma um acidente de trânsito, filma o cara ensangüentado, edita o filme e corta essas cenas, pois acha que são 'muito fortes'. Pronto. Você mostra o acidente pela metade... não mostra a verdade por inteiro.
E, como o Pascal (eu acho) estava dizendo, verdade é uma coisa muito particular. Sempre vai haver interferência do observador (ah, não era Pascal, era aula de literatura), uma opinião... O que ele disse é que o valor das coisas mesmo, o especial - o plus - está naquilo em que não vemos, onde está contido. A graça seria essa: não supervalorizar o momento tornando-o algo público, simplesmente vivendo-o. Porém, quando descobrimos de onde vem toda a magia, quebramos a condição disso de ser especial, então se torna uma coisa banal e sem brilho, como outra qualquer.
Eu ia postar esse pensamento no flog outro dia, mas ficou tão depressivo que postei uma coisa que me chamou mais a atenção, sobre pequenas ações e tal. Eu estava lendo agora que o que faz o homem ceder diante do Demônio e da morte é a vontade fraca. Sei lá, eu gosto dos contos de terror do Edgar Allan Poe. E gosto de mais um monte de coisa de muita gente. Eu ando lendo sobre como são formulados testes psicológicos de personalidade, critérios e tal. O que eu encontrei nesses livros são símbolos, matemática e muitos gráficos. Mas são interessantes pacas. Casualmente esse assunto anda coincidindo em vários pontos...
Eu pensei bem e, sinceramente, o Amor romântico é um saco. Algo totalmente idealizado, platônico, sofrido, triste. Corta todo o clima de realização que o Amor deveria trazer. Até por isso o Realismo é bem mais apropriado para isso... sem esconder nada, sem tirar nem por... Ver a pessoa e gostar dela pelo que ela é, não apenas pelo que ela representa. Trata-se de um bem para ela e para você, pois nenhum dos dois deve mudar seu jeito de agir, sentir... Não é preciso linguagem figuração, imaginação (que resulta da interação do sonho com o raciocínio) - existe por si só, sem precisar se estruturar por pensamentos terrenos.
Eu peguei as notas na escola ontem e fiquei bem feliz com o resultado. Me arrependo de não ter nerdiado em anos anteriores. Comprei sapatilhas, balas, fui para a aula de dança. Enfim, tem umas coisas que eu nem gosto de falar porque, sei lá, realmente não são construtivas. Eu espero que a novata realmente deseje participar das aulas, caso contrário acho que a turma afunda. As poucas mulheres que estão "dançando" vão passar um tempo na Europa e, as que vão ficar em Porto Alegre, pretendem ficar bem longe da minha cara de bunda. Eu não fico mal por isso, realmente não fico.
Mas então seguem aquelas típicas encenações sem moral nenhuma, onde 'todos contam com sua presença' e você não vê a hora de tudo acabar. Eu ouvi minha mãe falando umas coisas e juntei com o que eu li em uma Zero Hora por aí e é bem verdade: a gente é bem masoquista mesmo, porque filmes de terror nos deixam tensos e até fazem mal para o organismo. Eu fico tri nervosa com qualquer coisa, de apresentações orais e campeonatos até, sei lá, ter de puxar a cordinha do ônibus. Certo que eu teho que curar minhas neuroses. Falando nisso, roí minhas belas unhas crescidas. E, sinceramente, vou tentar seguir minha rotina de usar menos Internet, evitar pensar em fenêmenos sobrenaturais... só não queria perder o quê de astrologia. Muitos psicólogos perdem isso ao longo de seus estudos.
No mais, sei lá... continuo me irritando com pessoas que sentam do meu lado no ônibus quando existem mil possibilidades de lugar. Eu quero ter filhos com nomes antigos, ph, essas coisas... mas não sei quando terei paciência o suficiente para aturar 'crianças normais'. Na verdade um outro assunto invade a minha cabeça... mas enfim, eu seria arrogante demais se comentasse isso por aqui, então fica tudo assim. Eu abandono o romantismo, o Alvares de Azevedo e as poesias, mas o subjetivismo fica. Que coisa...
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